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Apoio no momento da escolha

Pais e escola devem trabalhar juntos para garantir que o estudante do ensino médio consiga decidir com tranquilidade a carreira que vai seguir

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postado em 10/01/2016 10:00 / atualizado em 08/01/2016 18:50

André Violatti

A chegada ao 3º ano do ensino médio é repleta de expectativas e de desafios. De um lado, é preciso se preocupar com as provas de acesso ao ensino superior, que demandam a maior parte do tempo dos estudantes. De outro, eles têm de pensar que carreira pretendem seguir para optar pelo curso na hora de fazer a inscrição ou de se candidatar a uma vaga. A participação dos pais nesse momento deve ser no sentido de ajudar os filhos a encontrarem o caminho que tenha mais a ver com eles.


A coach Heloísa Capelas, especialista em autoconhecimento e inteligência comportamental, explica que o principal é o jovem diferenciar quais são os anseios dele e o que é influência da família. “A grande maioria tem muita dúvida e sofre uma influência familiar muito grande”, comenta.


“Eu sugiro sempre para as famílias que, antes do vestibular, os jovens façam uma imersão para saber o que querem, o que é deles mesmo, não o sonho familiar do pai ou da mãe”, afirma. Para ajudar na escolha, Heloísa sugere que o estudante faça não apenas testes vocacionais, mas também coaching, e que tentem conhecer os cursos e a profissão que pretendem seguir antes de fazer a inscrição em provas de acesso ao ensino superior.


No colégio Mackenzie, os alunos têm contato com a realidade do ensino superior durante todo o ensino médio. Segundo o coordenador e assessor da direção da escola em Brasília, Marco Antônio Del’Isola, a culminância do programa ocorre no 3º ano, quando são organizadas feiras de profissão em que os alunos conhecem instituições de ensino superior nacionais e estrangeiras.


Além disso, a escola oferece um serviço de orientação educacional que ajuda o estudante no processo de autoconhecimento. “Cada aluno vai se conhecendo melhor e entendendo os próprios talentos e onde precisa investir mais, de acordo com a vocação dele”, explica Del’Isola. Eles também são convidados a conhecer instituições como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF).

Suporte

Os pais de Rebeca Soares Assis, 16 anos, tentam contribuir ao máximo para que a escolha da filha seja tranquila. “Os meus pais não colocam muita pressão, deixam a gente escolher a área que achamos melhor”, diz. Ela ainda não sabe qual curso tentará, mas já tem noção de que será na área de saúde.


Rebeca é a segunda filha de  Olívia Assis, 46, e Gilmar Assis da Silva, 51, a chegar ao 3º ano do ensino médio, e os dois acompanham essa trajetória com atenção desde o 1º ano, observando habilidades e competências. “É um momento em que a família tem a possibilidade de conhecer aquele jovem, em que ele vai perceber quem é e o que quer. O relacionamento familiar precisa ser bem estabelecido e organizado para que nós possamos contribuir em vez de dificultar”, observa Olívia.

 

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