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Lanche saudável

Balancear a refeição levada para a escola é importante para garantir o bom desenvolvimento do estudante desde a infância

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postado em 10/01/2016 10:00

André Violatti

Um lanche balanceado ajuda não só a manter a criança saudável como também contribui para que ela tenha energia na medida certa, de maneira que participe de todas as atividades escolares. Por isso, a lancheira deve incluir proteínas, carboidratos, vitaminas e minerais.


“A criança está em desenvolvimento constante, cognitivo, motor e neurológico. Em razão disso, a alimentação na escola é de extrema importância. Se tiver muito açúcar, por exemplo, ela vai ficar estimulada demais e não terá tanta atenção na hora das atividades”, detalha a nutricionista infantil Fernanda Monteiro.


Ela explica que a melhor opção é montar a lancheira em casa. No Distrito Federal, a Lei nº 5.146, de 2013, obriga escolas da rede pública e particular da educação básica a servirem apenas alimentos saudáveis, proibindo a venda de balas, refrigerantes e biscoitos recheados, por exemplo. No entanto, Fernanda afirma que as cantinas nem sempre oferecem uma variedade adequada de alimentos todos os dias. Caso não seja possível fazer isso regularmente, a melhor opção, segundo a especialista, é comer um pão de queijo e evitar o consumo de produtos embutidos, como o enroladinho de salsicha.


“Por mais que seja um lanche da escola, e não uma das principais refeições do dia, são cinco vezes na semana. Por isso, ele precisa ter qualidade”, destaca Fernanda. No grupo de carboidratos, ela sugere o pão integral — que pode ser encontrado sem as sementes, caso a criança não goste — ou os brioches feitos na padaria, em substituição à bisnaguinha industrializada. Cookies integrais e batata-doce ou inglesa assada também são uma boa opção.


Entre as proteínas, o ideal é dar preferência a queijo branco, iogurte e leite fermentado — apenas duas vezes por semana, pois contém açúcar. Outra dica da nutricionista é aproveitar as carnes que sobrarem do almoço, como bife, carne moída ou frango, para fazer recheios e colocar no pão.


Já as vitaminas e minerais estão presentes nas frutas. O conselho de Fernanda é dar preferência às que oxidam menos, como mamão, manga, melão, melancia e goiaba. Se optar por banana, maçã ou pera é melhor não as mardar cortadas, pois elas escurecem com o tempo e, dessa forma, a criança pode rejeitá-las.

Cuidados

Na hora de montar a lancheira, a orientação de Fernanda é usar recipientes de plástico e sem bisfenol — normalmente as embalagens indicam “bbf free” —, pois esse componente químico é cancerígeno quando em contato constante com o organismo. Os alimentos devem ser embrulhados sempre em papel toalha ou plástico filme, já que o papel alumínio pode liberar essa substância na comida.


Para enviar suco, a sugestão é uma garrafa térmica escura, para evitar a oxidação a partir do contato com a luz. Fernanda indica ainda que os pais façam gelo com a poupa da fruta e, no dia de levar ao colégio, coloquem dois cubos na garrafa, encham-na ao máximo com água e adicionem açúcar mascavo ou mel para adoçar. Depois, é só orientar a criança a sacudir o recipiente antes de beber. Essas orientações valem do berçário até o ensino médio. O que vai variar é apenas a quantidade.

Exemplo

Mariana Belloni Melzaço, 32 anos, segue as orientações da nutricionista à risca. Ela prepara as lancheiras dos dois filhos, Luiza, 6, e Gabriel, 3, em casa. A preocupação com a alimentação se estende também aos pratos servidos em casa. “Dou importância para os gostos pessoais, não obrigo a comer só porque é saudável, mas sempre priorizo os alimentos mais saudáveis”, observa.


No lanche da escola não entra nenhuma bebida industrializada. As opções são água, iogurte, água de coco e suco natural. Ela sempre manda também uma fruta, de preferência da estação. Os carboidratos são feitos em casa, como bolinhos integrais de banana, tapioca com queijo e cookies integrais.


Para que os pequenos participem, ela tenta, sempre que possível, cozinhar com a ajuda deles. “Eles têm prazer em preparar e, quando fazem a preparação, tem uma aceitação melhor”, avalia. Mariana também usa a criatividade para incentivar o consumo de alimentos mais saudáveis. Gabriel tem mostrado resistência para comer banana, por exemplo. Por isso, a mãe mandou a fruta com o desenho de um Minion na casca. Além disso, uma vez por semana os dois podem escolher um biscoito industrializado para levar no lanche.

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