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UnB Ceilândia forma primeira mestre

Dissertação de Fernanda Pains inaugura período de apresentações dos projetos de pesquisa da primeira turma do Programa de Pós-Graduação em Ciências e Tecnologias em Saúde

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postado em 25/07/2013 14:49 / atualizado em 25/07/2013 15:00

Agência UnB

Emília Silberstein/UnB Agência
Há quase cinco anos a Universidade de Brasília firmava seu projeto de expansão com a inauguração do terceiro campus fora do Plano Piloto: a Faculdade UnB Ceilândia (FCE). Mal foram diplomados os primeiros graduandos e o pólo de ensino já tem sua primeira aluna mestre: Fernanda Pains Vieira dos Santos. Ela defendeu, nesta terça-feira (23), sua dissertação sobre “Equilíbrio e risco de quedas em idosos: estudo de correlação entre três instrumentos de avaliação”, no Programa de Pós-Graduação em Ciências e Tecnologias em Saúde (PGCTS).

Fernanda é formada em Fisioterapia e atua diariamente com o público foco de sua pesquisa no Centro de Referência em Atenção a Saúde da Pessoa Idosa (CRASPI), em Goiânia. Em seu estudo, questionou qual o melhor mecanismo para avaliar o risco de queda entre a população idosa. “A queda traz muitas conseqüências e gastos para a saúde pública, então prevenir esses eventos é importante”, explica Fernanda.  Para ela, o tema é relevante não só pelos custos aos cofres públicos, mas pelo que pode promover para a melhor qualidade de vida da terceira idade. “O medo de cair faz com que o idoso restrinja mais suas atividades, até dentro de casa”, diz a pesquisadora. “Quanto menos mobilidade, mais fraqueza muscular vem junto”, explica Fernanda.

Para realizar seu trabalho, Fernanda selecionou 49 pessoas com idade entre 60 e 86 anos nas regionais de saúde de Ceilândia e aplicou três métodos utilizados na avaliação do risco de queda. Entre eles, dois de análise clínica – QuickScreen e Timed up and Go (TUG) – e um de análise laboratorial - plataforma de força Biodex Balance Systen-Fall Risk (BBS-FR). O equipamento de alta tecnologia é o único existente no Centro-Oeste e pertence ao Laboratório de Análise do Movimento Humano do campus da UnB em Ceilândia. “Isso mostra que nossos laboratórios já estão produzindo conhecimento”, comemora a diretora da FCE, Diana Pinho.

Segundo a mestranda, não é possível afirmar que um método substitui o outro. A margem de semelhança entre os instrumentos de avaliação foi muito pequena diante do número de idosos utilizados na amostragem. Mas os resultados da pesquisa mostraram que a análise clínica para detecção do risco de quedas da população idosa é mais completo do que a avaliação feita por meio de equipamento de alta tecnologia. “Esse trabalho vai permitir que a partir de agora sejam propostos esses dispositivos e a prevenção vai acontecer se tivermos um instrumento acessível”, diz a orientadora de Fernanda, Ruth Losada de Menezes. “Eu descobri com a minha pesquisa que o melhor método é o QuickScreen e como o governo não tem condições de comprar equipamentos de alta tecnologia, pretendo inseri-lo no meu trabalho diário”, completa.
Mariana Costa/UnB Agência


O estudo de Fernanda contou com apoio e financiamento do Centro Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Programa de Apoio à Pesquisa de Novos Docentes do Decanato de Pesquisa e Pós-Graduação (DPP) da UnB. O resultado da pesquisa será divulgado na revista científica Fisioterapia em Movimento, publicação trimestral da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). “A gente tem sido bem criterioso com os trabalhos. Todos apresentados em forma de artigo, que estão se mostrando de ótima qualidade e relevância, ainda mais por terem sido submetidos ao crivo de revistas científicas”, conta o coordenador-adjunto do PGCTS, professor Gerson Cipriano Junior.

O Programa de Pós-Graduação em Ciências e Tecnologias em Saúde (PGCTS) possui atualmente 27 docentes e 67 alunos matriculados, com trabalhos em duas áreas de concentração: Mecanismos Básicos e Tecnologias em Saúde e Área de promoção, Prevenção e Intervenção em Saúde. “É um programa complexo. Tem uma dinâmica interdisciplinar apesar de ter foco na saúde, com diversos professores de diferentes formações”, diz Gerson Cipriano. Para ele, o programa já nasceu grande. “As vezes é difícil aprovar um curso de Mestrado e Doutorado e o nosso já é nota 4 na Capes [ Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior]”, lembra. “Como meta queremos que esse programa se torne nota 5”, conta Gerson.

Para a diretora da Faculdade UnB Ceilândia, Diana Pinho, o Programa de Pós-Graduação em Ciências e Tecnologias em Saúde foi um avanço para a consolidação do campus e coloca em evidência a qualidade da expansão da UnB. “Recebemos alunos não só do Distrito Federal, mas também de outros estados. Isso para nós é extremamente importante”, lembra Diana. "Mesmo com todas as intempéries que passamos já temos um programa de pós-graduação com nota 4 e convênio com universidades estrangeiras, como a do Novo México, o que mostra a qualidade do nosso corpo docente”, avalia.
Marcelo Jatobá/UnB Agência
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