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Volta às aulas - suplemento especial

De olho na calculadora

Inflação preocupa os pais na hora de comprar o material escolar das crianças. Eles estão assustados com o que encontram nas prateleiras e pesquisam bastante antes de abrir o bolso. Confira dicas para economizar

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postado em 10/01/2015 08:00 / atualizado em 10/01/2015 16:34

Claudio Reis/Esp.CB/D.A Press

 

Os grupos de mães de uma rede social estão lotados de comentários sobre material escolar. A discussão nas postagens tem o objetivo de unir pais preocupados com o preço dos cadernos e dos livros, além de compartilhar informações sobre o assunto. Tatianne Ramos, 28 anos, participa de um deles. Ela tem três filhos, dois meninos e uma menina, com 7, 3 e 2 anos, respectivamente.


Os dois mais velhos frequentam a mesma escola e sempre ficam empolgados com o novo material escolar. Mas o preço dos itens escolares está “pesado”, como diz a mãe. Com o intuito de economizar ao máximo, ela fez as compras antecipadamente. “Em janeiro, é tudo muito tumultuado”, explica.


A mãe e professora de educação física diz que reparou no aumento de preço do material, mas como comprou no fim de 2014, ainda não pegou o reajuste. “Disseram que os cadernos de capas animadas e os plásticos para encapar os livros vão ter aumento.” Preocupada, Tatianne foi em cinco papelarias para pesquisar o melhor valor. “Valeu muito a pena. Se eu tivesse comprado na primeira que entrei, teria gastado bem mais”, conta. Nesse itinerário, ela observou qual estabelecimento daria o melhor desconto ou prazo.


A média de custo do material ficou R$ 1.350, para o filho mais velho, e R$ 380, para o mais novo. “Preferi pagar à vista, uma vez que meu marido já havia se preparado para isso”, diz. “Economizamos quase R$ 200, o que já ajudou a comprar os uniformes”. Ainda com toda essa precaução, Tatianne considera os valores abusivos, porque as mensalidades escolares também estão caras. Ela acredita que a situação de altos preços nas prateleiras se deve à inflação.


Variações


A dica de Tatianne é uma boa pesquisa nas papelarias e acompanhar de perto o material que os vendedores escolhem. “Eles acabam colocando no orçamento itens bem em conta e, quando vamos comprar, dizem que aquele mais barato acabou e foi substituído por um caro”, aponta. “Há muitas opções em conta dentro da mesma papelaria.”


O Procon-DF concorda com a dica. O órgão fez uma pesquisa de preço dos materiais escolares. O estudo mostrou as variações de valores e detectou diferença de até 1.770% entre produtos de mesma utilidade em papelarias diferentes. Portanto, o principal conselho é ir atrás e comprar os itens em lugares diferentes. Vale dizer que o rol que foi feito pelo órgão de fiscalização teve avaliação de regiões administrativas, como Plano Piloto, Taguatinga e Sobradinho.


A diferença mais relevante da pesquisa foi um estojo com dois lápis de escrever grossos, uma borracha macia e um apontador. O item variou de R$ 2,05 a R$ 38,35. O que também chamou a atenção foi o rolo de fita adesiva colorida, encontrado de R$ 0,30 até R$ 3,50.





Maiores diferenças
» Estojo com dois lápis, uma borracha e um apontador
Menor preço: R$ 2,05
Maior preço: R$ 38,35


» Rolo de fita adesiva colorida
Menor preço: R$ 0,30
Maior preço: R$ 3,50


» Tesoura com ponta redonda
Menor preço: R$ 0,79
Maior preço: R$ 4,89


» Pote de massinha de modelar
Menor preço: R$ 3,20
Maior preço: R$ 12,90




Economize
» Aproveite o que sobrou: não desperdice o material bom do ano anterior
» Fazer compras com outros pais: você tem mais chances de negociação de preços
» Ritual de compra: tenha uma boa abordagem, buscando a melhor opção de pagamento
» Compre em atacados: não só materiais escolares, mas também aqueles usados no recreio


Fonte: Dsop, educação financeira

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