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Mais atenção às linguagens

A 30 dias do Exame Nacional do Ensino Médio, conheça as estratégias de aprendizado de candidatos. No quinto fascículo da série Correio Braziliense no Enem, a recomendação é intensificar os estudos das formas de expressão, seus códigos e tecnologias

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postado em 07/10/2014 10:19 / atualizado em 07/10/2014 10:25

Juliana Espanhol

No quinto fascículo da série Correio Braziliense no Enem, o assunto é linguagens, códigos e tecnologias. No intensivo, dois temas destacam-se: o impacto das tecnologias na educação e a repercussão do marco civil da internet no contexto brasileiro. Francisca Barros, professora de língua portuguesa do Colégio Ari de Sá, de Fortaleza, responsável pelo conteúdo do fascículo, explica o motivo por trás dos temas. “O uso da tecnologia faz parte do dia a dia. Decidimos fazer o recorte temático na educação, pois esse tema foi bastante abordado nas manifestações de junho do ano passado. Já o marco civil da internet criou muita expectativa na sociedade. Ele permite, por exemplo, a investigação de crimes virtuais”, afirma.


Na avaliação de linguagens do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cobram-se as disciplinas língua portuguesa, literatura, língua estrangeira (inglês ou espanhol), artes, educação física, tecnologias da informação e comunicação. “As linguagens abordadas pelo Enem vão muito além do português. O aluno deve encontrar questões sobre linguagem corporal, visual e musical. Fizemos uma pesquisa que analisa o Enem desde 1998 e, ultimamente, a prova tem sido bastante equilibrada na cobrança das diferentes linguagens”, diz Francisca Barros.


Marcia Sheufler, professora de artes visuais do cursinho Sentido Único, dá as dicas para essa parte. “A prova é feita para um bom leitor visual. Até para economizar tempo, é bom ler a imagem, em aspectos como forma, linhas, cores, período histórico e, depois, partir para os itens”, diz. Em relação aos assuntos mais cobrados, a professora destaca a arte brasileira.“Costuma haver valorização de obras que foram tombadas por instituições como o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Nesse sentido, Brasília é o grande exemplo e costuma ser tema recorrente na prova. O Enem aborda também o patrimônio, a diferenciação entre grafite e pichação. Há valorização de obras do Brasil, até mesmo de artistas mais contemporâneos, como o artista plástico Hélio Oiticica.”

Obras de arte

“As artes visuais oferecem muitas possibilidades de interdisciplinaridade. Um quadro como Guernica, do pintor espanhol Pablo Picasso, pode ser analisado sob o ponto de vista da luz utilizada na pintura, com questões sobre ótica, de física; também pode ser estudado em relação à história e à geografia, abordando a guerra, entre outros”, diz Marcia. Na opinião da estudante de 3º ano do colégio Leonardo da Vinci Juliana Figueiredo, 18 anos, interpretar obras de arte é fundamental para se dar bem na parte de artes do exame. “É importante saber analisar as obras. A prova exige muita interpretação e leitura, então é bom fazer exercícios para se habituar ao tamanho dos textos”, diz a aluna, que quer estudar direito na Universidade de Brasília (UnB).


A um mês para o exame, que ocorre em 7 e 8 de novembro, alguns alunos começam a mudar hábitos. “Vou diminuir as saídas no fim de semana e o tempo assistindo à televisão. É só por um mês, acho que vai valer a pena no fim”, diz o aluno de 3º ano Arthur de Brito, 17 anos. Ele pretende utilizar a nota do Enem para ingressar em engenharia da computação na UnB. Além disso, deseja obter boa nota no exame para participar do programa federal de intercâmbio Ciência sem Fronteiras (CsF). O estudante aposta na leitura para estudar para a prova de linguagens. “Acho que ler livros, mesmo os que não têm a ver diretamente com a matéria, sempre ajuda a fazer a prova”, diz.
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