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Informática

Para aposentar o mouse e o teclado

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postado em 25/09/2012 08:00 / atualizado em 25/09/2012 10:58

São Francisco (EUA) — Durante muitos anos a possibilidade de ativar comando em máquinas utilizando gestos, sons e até pensamento parecia ser algo destinado apenas ao mundo da ficção científica. No entanto, a chegada de novos softwares, combinada com a alta performance oferecida pelos processadores mais atuais, abriu um horizonte de possibilidades para incrementar, para muito além do mouse e do teclado, a interação entre o usuário com o computador. Recursos como comandos feitos por meio de voz e gestos e autenticação de logins realizados por reconhecimento facial prometem deixar os laboratórios das grandes empresas de TI e chegar, muito em breve, aos computadores.

Duas gigantes do setor de tecnologia, a Intel e a Microsoft, estão na linha de frente das companhias que correm para colocar essas ideias (transformadas em prática) ao alcance de milhões de pessoas. A fabricante de processadores já até batizou esse movimento como a era da PC perceptual e acredita que, desde jogadores de games até usuários de programas de design vão se valer da revolução.

Durante a apresentação da nova linha de processadores Haswell, da família Core, há duas semanas em São Francisco (EUA), a Intel aproveitou para convocar os desenvolvedores a criar softwares que utilizam esses tipos de comandos em seus programas. A ideia é abrir caminho para que essa revolução chegue, o quanto antes, principalmente na nova safra de ultrabooks e de computadores all-in-one que desembarcarão no próximo ano com o novo chip da marca.

Além do processador, a Intel apresentou um novo recurso batizado de Dragon Assistent. A tecnologia funciona como uma espécie de Siri, o assistente de voz da Apple — só que voltado para computadores. O sistema reconhece quando um usuário fala uma tarefa como, por exemplo, “buscar por restaurantes na Asa Sul no Google”, e prontamente exibe o resultado da pesquisa no navegador de internet.

Apesar desse tipo de tecnologia rondar o setor há anos, somente agora, com softwares e hardwares mais avançados, está sendo possível executar as tarefas de uma maneira mais inteligente, sem que o usuário tenha que falar de forma mecânica para que o computador entenda as instruções. A ferramenta estará disponível no mercado até o fim do ano e o primeiro ultrabook a incorporar o recurso será o XPS 13 da Dell.

“A experiência de computação pessoal está mudando para um modelo de computação perceptiva, onde os dispositivos contarão com sentidos similares aos dos humanos para perceber as intenções do usuário”, acredita o chefe de departamento de produtos da Intel, Dadi Perlmutter.

Outro recurso que é trabalhado e que já está sendo executado é o de reconhecimento facial. A partir de uma câmera com sensores de rastreamento de múltiplos pontos, sistemas como os de e-banking ou mesmo de autenticação de perfis de usuários identificam as pessoas e permitem que elas tenham acessos a sites ou realizem compras on-line sem ter que digitar qualquer senha no teclado.

“Como todos os sistemas mecânicos, os teclados e mouses são limitados pela própria construção. No entanto, novas interfaces que reconhecem movimentos naturais dos usuários estão surgindo e, em breve, estarão disponíveis em smarts TVs, notebooks e outros aparelhos”, comenta Yoav Hoshen, vice-presidente sênior da PointGrab, empresa israelense que desenvolve sistemas que reconhecem comandos a partir de gestos.


Windows 8
 Outra que aposta numa mudança de paradigma é a Microsoft.
A maior prova de que a companhia acredita que o fim da dependência pelo teclado e pelo mouse está cada vez mais próximo será vista com o lançamento do Windows 8, previsto para outubro. O sistema operacional promete trazer mudanças profundas, expandindo o uso das telas sensíveis. A plataforma, focada principalmente em notebooks e computadores com touchscreen, torna extremamente natural e rápido operações como mandar e-mail, copiar arquivos em pastas ou navegar na web. Além disso, assim como a Intel, a empresa lançou recentemente um kit para que desenvolvedores criem programas que utilizam o poder do Kinect para acionar comandos a partir de gestos.


