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Hora da escolha

Saiba que perguntas fazer no momento da visita e como avaliar se a escola corresponde às suas expectativas com relação ao aprendizado do seu filho

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postado em 27/10/2015 12:49 / atualizado em 27/10/2015 12:53


Felipe e Isabelle com o filho Bernardo, de 6 anos: em busca de uma nova escola para dar continuidade ao processo de alfabetização (André Violatti/esp. CB/D.A Press)
 

 

Felipe e Isabelle com o filho Bernardo, de 6 anos: em busca de uma nova escola para dar continuidade ao processo de alfabetização



Não existe receita pronta para o momento de escolher a escola do filho. Cada família deve avaliar os valores e características que preza e, na hora de visitar a instituição, perguntar se esses elementos fazem parte da proposta pedagógica e da rotina do colégio. Buscar saber que tipo de formação a escola oferece, quais são as ferramentas de avaliação usadas e quantas tarefas passam para casa são alguns dos pontos importantes.

“O aluno tem que criar o hábito de estudo. Todo dia ele precisa ter determinado horário para fazer a tarefa”, afirma Josiliane Ramos, gestora do Colégio Positivo Júnior de Curitiba. Na educação infantil, esse processo deve ser gradativo: ler uma história todos os dias com a criança e passar um dever por semana, por exemplo. Do primeiro ao quarto ano, é uma hora de estudo por dia, que pode incluir atividades como ler um livro. A partir do quinto ano, é preciso começar a treinar a tabuada também.

Além disso, é importante conhecer as regras disciplinares adotadas na escola, conforme lembra Tania Fontolan, diretora do Sistema Anglo de Ensino. É permitido usar celular em sala de aula? E boné? Há tolerância para atrasos? Não existe certo ou errado com relação a isso. O que a família deve procurar são instituições que atendam melhor às expectativas e, depois, criar um diálogo construtivo (veja o quadro).

Josiliane Ramos acredita ser importante avaliar se a escola observa a rotina e o tempo de cada aluno dentro das atividades propostas, num processo de acolhimento, principalmente na educação infantil e nos primeiros anos do ensino fundamental. “Todo esse carinho é uma segurança para a criança. Da próxima vez que ela tiver vontade de chorar ou ficar nervosa, sabe que será acolhida”, afirma. O percurso de casa até a escola também deve ser avaliado. Se a distância for muito grande, a criança pode chegar à escola cansada.

Isabelle Baldansa e Felipe Diniz, ambos de 27 anos, estão procurando uma escola para o filho Bernardo, 6. A instituição em que ele está matriculado hoje só vai até o fim da educação infantil e, no ano que vem, Bernardo vai para o 1º ano do ensino fundamental. Como os pais trabalham o dia todo, precisam de uma escola em tempo integral. “Além do cronograma de atividades e dos professores qualificados, o que eu mais procuro é uma escola integral que se encaixe na rotina dele, para ele não ficar muito cansado ou querer dormir muito tarde porque já dormiu na escola”, explica Isabelle.

Outro ponto importante para os pais de Bernardo é encontrar uma instituição que mantenha o ritmo de estudos que ele tem na escola atual, onde começou o processo de alfabetização. “Estou dando prioridade às escolas particulares em que eu estudei, mas não vejo problema em colocá-lo na rede pública, caso consiga uma vaga”, completa Isabelle.

Atenção redobrada

Luis Claudio Megiorin, presidente da Associação de Pais e Alunos das Instituições de Ensino do DF (Aspa-DF), sugere que os pais avaliem o material didático adotado e que se preocupem com a formação dos professores. As atividades extraclasse e a educação integral também devem entrar na lista de pontos a serem avaliados. Segundo o presidente da Aspa-DF, algumas escolas não têm o preparo adequado para atender alunos nos dois turnos, mas acabam usando essa estratégia para cobrar mensalidades mais caras. “Tem que avaliar se o que é dado naquele horário restante atende ou não ao interesse dos pais e ter cuidado com currículos cheios de penduricalhos que não vão fazer muita diferença na vida das crianças”, afirma.
 
 

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