Enem 2017
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Oficina de Redação Nota Mil na próxima quinta-feira (28)

Professora Dad Squarisi dá dicas sobre planejamento, escrita e revisão para chegar à excelência na dissertação do Enem. Inscrições estão abertas

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postado em 25/09/2017 07:00 / atualizado em 27/09/2017 13:20

Lanna Silveira/Esp.CB/D.A Press

 

O conteúdo preparado pelo Correio para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é multiplataformas — figura nas redes e também no jornal impresso. Além disso, estará agora em sala de aula. Isso porque Dad Squarisi, professora e editora de Opinião, ministrará a primeira de duas oficinas especiais sobre a melhor redação para o exame. É o projeto Nota Mil, cujo primeiro encontro será na quinta-feira (28), das 9h às 12h, no auditório do jornal. A oficina é gratuita, mas com vagas limitadas. As inscrições podem ser feitas no site do Especial Enem (www.correiobraziliense.com.br/euestudante/enem-2017/#inscricao).

 

Na explanação e interação com o público, a professora pretende abordar três grandes frentes de trabalho para a excelência na confecção do texto: planejamento, escrita e revisão. “É preparar, redigir e passar a limpo, de modo que o texto fique claro, correto, harmonioso e sedutor”, explica. “A primeira atividade é como um mapa da redação: esquematicamente, o candidato dispõe ali da proposta da prova, o assunto e o objetivo.  A partir deles, ele traça o caminho a ser percorrido para uma boa dissertação.”

Planejamento é o que, às vezes, falta a Karla Fernandes, 20 anos. A jovem, que concluiu o ensino médio no Centro Educacional de Planaltina (Ced 01), afirma ter feito o exame anteriormente, visando a cursos de odontologia ou filosofia, mas pretende se preparar melhor desta vez. “Sempre fui mediana no quesito escrever. Meu maior problema é esquematizar uma boa exposição de ideias, sem me confundir nem ficar nervosa”, diz. Quanto à oficina, Karla espera orientações que complementem o conhecimento dela. “Faço aulas on-line em uma plataforma de estudos e penso que a oficina pode me dar dicas para complementar o que venho aprendendo.”

Bruna Daianny Machado, 19, estudou no Centro Educacional São Francisco, em São Sebastião, e hoje mira o curso de Arquivologia na Universidade de Brasília (UnB). Ela fez a inscrição na oficina assim que soube, por meio da mãe. A intenção é também planejar melhor a dissertação e, quem sabe, se livrar da antipatia que tomou pelo tema. “Confesso que tenho dificuldades e peguei certa ‘implicância’. Começo de uma forma e termino de outra, falta coesão ao longo do texto.”

 

 

Arquivo Pessoal
Escrita e revisão
As outras etapas da oficina envolvem a escrita em si, em que o candidato põe em prática o planejado, e a revisão. Esta, Dad Squarisi divide em dois subtemas: correção gramatical e estilo. “Na primeira, trato de temas como construções frasais corretas e concordância. Na segunda, oriento os alunos quanto a vários detalhes, tais como não repetir as palavras, usar frases curtas, termos simples e sentenças diretas”, explica.

Estilo, para ela, diz respeito a cuidar melhor da linguagem e ter o carinho com o texto que apenas a boa revisão proporciona. Chegar a tal ponto significa a excelência na redação. “É preciso conversar com o leitor, deixando transparecer no texto a marca e a característica de cada um. Falarei aos alunos sobre variar o vocabulário e diversificar as estruturas, de modo a não começar todas as sentenças da mesma forma.”

Selton Gomes Brito, 15, cursa o primeiro ano no Colégio Militar Dom Pedro II. Treineiro no Enem, o adolescente se prepara também em cursinho particular. “Em gramática, tenho dificuldade na acentuação. Além disso, tenho dificuldade de estruturar o texto, saber o que vou escrever. Apenas depois de meia-hora ou mais, eu consigo ter uma ideia maior”, diz. Quanto a isso, mais uma vez, Dad Squarisi pontua a necessidade do melhor planejamento. “Falta experiência no ato da escrita. A dica é sempre treinar, treinar e treinar. Quanto mais se debruça nessa atividade, mais rápido e melhor a pessoa escreve, otimizando o tempo e guardando um pouco para a revisão.”

Pais incentivam
A servidora pública Daniela Machado faz questão de acompanhar de perto os estudos da filha Rebeca Estanislau Machado, 19. “Perto”, aqui, significa até mesmo fazer a oficina junto com a jovem. “Sinto que ela tem dificuldade em encaixar a proposta dentro do texto. Quero dar o melhor suporte possível, então sugeri que cumpríssemos juntas a atividade para aprender mais sobre redação, a prova mais difícil do Enem”.  Rebeca, que busca o curso de artes cênicas em alguma instituição pública, confirma a fala da mãe. “Quero melhorar concordância e argumentação. Pra mim, é sempre a prova mais difícil. Gosto de ter minha mãe do lado para ela ver como não é fácil!”, brinca a estudante.

André Luiz Cardoso é assinante do Correio e, ao ler sobre o Nota Mil, não hesitou em inscrever o filho. “Repasso a ele tudo o que vejo sobre o exame na mídia e sempre o incentivo a fazer atividades complementares”, afirma. Luiz André Cardoso, 17, estuda no Centro de Ensino Médio da Asa Norte (CEAN) e ambiciona cursar medicina veterinária na UnB. Ele  acatou a sugestão do pai logo de cara. “Espero da professora que ela traga exemplos de outras edições, é uma boa maneira de aprender”, afirma. “Para mim, a maior dificuldade é passar para o papel o que tenho em mente.”

Inscreva-se


Ainda há tempo para se inscrever para a primeira oficina, em 28 de setembro, mas é preciso correr. As vagas são limitadas a 120 participantes e as inscrições podem ser feitas no site do Especial Enem (www.correiobraziliense.com.br/euestudante/enem-2017/#inscricao). No mesmo endereço, é possível encontrar também videoaulas com Dad Squarisi sobre o mesmo tema.
O segundo encontro acontece em 19 de outubro, sob o mesmo modo de inscrição.