Enem 2017
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Intimidade com a linguagem científica é a dica de professor de física

Em live no facebook do Eu, Estudante, Paulo Ferrari afirmou que interpretação de texto e conceitos são fundamentais na prova de ciências da natureza e suas tecnologias

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postado em 16/10/2017 19:25 / atualizado em 17/10/2017 16:15

 

O professor Paulo Ferrari retornou à redação do Correio para novo bate-papo sobre a prova de ciências da natureza e suas tecnologias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ele, que leciona física no Centro Educacional Sigma, foi entrevistado pelo apresentador Ígor Caíque e respondeu às dúvidas do público on-line no Facebook do Eu, Estudante. O exame está chegando — ocorre em 5 e 12 de novembro — e, para a reta final, a dica do especialista é estar familiarizado com a leitura dos textos científicos das questões. 

O enfoque em habilidades e aplicações é o que diferencia o Enem das avaliações comuns, segundo o professor. Em física, há um pouco menos cálculos e mais interpretação de textos. “No vestibular tradicional, a física exige várias camadas de matemática. O estudante tende a se preparar para o processo seletivo por meio dessa abordagem”, diz Paulo Ferrari. 

Desse modo, o treino do aluno costuma envolver várias equações. “Quando encontra, no Enem, uma questão muito conceitual, o candidato acredita que não sabe fazer”, pontua. Não é bem assim. Para quem não tem lá muita facilidade com matemática, talvez seja a hora, quem sabe, de mudar a perspectiva. “Se não tem familiaridade com números, ele deve investir, acredite se quiser, em interpretação de texto e conceitos. No Enem, quando há cálculos, são relativamente simples.” 

A poucas semanas da avaliação, vale a pena, portanto, investir em conceitos de física com aplicações no cotidiano. “O que atrapalha o estudante é saber lidar o texto com linguagem científica. A facilidade só virá se ele promover imersão em questões, de modo a se acostumar com os textos”, afirmou o convidado. 

Sem decorebas
De acordo com o professor Paulo Ferrari, a prova de ciências da natureza e suas tecnologias procura o embate entre o senso comum (o pseudocientífico) e o científico de fato. Deve-se ir desarmado do popular “decoreba” e pensar por meio da lógica científica. “Normalmente, o aluno procura aquela equação pronta, na qual ele pretende encaixar os números apresentados naquela questão. No Enem, não é tão útil assim decorar aquelas 'formulinhas'. Mais eficiente é olhar a equação e entendê-la como uma relação entre variáveis”, explica. 

Ele exemplifica com o tema de potência, que determina quantidades de energia concedidas em unidades de tempo: “Quando você olha para a potência, precisa enxergar mais que a fórmula. Tem que lembrar que a ela é a relação de uma energia utilizada ou recebida ao longo do tempo e entender isso no contexto da questão”. É preciso estar no controle da situação o tempo todo. “Se, ao estudar, você perceber que está resolvendo questões em série, uma atrás da outra, sem saber exatamente o que está fazendo, pare e respire. Só a resolução mecânica não vai te levar ao sucesso no Enem”, sintetizou ele.

Distração 
Ao responder indagação do banco de questões do Especial Enem, elaborado pelos professores do Sigma, Paulo Ferrari exemplificou, na prática, a metologia que considera correta no dia do exame. Para ele, é sempre melhor começar a leitura pelo comando da questão. Uma vez sabendo o que é exigido pela questão, ele vai ao início e a lê, do início ao fim. “Se for uma área que você não conhece, não se desespere, é possível que o texto o ajude”, garante ele.

Além disso, as questões da prova de ciências da natureza vêm carregadas de informações, nem todas elas de fundamental importância para a marcação do item correto. É a popular “pegadinha”, em que se distrai o leitor com o que tem pouca importância? Paulo Ferrari pondera e põe em outra perspectiva: “Distração é o problema que a gente tem com a questão. Quando há um texto carregado, o que se quer não é a distração propriamente, mas captar no aluno a capacidade de filtrar informações. No mundo real, nosso problema nunca é falta de informação, mas excesso. Você precisa olhar para a questão e saber o que ela quer.”

Tempo
Em 12 de novembro, os inscritos no Enem farão as provas de ciências da natureza e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias. São 4h30 disponíveis para 90 questões. A maratona é grande, sendo necessário responder, em média, uma indagação a cada três minutos. Não é fácil, mas o professor Paulo Ferrari garante que tudo é planejado sob medida. “A seleção é muito bem feita, tudo vem de um banco de questões que é seriamente elaborado e testado previamente. São feitas para serem resolvidas nesses três minutos.”

“Não se martirize, faça uma questão de cada vez. Deixe uma marcação no que tem dificuldade e volte, quando puder”, diz. Se não souber a resposta, pontua ele, o aluno não deve deixar em branco. O Enem não é daquele tipo de exame em que uma resposta errada anula questões corretas.

Nova live amanhã
Nesta semana, as lives do Especial Enem vêm em dose dupla. Amanhã (17), às 15h, os professores Saulo Mandel (biologia) e Juliana Gaspar (química) comparecem aos estúdios do Correio para nova transmissão. Acesse www.facebook.com/euestudante e participe!

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