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Rumo à próxima fase

Com crescimento de 20% ao ano, setor de games no Brasil atrai as principais empresas produtoras de jogos e consoles do mundo. Feira em São Paulo apresentou as novidades do mercado

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postado em 17/10/2012 08:00 / atualizado em 16/10/2012 09:56

São Paulo — O crescimento da economia fez várias indústrias abrirem os olhos para o Brasil. Entre elas, está o megalucrativo negócio dos videogames, que movimentou US$ 16 bilhões só nos Estados Unidos no ano passado, segundo a consultoria NPD. Mas eles não encontraram apenas um grande potencial de vendas. Pois aqui, há um mundo de consumidores fanáticos que, até poucos anos atrás, convivia com o mercado cinza e pouquíssimo apoio das gigantes do setor. O sentimento de transformação e crescimento do mercado de jogos foi a tônica que, mais uma vez, dominou a Brasil Game Show (BGS).

Embora ainda estejamos longe de ter um evento com o impacto da Electronic Entertainment Expo (E3), a maior feira de videogames do mundo, realizada em Los Angeles (EUA) — na qual são revelados novos consoles e grandes jogos —, não faltaram na BGS atrações e novidades que, há alguns anos, eram impensáveis no país. O evento realizado na capital paulista foi o palco da primeira aparição em território nacional do Wii U, o novo console da Nintendo que utiliza um controle-tablet e será lançado lá fora no fim do ano.

Por aqui, os cerca de 80 mil visitantes nos quatro dias de evento também puderam conferir demonstrações de vários jogos que ainda não chegaram às prateleiras das lojas. É o caso de God of war: ascension, novo episódio da saga de Kratos para o PS3; os hits Call of duty: black ops 2, da Activision, e Assassin’s creed III, da Ubisoft; e o jogo de ação Metal gear rising: revengeance, da famosa franquia de espionagem da Konami. Aliás, a feira conseguiu reunir as três principais empresas do mercado de videogames, as fabricantes Nintendo, Sony e Microsoft — feito que, neste ano, só foi realizado pela E3.

“O evento evidencia a força do mercado brasileiro para o exterior. Ele mostra o nosso potencial a grandes empresas da área. O setor cresce cerca de 20% ao ano por aqui, em um momento em que locais tradicionais como Estados Unidos e Europa estão diminuindo o consumo de games”, explica o idealizador da Brasil Game Show, Marcelo Tavares.

O aumento da importância do mercado nacional pode ser medido pela quantidade de pesquisas e dados que surgiram sobre a indústria e o comportamento dos jogadores em 2012. E os números confirmam o crescimento dos games no Brasil. Segundo dados do instituto de pesquisas GfK, foram vendidos 578,1 mil consoles de janeiro a agosto deste ano — 70% a mais em relação ao mesmo período de 2011 — e 3,1 milhões de cópias de jogos oficiais — 138% a mais do que no ano passado.

Indústria
Os números da GfK, relativos ao mercado oficial de jogos (que não leva em conta produtos pirateados), somam-se a um enorme contingente de jogadores. Segundo o Ibope, cerca de 60 milhões de brasileiros — 31% da população do país — têm ao menos um videogame em casa. O estudo também diz que 48% desses jogadores compram em camelôs e apenas 17% adquirem seus produtos em lojas especializadas. A pesquisa, encomendada pela distribuidora NC Games, ouviu 2 mil pessoas em 142 municípios no começo deste ano.

Além das estatísticas positivas sobre esse mercado, há os investimentos das empresas do setor. Hoje, o Brasil conta com a presença oficial de Sony, Nintendo e Microsoft. Há seis anos, apenas a fabricante do Xbox 360 tinha representação no país. “O mercado está em um momento excelente. É um dos cinco maiores do mundo, tanto em hardware quanto em console, e isso faz a indústria ter cada vez mais interesse por aqui”, analisa Glauco Rozner, gerente-geral de PlayStation no Brasil.

 Entre os principais motivos para a ascensão do mercado, está a diminuição dos valores cobrados por jogos e consoles, oriunda da fabricação nacional. É o caso do Xbox 360, que teve um corte de 40% no preço em 2011, quando começou a ser produzido no Brasil. “Foi um ano revolucionário, não só para nós, mas para o mercado. Acho que isso fez com que a categoria saísse do underground e se transformasse em algo mais popular e acessível para todo mundo”, diz Guilherme Camargo, gerente-geral do Xbox 360 no país.

A Brasil Game Show ganhou corpo pegando carona na popularidade dos videogames em terras tupiniquins. A feira saltou de 3 mil visitantes, em 2008 (quando ainda era Rio Game Show) para 12 mil em 2009, 30 mil em 2010, e 62 mil no ano passado. Este ano, o evento chegou a 80 mil visitantes.
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