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Ministro da Educação defende criação do Enem on-line

Provas seriam aplicadas em terminais, mediante agendamento, em qualquer momento do ano

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postado em 13/01/2015 19:06 / atualizado em 13/01/2015 20:01

Juliana Espanhol

Carlos Moura/CB/D.A Press
Durante coletiva de imprensa sobre o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nesta terça-feira (13), o ministro da Educação, Cid Gomes, defendeu a realização do exame de forma remota durante todo o ano, em terminais de computadores para essa finalidade. O ministro, no entanto, não definiu um prazo para botar a ideia em prática.

"O Enem on-line é uma necessidade para dar mais comodidade e conforto aos milhões de brasileiros que têm de prestar esse exame. Hoje nós temos tecnologias que permitem isso, então não faz sentido montar uma operação de guerra, ficar sujeito a sabotagem e fraudes para fazer uma prova no mesmo dia e horário em todo o Brasil", disse Gomes. O ministro já havia comentado sobre a possibilidade em uma entrevista concedida ao jornal Folha de S. Paulo na última sexta-feira (9).

Para os concluintes de ensino médio que pretendem acessar a educação superior a partir da nota, a prova seria realizada no período de um mês. Já para os candidatos que desejam obter certificado de conclusão do ensino médio, o exame poderia ser feito em qualquer momento do ano. A proposta segue modelos já adotados em outros países, como os Estados Unidos. Lá, o Scholastic Aptitude Test (SAT), prova semelhante ao Enem, é aplicado a partir de um banco de questões. Corrigida pela Teoria de Resposta ao Item (TRI), a prova permite que provas com questões diferentes para cada aluno tenham nível de dificuldade equivalente.

Prós e contras
O decano de Graduação da Universidade de Brasília, Mauro Luiz Rabelo, destaca vantagens e desvantagens do modelo. "Acredito que a adoção da prova virtual é uma evolução natural, mas não de curto prazo. A prova on-line exige mais infraestrutra e, devido à diversidade do país, com locais onde mesmo o acesso à energia elétrica é restrito, talvez fosse necessário adotar um modelo híbrido, com aplicação de provas pela internet e no papel", avalia. Outro ponto levantado pelo decano é o do valor da implantação dos terminais de computadores. "É possível que o custo da prova aumente porque esses espaços precisam ser muito bem praparados do ponto de vista da segurança", afirma.

Para o secretário de Educação do Distrito Federal, Júlio Gregório, o modelo seria útil para facilitar a logística da realização do exame. "Acredito que a ideia é interessante e que haja viabilidade técnica para tanto. A questão é quando esse modelo seria implementado. Porém, creio que chegaremos a esse momento, em que a prova poderá ser realizada on-line. Atualmente, a logística para a realização do Enem é bastante pesada", disse. O secretário cita fatores como flexibilidade de datas e a possibilidade de provas que variam de acordo com a área de estudo escolhida pelo aluno como vantagens. "Abre-se um leque opções para discussão do exame".

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