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Hora da decisão

Escolher a profissão é desafio para quem faz o Enem. Confira dicas para optar sem arrependimentos

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postado em 25/10/2014 08:00 / atualizado em 24/10/2014 20:21

Decidir qual carreira seguir é uma dúvida que perpassa a cabeça de todo aluno de ensino médio. A decisão é um passo sério e, por esse motivo, muitos estudantes sofrem com as dúvidas na hora da escolha. "Para aqueles que valorização a graduação, esse momento é um marco importante. Os estudantes mais decididos em relação ao curso que querem cursar acabam tendo mais motivação para continuar estudando, já que têm um objetivo bem delimitado", explica a presidente da Associação Brasileira de Orientação Profissional (Abop), Rosane Levenfus. "Conseguir uma vaga nos cursos de graduação mais concorridos pode ser comparado com correr uma maratona: é preciso estar no pelotão de elite. Se, após algumas tentativas, o aluno perceber uma evolução deve persistir. Caso perceba que não tem pernas para cumprir aquele trajeto naquele momento, pode buscar outras opções. Em alguns casos a pessoa acaba se encontrando naquele curso que não era sua opção inicial", explica.

Os estudantes que pretendem ingressar em uma instituição de ensino superior pública com a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) devem utilizar o Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Diferentemente do vestibular tradicional, o sistema permite que o aluno realize o exame e, com a nota em mãos, candidate-se ao curso e à instituição de ensino que deseja. Para a estudante do terceiro ano Luísa Oliveira, 17 anos, a decisão pelo curso será feita após o resultado do Enem. "Tive professores de artes e de química que me influenciaram a gostar muito das duas áreas. Com a nota do Enem, quero tentar ingressar em desenho industrial ou em química. Quero cursar os dois, mas, dependendo da nota, vou decidir qual farei primeiro", afirma.

Segundo José Roberto Marques, presidente do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC), é importante que o estudante tenha um conhecimento prévio sobre a profissão e não deixe a escolha para a última hora. "O aluno deve buscar na memória quais são suas reais habilidades e gostos, seus talentos, o que sabe fazer de melhor, as matérias preferidas no colégio. Um bom exercício é se imaginar daqui a cinco ou dez anos e fazer um planejamento, definindo estratégias para a carreira que deseja alcançar", aconselha.

Para aqueles que ainda não conseguem fazer a escolha, é possível buscar a ajuda de profissionais que possam orientar a decisão. No Serviço de Orientação Profissional do Centro de Formação de Psicólogos do Centro Universitário de Brasília (Cenfor-UniCeub), o grupo — formado pela coordenadora do curso de psicologia, Simone Roballo, e pelos psicólogos Frederico Abreu, Fabiana Queiroga, Janice Pereira e Izane Menezes — oferece ferramentas para auxiliar os alunos nesse processo. "A decisão é feita a partir do autoconhecimento.

O psicólogo pode oferecer ao estudante referências para refletir sobre personalidade, interesses e motivações que estão relacionados com a escolha da profissão", explica Janice. "O método utilizado pela orientação profissional contempla a avaliação psicológica e outras atividades para que o aluno reflita sobre a condição de existência dele.

Isso inclui análise de valores, histórico familiar, aptidões e competências, entre outros fatores", completa a psicóloga.

A estudante Izabela Ramos, 16 anos, participa de oficinas oferecidas pelo grupo de psicólogos no Colégio Batista de Brasília. Apesar de ainda não ter decidido qual graduação cursará, ela conseguiu eliminar áreas com as quais não tem afinidade. "Prefiro as disciplinas de exatas e gosto bastante de desenhar. Ainda tenho dúvidas sobre qual graduação cursar, mas penso em desenho industrial, arquitetura ou matemática", conta. "Conheço o exemplo de pessoas que não definiram a área que queriam seguir e depois abandonaram o curso porque não gostaram. Para evitar isso, quero sair do ensino médio com uma decisão certa tomada", ressalta Izabela.

