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As melhores do Brasil

Quatro instituições brasileiras estão entre as mais conceituadas escolas de negócios segundo o Financial Times. Situações práticas, networking e parcerias com outras intuições integram o currículo das campeãs

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postado em 13/10/2015 14:10

Todo ano, o jornal britânico de economia Financial Times divulga uma lista com as 50 melhores escolas de negócios do mundo. Em 2015, quatro instituições brasileiras emplacaram na seleção. No ranking geral, que inclui cursos abertos para qualquer aluno e fechados para empresas, a Fundação Dom Cabral se classificou em 16º lugar, enquanto o Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) galgou a 43ª posição. Entre os programas abertos, a Fundação Instituto de Administração (FIA) e a Saint Paul conquistaram respectivamente o 66º e o 68º lugar. Confira o que essas escolas têm em comum e faça a sua escolha.

Teoria e prática
“A prática e a teoria não podem ser elementos excludentes, mas sim complementares”, argumenta o presidente da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende. “Usamos a metodologia do learning by doing, ou seja, ‘aprender fazendo’. Isso funciona, porque tira o aluno de uma situação confortável. Usualmente, levamos casos para que ele tome uma decisão, o que replica o dia a dia”, afirma José Claúdio Securato, presidente da Saint Paul, cuja sede fica em São Paulo. No Insper, os alunos costumam ser divididos em grupos para analisar o mesmo problema de formas diferentes.

Networking e mercado
O administrador de empresas Leandro Fraga, 50 anos, fez um curso de MBA Executivo na FIA em 1999 e conta que ainda se relaciona com colegas de turma. “Em situações de dificuldade, um recorre ao outro”, relata.

Para estimular o networking entre os estudantes, a Saint Paul faz dinâmicas logo na primeira hora de curso, além de exigir que os alunos façam aulas com outras turmas. O Insper costuma planejar o perfil das classes, para garantir que os estudantes interajam. Os cursos in company, oferecidos para funcionários de uma companhia, são uma boa forma de as escolas se manterem atualizadas com relação ao mercado. Nos cursos da Saint Paul com duração acima de 40 horas, é obrigatória uma entrevista do aluno com o coordenador.

Tecnologia
A Saint Paul e o Insper utilizam a plataforma on-line Blackboard, que reúne vídeos, fóruns e testes. Durante as aulas, os alunos do Insper também têm acesso a programas da escola global Center for Creative Leadership por meio de dispositivos móveis. Na FIA, os cursos de educação executiva utilizam jogos em que os discentes devem gerir uma empresa em um ambiente competitivo. “Usamos um software que simula um ambiente de negócios com cadeia de produção, passando da indústria para o varejo”, afirma Leandro Morilhas, diretor da instituição paulista.
Acervo pessoal

Globalização
Algumas formas de promover uma educação globalizadas são contratar professores visitantes e criar programas de intercâmbio. Todas as instituições brasileiras classificadas no ranking do Financial Times têm parcerias com escolas internacionais, um dos critérios utilizados na avaliação. Em julho, a arquiteta de varejo e pesquisadora de tendências Lucila Campiglia, 48 anos, foi estudar tendências de mercado na Universidade de Columbia em um curso oferecido pelo Insper, que tem parceria com a instituição norte-americana. “Quando viajamos para outro lugar, saimos da caixa. Se eu tivesse ficado em São Paulo, todo dia assistiria às aulas e voltaria para casa. Um novo ambiente proporciona enxergar coisas novas”, argumenta Lucila.

Top brasileiras
Para que escola vou?

Caroline Borges, diretora executiva da empresa de recursos humanos Spot, dá o passo a passo para escolher uma instituição.

1- Definir quais são os objetivos para a sua carreira: como área de atuação, cargos e cidade onde trabalhar.
2- A partir daí, pesquise quais são as instituições que têm um currículo forte no setor em que quer atuar. Se seu interesse é trabalhar com finanças, por exemplo, procure uma escola que seja reconhecida nessa área.
3- É a vez de analisar quais das escolas selecionadas têm o maior renome. O perfil dos professores, a grade do curso, rankings e certificados são critérios que podem ajudar na decisão.

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