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Performance aberta ao público

Para qualquer tamanho, idade ou quantidade de pessoas, os jogos de dança viraram febre. O Correio acompanhou jovens que não têm vergonha de sacudir o esqueleto

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postado em 05/12/2012 08:00 / atualizado em 04/12/2012 11:34

Michelle Macedo

Reunir os amigos em um fim de semana ou jogar sozinho em casa, tentar subir no ranking mundial e provar que é o melhor, ou apenas dar boas risadas. No mundo dos jogos existem opções para todos os gostos e, os que envolvem dança não poderiam ser diferente. Esse tipo de divertimento tem se tornado tão popular que algumas lojas da cidade estão abrindo espaço para que os dançarinos façam suas performances por ali mesmo. Além de garantir diversão para quem joga, ainda há a vantagem de atrair mais consumidores para dentro dos estabelecimentos. O Correio acompanhou um dia de dança em um comércio de eletrônicos, num shopping do Guará.

Como ocorre me quase todos os fins de semana, parte da galera do Dance Central Brasília (DCB) — grupo criado no Facebook — estava na loja. Os irmãos André Sousa, 23 anos, e Mário Oliveira, 20, participam do DCB e são fãs do jogo. André dança há mais de dois anos, sabe várias coreografias de cabeça e, hoje, só entra no nível difícil que, segundo ele, “virou fichinha”. O gamer também gosta do Just dance (JD), mas só joga quando o convidam. “A principal diferença entre os dois, para mim, são os modos de dificuldade. Enquanto o DC exige mais técnica, o JD é mais da galera”, disse o estudante, que já ficou em primeiro lugar no ranking mundial do Dance central, após dançar a música Better off alone, da cantora Alice DeeJay.

O irmão dele, Mário Oliveira, não fica para trás. Na música Stereo Love, de Edward Maya & Vika Jigulina, ele ficou em terceiro lugar na disputa mundial. Um ponto fraco do game, segundo Mário, é a quantidade de personagens e a falta do modo multiplayer. “Poderíamos brincar mais com a escolha dos bonecos e se mais pessoas pudessem jogar ao mesmo tempo, a interatividade seria bacana. Isso é possível no Just dance”. Sobre o game concorrente, o estudante diz que “lá, é tudo na brincadeira e diversão. Sem técnica. Não dá para aprender a dançar”.

 

Plateia
Enquanto os irmãos dançavam algumas músicas, as pessoas que passavam pelo local paravam para olhar e ficavam admirando a performance dos rapazes. Os comentários eram os mais diversos: “Nossa, dois grandalhões desses dançando isso” ou “Caramba, queria um jogo desse na minha casa e aprender a dançar assim”.

Para crianças e iniciantes no mundo das danças, o Just dance é o preferido, por ter coreografias mais fáceis e músicas descontraídas, como Call me maybe, da cantora Carly Rae Jepsen, ou Beauty and a beat, de Justin Bieber.

Para quem não está acostumado com os jogos que exigem movimento, é importante um aquecimento antes. "Jogos de dança são uma atividade física normal. Há vários benefícios, mas os cuidados são parecidos com os das demais atividades. O exagero leva a dores musculares ou contusões. O ideal é jogar de 40 a 50 minutos por dia e ir devagar, respeitar os limites do corpo", explica Keila Fontana, professora de educação física da Universidade de Brasília (UnB).

O estudante Matheus Carneiro, 18 anos, chamava a atenção não só pelos precisos movimentos, mas também por estar vestido com uma camisa e acessórios dos personagens do jogo. Matheus dança desde a segunda versão e afirma que o modo Dance mash-ups é uma das melhores inovações do título. “São várias músicas e dançarinos, todos juntos, para realizar uma coreografia nova.”

O estudante, que também joga Dance central, prefere a franquia da Ubisoft por ser “mais realístico e natural”. “Os passos da dança estão mais próximos da minha galera, do que a gente faz no dia a dia, não sou profissional. Só queremos nos divertir”, disse o rapaz.


"Os passos da dança estão mais próximos da minha galera, não sou profissional. Só queremos nos divertir”
Matheus Carneiro, jogador do game Just dance


Interação
Por meio do aplicativo SmartGlass do Xbox, os games de dança ficam ainda mais divertidos. O app cria uma interação inteligente entre o XBox 360 com um celular ou tablet. Assim, na tela da prancheta, você pode controlar os menus dos jogos, por exemplo, enquanto que os gráficos do game ganham mais espaço na TV. No caso do Dance Central 3, é possível criar playlists, mudar os níveis de dificuldade e ver quantas calorias foram queimadas no smartphone.


1º lugar
Posição conquistada por André Sousa no ranking mundial do Dance central com a música Better off Alone

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