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Na reta final, equilíbrio no Enem

Os estudantes que terão pela frente o Exame Nacional do Ensino Médio, no próximo fim de semana, dedicam os últimos esforços para alcançar a universidade. Especialistas ensinam que ainda há tempo para revisar e tirar dúvidas, mas incentivam momentos de relaxamento

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postado em 04/11/2014 11:03 / atualizado em 04/11/2014 10:11

Rafael Campos , Thiago Soares

Ed Alves

A poucos dias para a aplicação das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014, que ocorrem em 8 e 9 de novembro, os estudantes se dividem entre o relaxamento e a tensão. Além de toda a pressão externa de familiares e professores, os jovens lidam com as próprias expectativas diante do esforço feito nos últimos meses e se perguntam se foi suficiente.

Há quem continue no mesmo ritmo até os dias dos exames, mas alguns aumentam e até diminuem a carga de estudos. O Correio conversou com alunos para descobrir como trabalham a inquietação pré-Enem. Além disso, o jornal montou um cronograma especial para a reta final dos estudos, com o auxílio do professor Antônio Guilherme Soares, coordenador-geral do cursinho preparatório Grupo Impacto (veja Organize-se).

 

A estudante Bárbara Madeira, 18 anos, chegou cedo à Biblioteca da Universidade de Brasília (UnB) ontem. Depois de ter se presenteado com uma semana de descanso — na verdade, ela apenas reduziu a carga diária de estudos —, a jovem pretende usar esses últimos dias para retomar o hábito de chegar ao cursinho às 7h e retornar para casa às 22h. “Estou bem mais calma em 2014 e acredito que também mais bem preparada. Neste ano, foquei mais no que o Enem cobra, que é redação e matemática. E isso me tranquilizou bastante”, afirmou Bárbara, que disputa uma vaga para engenharia civil.

Os preparativos de Kelvia Tiba, 16 anos, para o Enem também envolvem muito estudo, porém, os domingos são sagrados para descanso. Acompanhada de amigos, ela foi cedo ao Lago Paranoá, onde praticou stand-up paddle. “Estou prestando mais atenção às aulas. Concentro-me mais nelas do que no estudo em casa porque acho menos cansativo em sala. Quando temos o professor conosco, a explicação das disciplinas é melhor do que quando você tenta sozinha”, explica.

A jovem, que pretende se tornar arquiteta, mantém as atividades extracurriculares, como o curso de inglês, assim como o lado atleta: pratica ginástica rítmica e, a partir de 12 de novembro, competirá em Manaus (AM) durante o Campeonato Brasileiro da modalidade. Aos que criticam quem aproveita os fins de semana para descansar, ela avisa: só estudar pode ser um atraso na hora da prova. “Passar é difícil em todos os cursos hoje em dia. Mas relaxar um pouco é necessário porque esta tensão toda de se fazer provas na escola estressa demais o aluno e, na hora do Enem, ele acaba não conseguindo fazer direito.”

Suesley Albuquerque sabe bem como essa cobrança pessoal pode ser perigosa. O ciclista estava há mais de um mês sem andar de bicicleta por causa da preparação para o Enem. “A minha carga de estresse estava alta porque ficava, em média, até 12 horas estudando. Reencontrei-me com o meu grupo de ciclismo, e isso me ajudou muito a ficar mais calmo.” Ele, que pretende ser advogado, acredita que a última semana é propícia ao nervosismo. Então, mais do que estudar, é preciso ficar calmo.

Concentração
Ananda Almeida de Sá, 17 anos, criou uma rotina de estudos desde o início do ano. A adolescente chega ao fim dela confiante na aprovação em matemática e em engenharia de produção. “Isso facilita mais na hora de fazer a prova. Agora, os professores indicam que a gente estude menos, já que não adianta se pressionar tanto em cima da hora.”

Assim, Ananda pretende apenas analisar quais são as maiores dificuldades e dar atenção a elas. “Fizemos várias provas do Enem na escola como forma de nos prepararmos. Vi que, em si, ela não é difícil, mas quem não tem o hábito de ler sofre. Um dos meus grandes desafios será com a concentração porque perco facilmente.” Por isso, ela quer rever os conceitos básicos das disciplinas para que consiga terminar rapidamente as questões simples e tenha mais tempo para se dedicar às mais complicadas.


Hora de comer e de dormir


O professor Antônio Guilherme Soares, coordenador-geral do Grupo Impacto, alerta para a concentração na hora das provas. Para isso, é preciso estar calmo. “O momento é de treinar para conseguir fazer a prova no tempo correto, já que são muitas questões para pouco tempo. Por isso, a gente também deve procurar atividades que nos deixa mais tranquila”, ensina. “Nessa reta final, não tem muito o que fazer. O estudante pode tentar solucionar questões de exames dos anos anteriores e tirar as últimas dúvidas”, explica.

Os especialistas também chamam a atenção não só para os estudos. No dia da prova, é preciso usar roupas leves e confortáveis, além de dormir bem e fazer uma boa refeição. A nutricionista Lise Pereira explica que uma dieta saudável garante mais energia para o desafio. “Uma alimentação ruim pode atrapalhar muito a concentração, ainda mais na semana que antecede uma prova como essa.” Segundo Lise, o estudante deve evitar alimentos com alto teor de açúcares e gorduras. “Deve comer muitas frutas, como, por exemplo, uma banana polvilhada com canela. Há opção de chás de camomila ou de erva-cidreira, além do chocolate meio amargo, que dá energia, mas não tem grande quantidade de açúcar.”

O médico especialista em distúrbios do sono Carlos Alberto de Assis Viegas explica que a memória depende da hora de dormir. Somente quando adormecemos à noite, naqueles momentos de sono profundo, é que o aprendizado pode ser, de fato, absorvido. “Por isso, não importa quantas horas se passe estudando durante o dia. É preciso dedicar de 6 horas a 8 horas da noite para descansar. Até porque o sono diurno não restaura as energias da mesma forma.”

Aos que dizem que rendem melhor à noite, o médico faz uma crítica. Para Carlos Alberto, o aluno deve analisar o ambiente de estudo para encontrar fontes de distúrbio e, dessa forma, conseguir um local silencioso e propício à revisão dos conteúdos antes de o Sol se pôr. “Ele pode até ler mais, só que não reterá o conhecimento.” Aqueles que postergam o sono podem, inclusive, ter problemas na hora do Enem. “Quem vem fazendo isso há muito tempo corre risco de sofrer falhas de memória durante a prova”, alerta Carlos Alberto.

Atenção

8 de novembro
Ciências humanas e suas tecnologias e Ciências da natureza e suas tecnologias
Tempo de prova: 4h30

9 de novembro
Linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e matemática e suas tecnologias
Tempo de prova: 5h30


Os portões de acesso serão abertos às 12h e fechados às 13h (horário oficial de Brasília)
 

 

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