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Ciência

Estudo comprova que as mulheres têm mesmo maior sensibilidade às cores

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postado em 17/09/2012 11:51 / atualizado em 17/09/2012 11:53

Bruna Sensêve

Ronaldo de Oliveira
Abóbora, beterraba, creme e limão. Para a maior parte das mulheres, é fácil fazer a relação dessas palavras com cores. Já os homens acham isso uma grande bobagem. Para eles, esses tons são simplesmente amarelo, vermelho, amarelo de novo e verde. Salmão? É só um peixe, afirmam categoricamente. Mas será que os gêneros humanos realmente veem as coisas de uma forma diferente? Depois de uma série de testes com voluntários, um estudo da Universidade de Nova York indica que sim, as mulheres são mais sensíveis às cores. Por outro lado, a pesquisa aponta que os homens têm mais facilidade para distinguir objetos em movimento. Na prática, isso os ajudaria, por exemplo, a se localizar melhor enquanto dirigem.

A bióloga Bárbara Machado, 34 anos, confessa que a diferença entre ela e o namorado, Luciano Caldas, 36, não está na habilidade ao volante, mas na capacidade de se localizar. Eles estão juntos há três anos e, antes de se mudarem para Brasília, moravam em São Paulo, onde ela sofria com sua precária orientação espacial. “Morei no mesmo lugar durante uns cinco anos e, mesmo assim, tinha dia que eu me confundia e até entrava na contramão, a um quarteirão de casa. Ele olhava e não acreditava”, conta, bem-humorada.

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Para verificar se situações como a descrita por Bárbara e a já clássica “guerra das cores” são um padrão humano, o pesquisador Israel Abramov avaliou diferentes habilidades de alguns voluntários. Primeiro, sua equipe propôs dois testes de percepção para luzes monocromáticas. O primeiro deles analisou 37 mulheres e 21 homens, com idade média de 24 anos, que visualizaram os estímulos com suas pupilas ao natural. No outro exame, 32 mulheres e 15 homens, com a mesma idade média, tiveram a luz focada em um segundo sistema ótico, a 2mm da pupila. Os resultados comprovaram as diferenças na capacidade de reconhecer luzes monocromáticas. Na maior parte do espectro visível, os homens requerem um comprimento de onda ligeiramente mais longo do que as mulheres para experimentar a mesma tonalidade.
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