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A troca de escolas pode ajudar seu filho?

Em busca de mais praticidade ou de processo de ensino diferente, uma das opções dos pais é procurar uma nova instituição. Saiba como agir para que essa mudança não seja traumática

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postado em 27/10/2015 13:10


Andreza com os filhos Beatriz, Gabriel e Rafael (D). Os dois meninos vão mudar de escola no próximo ano (André Violatti/Esp. CB/D.A Press)
 

 

Andreza com os filhos Beatriz, Gabriel e Rafael (D). Os dois meninos vão mudar de escola no próximo ano




A infância e a adolescência são fases de transformação na vida do estudante e qualquer mudança nesses períodos precisa ser bem avaliada. Quando a família entende que é o momento de trocar de escola, é importante elencar o que fatores levaram a essa decisão — por questões práticas ou falta de alinhamento com a proposta pedagógica, por exemplo — e como eles terão impacto na vida da criança ou do adolescente, além de listar as características que considera necessárias na nova instituição.

“A troca de escolas justifica-se quando os princípios educacionais da escola e da família deixam de ser os mesmos”, observa Dilia Maria Andrade, pesquisadora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ela explica que as demandas familiares podem mudar ao longo do tempo e, com isso, será preciso procurar uma instituição que se adeque às novas necessidades.

A professora alerta, porém, que mudar os filhos de escola em função de mau desempenho não resolve a defasagem quanto ao processo de aprendizagem. “É importante identificar o que ocasiona o mau desempenho discente e tomar as medidas necessárias. Pode ser a ajuda de um profissional especializado, ou simplesmente fazer com que o aluno estude mais”, defende.

A recomendação de Luis Claudio Megiorin, presdidente da Associação de Pais e Alunos das Instituições de Ensino do DF (ASPA/DF), é de que os pais invistam na transformação das escolas de seus filhos, e não na troca de uma por outra, a menos que haja perda na confiança do projeto pedagógico da instituição ou na capacidade desta em cuidar da integridade física e moral dos seus alunos (veja o quadro).

Após a decisão

Uma vez tomada a decisão, a receita para tornar o processo de troca de escolas saudável é o diálogo com os filhos. Na avaliação da professora Dilia Andrade, a estrutura e os princípios educacionais, como organização, disciplina, valores éticos e oportunidades de futuro, devem ser considerados pelos pais na busca por um novo estabelecimento de ensino. No entanto, a localização e as limitações financeiras da família, naturalmente, influenciarão a decisão. Ela lembra ainda que o medo do novo e a ansiedade são reações naturais frente a mudanças, mas, em geral, quanto mais novo o aluno, maior a facilidade dele em lidar com esse novo cenário.

Foi o caso dos dois filhos mais novos de Andreza Gonçalves, 38 anos. Gabriel, 5, e Rafael, 3, gostavam da escola anterior, mas a praticidade pesou muito na hora de decidir por uma nova instituição. Agora, eles poderão ir a pé até a nova escola e é possível até enxergá-la da janela de casa. Andreza já levou os pequenos para conhecerem o local e brincarem no parquinho, no intuito de ambientá-los antes do início das aulas. Além da proximidade, ela levou em consideração a segurança, o método de ensino, a quantidade de alunos por sala de aula e as atividades extracurriculares ofertadas.


"A troca de escolas justifica-se quando os princípios educacionais da escola e da família deixam de ser os mesmos”

Dilia Maria Andrade, pesquisadora da UFMG

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