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Estudantes rumo aos Estados Unidos

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postado em 08/09/2014 13:21 / atualizado em 08/09/2014 13:45

Paloma Suertegaray

Uma oportunidade para aperfeiçoar o inglês e conhecer uma nova cultura. Essa é a aventura rumo à qual 120 selecionados do Brasília Sem Fronteiras (BSF) embarcaram ontem. Os estudantes dos Centros Interescolares de Línguas (CILs) viajaram para os EstadosUnidos, onde farãoum curso de ummês naUniversidade do Estado do Arizona. O Governo do Distrito Federal (GDF) custeia as despesas dos participantes do programa. Desde a criação da iniciativa, em 2013, 1.040 estudantes já foram enviados para estudar em algumas das melhores instituições de ensino do mundo.

Os selecionados embarcaram em quatro voos, que deixarama capital ontem. Para ingressar no projeto, o grupo precisou fazer uma prova objetiva que cobrou noções de língua estrangeira, português, matemática, história mundial e de Brasília, geografia e atualidades. Na capital do Arizona, Phoenix, o grupo ficará hospedado no câmpus da universidade e fará o curso Liderança Global com Ênfase em Empreendedorismo. A experiência também tem o objetivo de permitir que os participantes possam praticar o inglês.

No portão de embarque do Aeroporto Internacional de Brasília, ontem, a emoção e a expectativa dos estudantes eram grandes. A publicitária Angélica Araújo Rodrigues, 28 anos, conta que sempre quis viajar, mas afirma que as condições financeiras sempre tornaram o sonho difícil. Com o BSF, espera conhecer novas pessoas e lugares interessantes. “Além disso, o programa traz várias vantagens para a minha profissão. Acho que o curso vaime proporcionar muito conhecimento”, diz.

O bombeiro Luiz Gusmão, 28, estuda inglês no CIL do Guará, cidade onde mora, e disse também estar muito empolgado com o intercâmbio. “É uma chance para ter novas experiências e aperfeiçoar o inglês. Sou formado em administração e o curso parece muito interessante e proveitoso”, comenta. Luiz diz que sentirá falta da namorada, mas garante que o sacrifício vai compensar. “Acho que o mais interessante será o choque cultural”, acrescenta. do BSF embarcou em um voo internacional pela primeira vez. Outros, no entanto, já chegaram a conhecer diferentes partes do mundo em outras o casiões. Mesmo assim, a oportunidade de fazer um curso em uma renomada universidade estrangeira é algo único para todos. “Já fui aos Estados Unidos visitar meu irmão algumas vezes. Estudar no exteriorporém, exigiria um investimento muito maior, que o BSF tornou possível”, conta a professora Eunice Dourado, 45 anos, moradora de Águas Claras. “Aprender noções de empreendedorismo não é bom apenas para empresários. É possível aplicar esses conhecimentos em várias áreas”, completa.

De acordo com o secretário de Relações Internacionais do GDF, Odilon Frazão, o BSF permite que estudantes de escolas públicas acrescentem uma experiência ímpar ao currículo. “Hoje, o mercado pede profissionais com conhecimento e visão globais. A iniciativa ajuda a preparar os participantes nesse sentido”, explica. A monitora do BSF Regilene Santos, que viajou ontem com sua terceira turmade estudantes, endossa a opinião do secretário. “O programa é um divisor de águas para a vida dos alunos. Eles não só praticam a língua que passaram anos estudando como aprendem sobre empreendedorismo, o que trará benefícios para a vida toda”, defende.
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