Controle com o cérebro
A empresa 4DForce demonstrou recentemente uma espécie de capacete com conectores que traduzem os sinais emitidos pelas ondas cerebrais do usuário. A plataforma permite, por exemplo, entender comandos e executá-los em determinados músculos do corpo humano. Também é possível mover o cursor de um mouse em um monitor. Segundo a companhia, a tecnologia pode ser aplicada em games ou até técnicas de relaxamento.


Estímulo a novas interações
A Intel vai oferecer, até o fim do ano, um kit para desenvolvedores batizado de Perceptual Computing SDK Beta que incorpora diversas ferramentas de programação como reconhecimento de gestos, de faces, de voz e suporte para realidade aumentada. O pacote conta também com uma câmera de alta definição da Creative, desenhada para oferecer portabilidade aos desenvolvedores. O equipamento tem sensores de profundidade infravermelho e um microfone.

Mais modernos e econômicos

Intel revela processador Haswell de olho no mercado de ultrabooks. Com novo chip, companhia quer estimular desenvolvimento de modelos mais finos e com design inovador 

São Francisco (EUA) – A família de processadores Intel Core, lançada em 2006, está preste a se tornar maior. Depois de trazer ao mercado os chips Sandy e Ivy Bridge, a companhia apresentou a quarta geração da linha. A nova plataforma, batizada de Haswell, foi desenvolvida de olho na popularização dos dispositivos móveis. A ideia é entregar maior potência, focando na mobilidade necessária ao mundo dos ultrabooks e tablets.


Segundo a Intel, os novos processadores são capazes de oferecer uma economia de energia até 20 vezes superior aos modelos Sandy Bridge, sem abrir mão do alto desempenho, equiparado aos do Ivy Bridge. Isso possibilitará, por exemplo, o desenvolvimento de computadores móveis com design inovadores e com baterias que durem maior tempo. Marcas como Samsung, Toshiba, Sony, Asus e Lenovo já trabalham com protótipos de ultrabooks que contam, entre outras coisas, com teclado destacável e tela touchscreen que, quando aberta em sua totalidade, faz com que o aparelho vire um tablet.

“Essa nova arquitetura, baseada em 22nm, foi pensada especialmente para a mobilidade. Com o Haswell, podemos garantir a alta perfomance vista em desktops nos aparelhos móveis”, afirmou o chefe de produtos da companhia, Dadi Perlmutter. A nova linha de processadores, apresentados durante a Intel Developer Forum (IDF), em São Francisco (EUA), deverá chegar ao mercado, inclusive no Brasil, em 2013.

“Enquanto, atualmente, um notebook tem uma autonomia de cinco horas, os modelos de ultrabooks que chegarão em 2013 com chips Haswell conseguirão ficar longe da tomada por até nove horas seguidas”, comparou o diretor de produtos de notebook da Intel, Adam King.

Oferta de produtos
Hoje, aproximadamente 140 modelos de ultrabooks estão disponíveis no mercado. Com o lançamento do novo chip, a empresa espera estimular a demanda, esquentando ainda mais as opções nas vitrines. No entanto, a Intel prefere ainda não falar sobre os valores que deverão chegar os novos modelos.

“Não pretendemos sacrificar a experiência do usuário em detrimento do preço. Focamos no desempenho e melhoramos a autonomia. As fabricantes irão oferecer produtos atraentes e com preços competitivos. Acreditamos, por exemplo, que (nos Estados Unidos) a categoria terá produtos a partir de US$ 599”, calculou a diretora de produto da Intel Karen Regis.

No entanto, o diretor global de vendas e marketing da companhia, Tom Kilroy, assume que as políticas fiscais de países como o Brasil podem atrasar a adoção em maior escala desse tipo de produto. “Acreditamos que o ultrabook será um dos itens mais comprados, entre todos os eletrônicos, já no próximo ano. No entanto, os altos impostos e taxas cobrados em alguns países podem, sim, impactar ou retardar a transição para esse tipo de equipamento”, pontuou.

O jornalista viajou a convite da Intel


Nova categoria de portátil
O ultrabook faz parte de uma categoria de portátil, assim como o netbook e o tablet. A diferença é que, para ser considerado um ultrabook, o modelo deve se encaixar dentro de determinados parâmetros estabelecidos pela indústria como espessura máxima (2,1cm), peso (até 1kg) e duração mínima da bateria (5h).


"Essa nova arquitetura foi pensada especialmente para a mobilidade”

Dadi Perlmutter, chefe de produtos da Intel

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