Para Débora Ciampi, 16, antes de atender o mercado ou buscar a satisfação financeira, a escolha da profissão deve satisfazer motivações pessoais. "Quero escolher uma profissão com a qual possa ajudar as pessoas. As oficinas têm me ajudado bastante nesse sentido, pois indica áreas com as quais tenho mais afinidade", explica a estudante, que está em dúvida entre letras e psicologia, mas ainda está aberta a outras graduações na área de humanas.
Ana Rayssa/Esp.CB/D.A Press

Fala, estudante
Letícia Lemos, 16 anos
Sempre gostei muito de ler e escrever, então sabia que tinha uma tendência para a área de humanas. Um primo ingressou em direito, foi aí que comecei a conhecer mais e fiquei encantada com a área. Procurei conhecer outros cursos, como ciência política e história, mas atualmente a minha tendência é optar pela graduação em direito.
Vítor Mendonça, 16 anos
Quero estudar comunicação social para trabalhar com fotografia, mas também tenho afinidades com as disciplinas de exatas. Por causa disso, posso optar pelo curso de engenharia. Penso bastante em como será depois da faculdade, se terei mercado para trabalhar. Mas, em qualquer área que atue, meu objetivo será fazer a diferença, ser reconhecido e conseguir fazer algo importante para outras pessoas.
Clara Oliveira, 15 anos
O mercado de trabalho é uma preocupação. Gosto bastante de ler e escrever e tenho uma tendência a escolher o curso de comunicação social. Apesar disso, tenho bastante afinidade com as matérias de exatas, então ainda estou em dúvida. Conversar com várias pessoas, ouvir opiniões diferentes e a orientação vocacional me ajudarão a traçar um caminho.

Três perguntas para: José Roberto Marques, presidente do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC)
Quais fatores devem ganhar mais peso no momento de definir qual graduação cursar?
O aluno deve ter autoconhecimento e saber que habilidades, competências, dons e talentos possui, bem como conhecer sua capacidade de desenvolvimento. Além disso, deve fazer um plano de carreira assertivo, que leve em conta onde ele está, aonde quer chegar e os passos que conseguirá alcançar. O último fator é ter uma visão sistêmica do mercado, conhecer a área que pretende ingressar, assim como as tendências.
Quais passos um estudante deve seguir para assegurar que está escolhendo uma graduação de acordo com suas habilidades?
Ele deve buscar informações sobre a profissão que pretende, analisar o mercado e as matérias que são ministradas no curso escolhido. Também deve fazer uma reflexão de como aquele curso e aquela profissão encaixam-se em seu perfil e atendem seus objetivos futuros.
Caso não alcance nota para o curso desejado por meio do Enem, o aluno deve considerar ingressar em outra graduação?
Não é aconselhável desistir na primeira tentativa, porém o aluno deve ter consciência de onde falhou e trabalhar nesse ponto. Se, após algumas tentativas, o estudante não conseguir ingressar no curso que deseja, é interessante "recalcular a rota", ainda assim atendendo aos requisitos de perfil, talentos e expectativas do estudante.

Não perca!
Confira eventos que podem auxiliar na escolha de uma graduação:
Feira Capital Estudante: o seu guia do futuro

De 29 a 31 de outubro, das 9h às 20h, no Pátio Brasil Shopping (W3 sul). Informações: www.capitalestudante.com.br. Entrada franca.
Um dia no campus (Unip)
Em 11 de novembro, das 8h às 11h e das 14h às 18h, na Unip Brasília (SGAS 913, Conjunto B, Asa Sul). Inscrições no site www.unip.br/umdianocampus. Entrada franca.
Um dia de universitário (Estácio Facitec)
Em 25 de outubro, das 9h às 16h, no Centro Universitário Estácio Facitec (CSG 9, Lotes 15/16, Taguatinga Sul). Informações: 3038-9704. Entrada franca.
Centro de Formação de Psicólogos (Cenfor-UniCeub)
Funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, no Edifício União (SCS Quadra 1, 3º andar). Informações: 3966-1626. Atendimento gratuito.
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