Enem 2017
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Grávidas e mães na disputa pela vaga no Enem 2017

Grávidas contam como se prepararam para as provas do Enem

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Luis Nova/Esp. CB/D.A Press

Amanda Viana, 21 anos, espera começar não uma, mas duas novas vidas a partir de 2018. Além de esperar a aprovação em um curso de direito na Universidade de Brasília (UnB), ela dará à luz Samuel, no fim deste mês.

Mesmo grávida de quase nove meses, Amanda não mudou a estratégia para o teste de ontem. “Não mudei a minha rotina e não precisei de cuidados extras durante o teste”, contou, empolgadas antes de entrar no local de prova, em uma faculdade da Asa Norte. Amanda foi uma das primeiras deixar o local de prova. Ela queixou-se da dificuldade das questões. “Acredito em um bom resultado”, comentou a moradora da Vila Planalto.

Cansaço
Outra jovem que exibiu um barrigão foi a atendente de loja Isabella Fernandes, 20 anos. Ela quer estudar pedagogia na UnB. Grávida de oito meses, disse que se sentiu um pouco mais estafada. “Há o acúmulo da prova e do cansaço físico, mas agora é só esperar o resultado”, destacou a jovem. Ela estava confiante. “Apesar de algumas dificuldades, acredito que fiz boa prova”, ponderou.

Uma leitura ou uma oração para passar o tempo e pedir aos céus a inspiração de que o filho precisa para fazer uma boa prova. Espírita, a comerciante Laudecy Sousa manteve o pensamento positivo enquanto Pedro Guerra, 18 anos, lutava por uma vaga no curso de engenharia mecatrônica. “Ele ama cálculo e números. Não vai ter dificuldades hoje”, vangloriou-se Laudecy.

Ao sair da prova, por volta das 15h30, Pedro deu um largo sorriso ao abraçar a mãe. O estudante avaliou que se saiu bem, tanto que conseguiu completar o teste em pouco tempo. “O apoio da minha mãe ajuda”, comemorou. “Ele já está acostumado com essa presença. Sempre fico na cola dele”, completou Laudecy.

Outra mãe que se apegou à fé foi a administradora Lucianne Karen Nogueira, 41 anos. Ela fez questão de rezar o terço, antes do início da prova, por 35 minutos para o filho, o estudante Matheus Nogueira, 21, que trancou a faculdade de educação física, no meio do ano, para tentar uma vaga em medicina. “Tenho certeza de que ele vai conseguir”, disse, esperançosa. A reza continuou enquanto o estudante fazia o teste.