Enem 2017
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Tempo é o maior inimigo dos cálculos no Enem, afirma professor

Em live no Facebook do Eu, Estudante, o professor Gabriel Silva Carvalho deu dicas sobre como administrar os minutos gastos com cada questão e elegeu os assuntos mais passíveis de cair na prova

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postado em 02/10/2017 19:36 / atualizado em 12/10/2017 16:17

 
 
Os mistérios da matemática tomaram conta da live do Especial Enem mais uma vez. Nesta segunda-feira (2), quem esteve na redação do Correio dando dicas e respondendo perguntas foi o professor do Centro Educacional Sigma Gabriel Silva Carvalho. As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) estão logo ali, em 5 e 12 de novembro. É preciso correr, garante o professor, mas saber administrar o tempo com sabedoria se faz necessário para não se atropelar. 

“Faltando pouco mais de um mês para a prova, não é momento do aluno aprender conteúdo, mas, sim, de revisar e refinar seus instrumentos para fazer o melhor possível”, diz. Para ele, a matemática do Enem tem um “núcleo duro” formado por quatro grandes eixos: geometria plana, geometria espacial, porcentagem e grandezas proporcionais. . Juntos, eles preenchem mais da metade da prova. “Os conteúdos podem vir mesclados. Porcentagem cai em vários contextos, desde questões de matemática financeira (aplicados em práticas envolvendo uma empresa, por exemplo) até itens de geometria.”

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Essas são as questões garantidas na prova, mas há possíveis surpresas. “Vale ressaltar que o número de questões de função tem crescido. Também aumentaram as perguntas de médias no ano passado, o que destoou de edições anteriores”, observou. Tradicionalmente, o Enem traz apenas uma questão de média, mas o exame de 2016 surpreendeu com quatro perguntas envolvendo o tema. 

Para o candidato pegar — nas palavras do professor — “as manhas da prova” e não ser surpreendido, ele sugere a leitura atenta da matriz de referência, além de executar os exercícios das edições passadas. “Aqui em Brasília, especialmente, os alunos estão mais acostumados com o PAS, cujo conteúdo exige números complexos. No Enem, não cai dessa forma”, exemplifica.

Tempo é inimigo
Gabriel Silva Carvalho conta que, depois de realizado o Enem, sempre há aqueles que chegam dizendo: “Professor, se eu tivesse meia-hora a mais...” Não tem. Para ficar ligado e não sair decepcionado das exaustivas 4h30 de prova, ele recomenda treinamento que simule a situação real de aplicação do exame. 

Em casa, o aluno deve estudar cronometrando o tempo com que responde as indagações. A cada 30 minutos, ele precisa ter aproximadamente 12 questões feitas. Afinal, esse é o parâmetro que ele terá no dia decisivo, uma vez que o fiscal de prova avisa a cada 30 minutos o tempo transcorrido. 

Feito isso, o candidato deve mapear tudo em que se saiu bem ou mal. “O estudante notará que 70% do que não deu certo é por erro de conta e informações do texto que ele não percebeu com clareza. Os outros 30% será de conhecimento de matemática mesmo, algo que ele não sabe das matérias e deve aprender.” Assim, em uma atividade só, o candidato treina o tempo de prova, a matéria em si e ainda mapeia os pontos fracos dele.

Calculadora e texto auxiliar
Outra especificidade do Enem é a proibição do uso de calculadora. Radical, o professor do Sigma recomenda retirar completamente o instrumento da sala de aula e dos estudos em casa. “É abolir calculadora do seu cotidiano e seu estudo. Não adianta fazer uso de recurso que não vou poder levar para o exame. Portanto, estude e faça os deveres sem usá-las. Conta é treino”, definiu.

Do mesmo modo, a boa leitura dos textos, comando e itens é fundamental para acertar as questões e ainda economizar tempo para as próximas. “Muitas vezes, o gráfico e a tabela apresentados estão repletos de informações, mas você vai usar duas ou três delas”, disse. Além disso, o professor acredita que o método correto é fazer as questões na ordem em que elas aparecem na prova e, quando não se consegue solucionar alguma pelo grau de dificuldade ou pelo tamanho, deixá-la para o final. “Não leve para o lado pessoal”, brincou ele. “Tentou fazer uma vez, errou, deixa lá marcado e retorne a ela depois. Percebe-se que uma questão é difícil logo de cara, tanto pela matéria, quanto pela quantidade de contas que exige. ”