Enem 2017
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Enem movimenta 6,7 milhões de estudantes pelo país

Hoje e no próximo domingo, jovens farão a maior prova de acesso ao ensino superior do Brasil. STF definiu que desrespeitar direitos humanos não vai zerar a redação

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postado em 05/11/2017 08:00 / atualizado em 05/11/2017 08:30

Antonio Cunha/CB/D.A Press


Agora sim, chegou o grande dia. Hoje e no próximo domingo (12), mais de 6,7 milhões de estudantes farão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cada um deles em busca do sonho de ingressar em alguma instituição de ensino superior. No Distrito Federal, 125 mil pessoas fazem a avaliação em 167 locais diferentes. Não vale se atrasar, nem chegar despreparado para redação, ciências humanas e linguagens,códigos e suas tecnologias, as três provas aplicadas hoje. Na próxima semana, será a vez de ciências da natureza e matemática. O Supremo Tribunal Federal definiu que quem escrever algo ofensivo aos direitos humanos não terá a prova automaticamente zerada (leia mais abaixo).


Pela primeira vez, as provas estão agendadas não no mesmo fim de semana, mas em dois domingos consecutivos, excluindo a necessidade de aplicação especial para sabatistas. A região sudeste foi a campeã de participantes (2,4 milhões) e a região centro-oeste, a que menos inscritos apresentou (563 mil). Serão 600 mil pessoas trabalhando diretamente na aplicação. Dentre eles, certificadores capacitados (40.406), coordenadores municipais (1.793), coordenadores de locais de prova (13.880), assistentes de locais de prova (22.020) e chefes de sala (197.270). Desse modo, os participantes de estados com fuso horário distinto devem atentar para o horário local.

Os portões abrem às 12h e fecham-se pontualmente às 13h. Os inscritos terão 5h30 para fazer a avaliação no primeiro dia e 4h30, no segundo. No Distrito Federal, 28 linhas de ônibus recebem reforços nos dois dias do exame e os estudantes do ensino médio podem usar a gratuidade do passe livre estudantil. E o metrô vai funcionar neste domingo até as 8h.

Pela primeira vez, o cartão-resposta e a folha de redação contarão com nome e número de inscrição do participante, além de virem encartados no caderno de questões. A identificação nominal do estudante determina previamente qual a cor da prova de cada um. Cerca de 23 mil agentes de segurança pública trabalharão no evento. Haverá escolta policial na distribuição e no recolhimento das provas. No Distrito Federal, 350 homens da polícia militar farão os trajetos junto aos carros dos Correios, que levarão as provas.

Serão 67 mil detectores de metais distribuídos pelos locais de prova, média que garante um aparelho para cada 100 participantes. Todas as escolas que receberão o exame terão detectores. Aparelhos de ponto eletrônico também serão usados em locais estratégicos, auxiliando na busca por tentativas de fraude. 

“Não sabemos quando a ansiedade vai chegar, mas, quando vem, é fulminante”, confessa Beto Belchior, 20 anos. O aluno de cursinho conta que mescla meditação e sessões eventuais de acupuntura para não entrar em desespero pré-exame. “O que não pode é se sobrecarregar antes da prova, pois os fatores psicológicos são os que mais pesam na hora decisiva”, conta. Vinicius Uler, 20, usa auxílios semelhantes. “Faço exercícios de respiração e terapia, que ajudam bastante. Além disso, tento racionalizar tudo. Quando me pego num momento de ansiedade, paro e penso: ‘O que está me deixando assim?’”

Ansiedade

Fernanda Oliveira de Almeida, 18 anos, tratou de desacelerar nos últimos dias. Não era hora para estudar. A aluna se prepara, em média, oito horas por dia, mas diminuiu a rotina de estudos na última semana. “O que eu tinha que estudar, eu já estudei. Não há mais tempo. Agora é controlar a ansiedade, que está a mil, e descansar o corpo, pois a prova por si só já é desgastante.” Ela também controla a alimentação, que julga como essencial. “Eu como muita fruta e tenho controlado a questão de alimentos gordurosos. Para a prova, vou acordar cedo, tomar um café da manhã reforçado e levar frutas e barras de cereal para a prova. Nada muito pesado, pois pode me prejudicar e até aumentar o nervosismo.”

Aylla Bethania Cruz, 17, conta que tenta não se levar pela ânsia do estudo de última hora. “Nestas duas últimas semanas, eu fiquei muito ansiosa e isso me atrapalhou um pouco, mas procurei não estudar até tarde e me distrair um pouco para não ficar doida. Saí um pouco com os amigos, fui ao cinema e acredito que agora dará certo”, conta. Nervosismo à parte, a jovem está confiante. “Estudei o ano todo para isso. Acredito que vou me sair bem, pois deixei minha vida social de lado para me dedicar ao máximo. Quanto ao conteúdo, estou muito tranquila.”

Avaliação em números

6,7 milhões
candidatos inscritos no país


5,2 milhões
conferiram o local de prova


12,4 mil

locais de prova no Brasil


182,3 mil

salas de aplicação de provas


167

locais de prova no DF


125,2 mil

fazem a prova no DF


350

policiais fazem escolta da distribuição e do recolhimento das provas no DF


1,7 mil

municípios vão aplicar as provas


59,3%

dos candidatos concluíram o ensino médio


31,9%

dos candidatos vão concluir o ensino médio em 2017


7,8%

participam apenas como treineiros


58,6%

são mulheres


41,4%

são homens


41,2 mil

solicitações de atendimento especializado (candidatos com deficiência física)


48

inscritos do DF fazem prova com videoprova em libras


16,9 mil
solicitações de atendimento específico (idosos, grávidas e lactantes)


46,5%
dos inscritos se autodeclararam pardos; 35,9% brancos, 2,8%, pretos e 0,6% indígenas