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Os caminhos para o Enem

Confira dicas de estudo para o exame e as possibilidades abertas por meio da prova, a ser aplicada em 8 e 9 de novembro

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postado em 03/09/2014 11:15 / atualizado em 03/09/2014 14:19


Carolina (à frente) quer ingressar em medicina, Juliana tentará uma vaga em farmácia e Túlio sonha com direito  (Oswaldo Reis/Esp. CB/D.A Press) 
Carolina (à frente) quer ingressar em medicina, Juliana tentará uma vaga em farmácia e Túlio sonha com direito


Obter uma boa nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é o novo sonho dos brasileiros que querem ingressar no ensino superior. No Brasil, a prova é porta de entrada para 118 instituições públicas, entre elas a Universidade de Brasília (UnB). No exterior, é aceita pelas portuguesas Universidade de Coimbra e Universidade da Beira Interior. Além de dar acesso ao ensino técnico e superior e a programas de financiamento estudantil, as notas do exame podem ser usadas para certificação de diploma de nível médio. Professores de cursos preparatórios afirmam que, para se destacar, disciplina e foco são fundamentais durante essa fase. A pouco mais de dois meses do Enem, a dica é analisar e descobrir a raiz dos erros mais frequentes.

Segundo Andréa Franco, coordenadora pedagógica do Centro Educacional Leonardo da Vinci e professora de português, quem faz questões de simulados tem vantagem competitiva. “É preciso ser determinado, conhecer o estilo do exame e saber como as questões são organizadas. Estar preparado emocional e fisicamente também é primordial porque a prova é extensa e cansativa”, diz. A professora Andréa salienta ainda que o estudante deve fazer uma análise para identificar deficiências. “Muitos pecam em estudar só as coisas de que gostam e acabam se esquecendo dos conteúdos em que têm dificuldades. Então, direcionar o estudo, seguir um cronograma e evitar acumular conteúdo para a véspera da prova pode fazer diferença.” Segundo ela, a semana que precede o exame pode ser dedicada para revisar o material já estudado. “Tentar aprender muita coisa em cima da hora pode causar uma sobrecarga e deixar o estudante ansioso”, alerta.

Para Andrea, fazer provas de múltipla escolha é um grande desafio para quem está acostumado com o modelo utilizado pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe) nos testes do Programa de Avaliação Seriada (PAS) e do vestibular da UnB. “Ambas as provas são muito bem contextualizadas, mas a sistemática é diferente. Nas provas do Cespe, você tem um texto e, daquele texto, podem ser extraídas questões bem direcionadas para história ou geografia. Então, daqui a pouco, você acha que está respondendo algo sobre literatura quando está, na verdade, respondendo sobre história. Já as questões do Enem são mais direcionadas, de múltipla escolha, que usam a Teoria de Resposta ao Item — uma metodologia que visa retratar a posição que o aluno ocupou na escala de proficiência em que a maioria dos candidatos se encontra”, esclarece.
 
Rotina de preparação


Para realizar o sonho de seguir a carreira de advocacia, Túlio Parca, 17 anos, aluno do 3º ano do ensino médio, se prepara para o Enem desde 2011. Ele estuda três horas diariamente para conquistar uma vaga no curso de direito na UnB, além de se dedicar a resolver questões de provas anteriores aos fins de semana. O jovem sabe o que esperar da prova. “Ela tem um perfil político e social. Assuntos como a Copa do Mundo, a falta de água em São Paulo, entre outros que são noticiados, podem ser tema da redação”, acredita. Caso não seja aprovado, Túlio traça planos alternativos a partir do exame. “Se eu não passar, pretendo utilizar a nota do Enem para o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e o ProUni (Programa Universidade para Todos) a fim de tentar uma vaga em alguma faculdade de direito particular do DF”, conta.

Carolina Borges Sampaio, 17 anos, se prepara para tentar passar para medicina frequentando cursinhos e aulas extras oferecidas pelo colégio onde estuda, com foco nas provas de redação. “O curso é bem mais concorrido do que a maioria e exige maior carga horária de estudos”, diz. Carolina acredita que resolver questões antigas do exame é útil para melhorar o desempenho. A estudante, que escolheu ser médica por influência da família, afirma que ler o edital é fundamental para decidir a qual conteúdo dar atenção enquanto se prepara. “Ele te guia para saber quais são as matérias mais importantes. O edital é enorme. Há cinco competências e 21 habilidades”, observa.

Redação e atualidades


Karina Anjos, professora de biologia do Centro Educacional da Asa Norte (Cean), recomenda que os candidatos conversem com os orientadores de cada disciplina na escola sobre os conteúdos mais cobrados no Enem. “Nas questões de matemática, por exemplo, probabilidade, funções e geometria espacial estão entre as mais importantes.” De acordo com Karina, a área de humanas apresenta temas ligados aos assuntos culturais e históricos e de atualidades. “O aluno precisa desde já começar a ler revistas e jornais, por exemplo”, recomenda.

Essa é a estratégia da estudante Juliana Maria de Albuquerque Vaz, 17 anos, que deseja conquistar uma vaga no curso de farmácia da UnB. Ela baixa aplicativos de notícias no celular, além de acompanhar o noticiário pelo rádio. O foco para se sair bem também está na redação. “Além de ler jornal e frequentar aulas de redação na escola, eu estudo por livros didáticos. Ter aulas de redação três vezes por semana tem me ajudado muito”, relata. A professora Andréa Franco orienta que, para ir bem na redação, é preciso também exercitar as capacidades de escrita. “A redação é parte primordial para quem busca boa nota na avaliação. Então, o aluno precisa escrever, no mínimo, um texto por semana para treinar. Quem não faz isso perde a chance de se sair bem”, ressalta. 
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