Enem 2017
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A alimentação ideal para corpo e mente no Enem

Ansiosos às vésperas do exame, muitos candidatos chegam despreparados aos locais de prova e optam pelos salgadinhos e doces vendidos na porta dos locais de prova. A dica é evitar comidas gordurosas e açúcar simples

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postado em 03/11/2017 18:50 / atualizado em 03/11/2017 19:08

 
 
Não é só de matemática, português, física ou geografia que é feita a preparação para uma grande prova. Aqueles que farão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) devem, a essa altura, desviar um pouco a atenção da sala de aula e voltá-la para o próprio bem-estar. Em live para o Especial Enem na última quarta-feira (1º), a nutricionista Fabiani Beal trouxe dicas valiosas contra a ansiedade e pela saúde física e mental dos estudantes que se submetem à maratona de provas em 5 e 12 de novembro. A ordem é menos guloseimas e mais barras de ceral. Saem de cena os industrializados, cuja abertura de embalagem irritam o concorrente ao lado, e entram as frutas, nas quais as cascas são a embalagem provida pela natureza.

“No Enem, nem sempre os estudantes chegam preparados e precisam escolher algo que os ambulantes vendem na porta. É preciso muito cuidado nessa escolha”, afirma Fabiani Beal. Sem maior planejamento, os ansiosos de plantão apelam para salgadinhos gordurosos, refrigerantes e doces de toda espécie. Estes são eleitos pela nutricionista como os grandes vilões do exame, em função do alto teor de açúcar simples. “Trata-se de fonte rara de energia, mas de uso muito rápido. Se o estudante não tiver se alimentado bem antes, esse açúcar proporciona um pico de hiperglicemia no organismo, que logo é aproveitada pelo cérebro e, depois, a gente entra em estado de hipoglicemia de rebote”, diz.

Tal estado, explica ela, traz fraqueza, moleza, cansaço. Para quem necessita de alto nível de atenção ao longo de 90 questões, certamente não é a melhor das escolhas de alimentação. “Estamos falando de uma prova de horas e horas de duração. Passado o efeito do açúcar, o cérebro precisa de mais glicose para funcionar de maneira efetiva e não haverá o suficiente.”

Soluções
O ideal é preferir alimentos que provenham açúcar durante todo o processo da avaliação. Barra de cereal é uma ótima opção e é sempre vendido no portão. Chocolates, surpreendentemente, são permitidos pelos nutricionistas, mas há ressalvas. “Aqueles com alto teor de cacau são boas fontes de triptofano, aminoácido precursor de um hormônios que auxiliam na sensação de calma e prazer. Porém, os mais comuns, como chocolate ao leite ou bolachas recheadas, não são recomendados. Quanto mais amargo, melhor.”

Fabiani Beal frisa que o foco deve ser não em alimentos que supostamente ampliem o estado de atenção dos candidatos, mas sim naqueles que não o prejudicarão física e psicologicamente. Para quem não está acostumado, estímulos extras trazidos pelo café ou energéticos, por exemplo, podem ter efeito contrário ao esperado. “Quem tem o hábito do cafézinho, pode mantê-lo, com cautela. Já o energético, com fontes como o guaraná, acelera o metabolismo e deixa a pessoa mais ansiosa. Consequentemente, tira nosso poder de concentração.”

Café da manhã e almoço
Para aliviar o nervosismo e ter uma boa noite de sono, a nutricionista recomenda chás (de camomila, erva cidreira, capim limão, entre outros), suco de maracujá e maçã, cuja casca é eficaz no relaxamento. Para o grande dia, a dica é acordar relativamente cedo e fazer um café da manhã reforçado, mas sem gordura e com alimentos recorrentes na rotina do candidato. Tapioca, pão integral, frutas e queijos leves podem compor o cardápio matutino. “Refrigerante de manhã nem pensar. Lembre-se que é preciso estar 'acordado' à tarde, não no início do dia”, pontua a nutricionista.

Os locais de prova do Enem abrem os portões às 12h de Brasília e fecham pontualmente às 13h. Os horários, aliados à logística de comoção nem sempre tranquila, obrigam os inscritos a se alimentarem muito cedo. Para quem opta por um lanche, sanduíche com pão integral e salada é uma boa opção. Àqueles que preferem mesmo um almoço completo, recomenda-se carne branca grelhada, legumes (de preferência crus), verduras e porção moderada de arroz. No intervalo entre primeira e segunda avaliações, que em 2017 é de uma semana, peixes como salmão e sardinha são recomendáveis, uma vez que o consumo deles estimula o cérebro nas respostas neurológicas.