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Informática

Em ritmo de festa

Acessíveis e benfeitos, jogos de dança coroam a popularização dos games de música, auxiliados por consoles com sensores de movimento

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postado em 05/12/2012 08:00 / atualizado em 04/12/2012 11:34

O ato de dançar pode ter várias explicações, artísticas ou filosóficas. Mas, nos games, ele era bem mais simples, quase sempre se limitando a acertar complicadas sequências de setas em uma tela, pisando em um controle em forma de tapete. Entretanto, os jogos de dança deixaram de ser um gênero de nicho e tomaram de assalto a música pop. E para alcançar esse patamar, usam como arma a tecnologia que mais popularizou os videogames nos últimos anos: os sensores de movimento, como o Kinect, do Xbox; o Wiimote, da Nintendo; e o PlayStation Move, da Sony.

A franquia multiplataforma Just dance, da Ubisoft, criada em 2009, já vendeu cerca de 35 milhões de cópias no mundo todo, com três jogos principais e edições especiais, como as do rei do pop Michael Jackson. Sua principal rival, Dance central, da Harmonix (a criadora de Rock band), é exclusiva do Kinect e teve cerca de 4 milhões de unidades comercializadas com dois títulos em dois anos.

A dupla começou a despontar no mercado de games na mesma época em que outro estilo de jogo de música estava em declínio: o que simula bandas de rock, usando controles em forma de guitarras e de baterias. O subgênero caiu em desgraça tanto pelo fim da febre dos instrumentos de plástico quanto por um excesso de títulos no mercado, principalmente, por parte da série Guitar hero, que acabou sendo descontinuada pela Activision.

Os dois games são como Fifa e Pro evolution soccer no campo dos games de futebol: enquanto Dance central é mais técnico, tanto em modos de jogo quanto na complexidade dos movimentos, Just dance é mais focado na simplicidade e em aspectos sociais, como inventar uma coreografia e compartilhar com seus amigos nas redes virtuais de cada consoles (veja o teste na página 5). “É um jogo para fazer a festa. Desde o início ele foi pensado para o grande público”, conta o presidente da Ubisoft Brasil, Bertrand Chaverot.

Como todo bom game de dança que se preza, é necessário ter os hits do momento. Foi aí que as duas franquias travaram seu duelo particular mais recente: a corrida para incluir em seus repertórios a música Gangnam style, do cantor/rapper sul-coreano Psy. A canção chegou em ambos os jogos quase ao mesmo tempo: primeiro, para a versão de Xbox 360 de Just dance 4, em 20 de novembro; e no Wii no dia 21. Já o PS3 e Dance central 3 receberam a música na última terça-feira.

Brasil
Por aqui, a série demorou um pouco para pegar no tranco, mas, hoje, repete o sucesso obtido no exterior. Em 2010, Just dance 2, o primeiro a ser distribuído oficialmente em território nacional, em 2010, teve 10 mil unidades comercializadas. No ano seguinte, seu sucessor triplicou a quantia apenas na data de lançamento. No total, foram 50 mil cópias vendidas. A filial brasileira da Ubisoft espera dobrar esse número para a edição deste ano, a Just dance 4.

A explicação por trás de um crescimento tão rápido está no aumento da base instalada de Xbox 360 com Kinect e Wii — consoles nos quais os games vendem mais — e, com ela, todo um contingente de novos jogadores. “Esse grupo não é composto apenas de gamers ávidos. São famílias, que querem jogos apenas para se divertir. E nos de dança, todo mundo pode competir, pois a maior parte sabe dançar e cantar, sem exigir de controles adicionais”, explica Chaverot.

Para aumentar a popularidade do gênero no país, a Ubisoft negocia com um cantor (ou cantora) nacional de destaque e deve incluir uma canção como conteúdo adicional por download (DLC) no início de 2013. E para a próxima edição do game, Chaverot quer as músicas brasileiras já na setlist do disco. “O Brasil tem muitos casos de artistas com originalidade, mas não possuem poder econômico para exportar isso. Esse tipo de convergência é bom para nós e para os músicos”, completa.
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