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Cálculos para o sucesso

Não importa se o curso é da área de humanas ou de exatas. Em quaisquer dos casos, saber matemática é uma exigência comum. O segundo fascículo da série Correio Braziliense no Enem aborda o tema e dá mais uma contribuição aos que se preparam para as provas

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postado em 16/09/2014 11:19 / atualizado em 17/09/2014 12:38

Juliana Espanhol

Paula Rafiza

Única disciplina a ter prova exclusiva no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), matemática é o tema do segundo fascículo da série Correio Braziliense no Enem. Com 5h30min de duração e 45 questões de múltipla escolha, a avaliação será realizada em 9 de novembro, com a prova de linguagens, códigos e tecnologias e com a de redação. “Matemática corresponde a 25% da prova objetiva, logo, é uma disciplina que exige atenção do candidato. Desde que o Enem passou a ser porta de entrada para universidades federais, as questões têm se tornado mais complexas”, diz o primeiro-sargento Ronan Gomes de Amorim, coordenador de matemática do Colégio Militar Dom Pedro II.


O docente destaca alguns temas recorrentes na prova. “As questões costumam ser contextualizadas, trazem assuntos do cotidiano do candidato. Estatística, matemática financeira, gráficos e funções, aplicados ao dia a dia, aparecem bastante no exame.” Outro aspecto destacado por Amorim é o tempo que os participantes terão para fazer a prova. “O aluno tem cerca de três minutos para resolver cada questão, então é preciso ficar atento”, alerta.


O professor de matemática Auris Rafael Inácio, do colégio Leonardo Da Vinci, concorda. “Costumo orientar os alunos a resolverem questões  em testes anteriores à prova marcando o tempo.” Inácio destaca ainda que os candidatos devem se concentrar nas questões mais fáceis. “É melhor ir pulando as perguntas mais difíceis e voltar a elas no final”, recomenda. Entre as particularidades do Enem, está a restrição do uso de calculadora. Auris dá a dica: o candidato deve estudar sem a ajuda do instrumento. “Fazer as quatro operações básicas da matemática está entre as competências cobradas pelo exame (veja quadro), então o aluno deve estudar sem a calculadora”, diz.


Preparação
Heloísa de Lima Antunes, 18 anos, pretende ingressar no curso de medicina da Universidade de Brasília (UnB) ou da Universidade Estadual Paulista (Unesp) com a nota do Enem. “O fato de existir uma prova só de matemática tem um lado bom e um ruim. A matéria é essencial para todas as áreas, mas é cansativa. Um aspecto positivo é que isso te disciplina a estudar mais”, diz. A aluna, que está fazendo cursinho, tem dado atenção especial à trigonometria. “Sempre cai muito e eu não vou muito bem, por isso tenho estudado mais essa parte”, afirma.


Para Flávia Daniela de Souza Pantoja, 19 anos, a nota de matemática pode fazer diferença na seleção de aprovados. “Quero fazer um curso de humanas, que é publicidade. Mas, se eu não for bem em exatas, os candidatos que tirarem boas notas nas duas áreas vão ficar na frente”, diz a jovem, que pretende entrar na UnB. Na opinião da estudante de 3º ano Marina Cristina Ribeiro Vieira, 17, quem deseja fazer graduação em ciências exatas deve se dedicar mais ainda a essa parte da prova. “Quero fazer engenharia civil, tenho de saber tudo de matemática!”, brinca. A aluna acredita que a restrição ao uso de calculadoras na prova é útil. “Isso obriga o aluno a aprender conteúdo, além das fórmulas”, acredita.

 

O que será cobrado

» Construir significados para números naturais, inteiros, racionais e reais

» Utilizar conhecimento geométrico para realizar leitura e representação da realidade e agir sobre ela

» Construir noções de grandeza e medidas para compreensão da realidade e solução de problemas do cotidiano

» Construir noções de variação de grandezas para a compreensão da realidade e a solução de problemas do cotidiano
» Modelar e resolver problemas que envolvem variáveis socioeconômicas e técnico-científicas, usando representações algébricas

» Interpretar informações de natureza científica e social obtidas da leitura de gráficos e tabelas, realizando previsão de tendência, extrapolação, interpolação e interpretação

» Compreender o caráter aleatório e não determinístico dos fenômenos naturais e sociais e utilizar instrumentos adequados para medidas, determinação de amostras e cálculos de probabilidade para interpretar informações de variáveis apresentadas em uma distribuição estatística 

 

Fique atento

Material de estudo
Já está disponível no site do Eu, estudante uma videoaula sobre o fascículo de Matemática e suas tecnologia. Nesta edição, o caderno impresso já trouxe o gabarito comentado. No entanto, a partir da próxima terça-feira, 23 de setembro, respostas e comentários devem estar disponíveis exclusivamente pela internet, também no site do Eu, estudante. O fascículo da semana que vem será sobre Ciências da natureza e suas tecnologias.

Mulheres somam 58%


 

Balanço do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep) revela que, entre os mais de 8,7 milhões de estudantes que farão as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 8 e 9 de novembro deste ano, a maioria tem de 16 e 20 anos e já concluiu o ensino médio. Diferentemente do que foi divulgado na reportagem “Homens são maioria no Enem”, publicada ontem na página 20 do caderno de Cidades, as mulheres  são o grupo majoritário entre os inscritos: elas somam 5.069.166 e eles, 3.652.780.


As participantes do sexo feminino são 58,11%, enquanto os homens totalizam 41,88%. Do total de inscritos, 57,91% são negros, 37,70% são brancos, 2,15% são amarelos e 0,62% são índios. Em relação à origem dos candidatos, 35,27% são provenientes do Sudeste; 32,99%, do Nordeste; 11,97%, do Sul; 10,89% do Norte; e 8,85% do Centro-Oeste. O Distrito Federal concentra 160.910 inscritos, o que representa 1,84% do total.


A maior parte dos participantes (4.990.025) já fez o ensino médio. Os estudantes que concluirão essa fase da educação básica este ano são 1.748.588 dos inscritos. Os alunos que concluirão o ensino médio depois de 2014 são 1.446.032. A faixa etária de 16 a 20 anos reúne 4.284.690 candidatos. De 21 a 30 anos, há 2.587.739 candidatos. Os maiores de 30 anos são 1.348.002 e os menores de 16 anos são 499.515.

Transgêneros
Pela primeira vez, os estudantes transgêneros — travestis e e transexuais — terão o nome social respeitado, o que evitará constrangimentos na hora da prova. Para a edição este ano do Enem, 95 estudantes de todo o Brasil optaram por usar o nome social.

 

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