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postado em 01/01/2013 12:32

Usuários deixam a rede social de Mark Zuckerberg em busca de mais tempo e qualidade nos relacionamentos da vida real. Irritação com a publicidade invasiva e a sensação de futilidade também são pontos que aumentam a insatisfação

» Shirley Pacelli

Publicação: 01/01/2013 04:00

 (Maurenilson Freire/CB/D.A Press) 

“A rede social estava me deixando antissocial.” Assim, Marcelo Alexsandro Silva, 30 anos, gerente de Projetos da Teknisa Software, resume o que o levou a cometer o “facebookcídio”. Depois de uma conversa séria em julho de 2012, ele e a esposa, Heloísa Cunha, universitária de 26 anos, decidiram sair da rede social, que reúne mais de 54 milhões de usuários no Brasil e 1 bilhão em todo o mundo.

Todos os dias, eles chegavam em casa e cada um se entretinha no próprio perfil no mundo virtual. Como o notebook era único, havia discussões para saber de quem era a vez de usar o aparelho: a disputa ocorria entre eles e a filha, de 6 anos, que queria ver desenho animado no YouTube. “Estava consumindo muito o meu tempo e eu deixava de viver em família”, esclareceu Silva.

O excesso de tempo passado no Facebook acabou afetando a relação marido-mulher, outro motivo para sair da rede. “Nós interpretávamos os comentários e as postagens feitos na página de um e de outro de maneira distorcida”, explica Marcelo. Se, agora, ele consegue dar mais atenção à filha e o relacionamento com a esposa melhorou, por outro lado se sente desatualizado das notícias dos amigos. E também deixou de interagir com as pessoas que não fazem parte do seu círculo social, como antigos colegas de classe ou moradores de outros países.

“Se marcarem uma reunião, a menos que alguém me ligue ou faça sinal de fumaça, eu não ficarei sabendo”, brinca. Apesar do esforço do casal, Heloísa conta que foi obrigada a voltar para a rede por causa da universidade. “Cheguei a ir para uma aula que havia sido cancelada, porque os professores avisaram só no grupo do site”, relembra. A experiência negativa, porém, serviu para ela aprender a dosar o acesso ao site.

Ressalva
Não dá para questionar a importância do Facebook como catalisador social e ferramenta de comunicação. Estão aí a Primavera Árabe, o Occupy Wall Street e a Marcha das Vadias. Os mais otimistas creem que a rede é o que você faz dela.

Por exemplo, quando discussões relevantes aparecem na página, a atualização automática deixa em evidência um convite tendencioso para curtir uma determinada marca, que foi clicada por algum amigo. Tentar organizar suas postagens para serem visualizadas de acordo com o interesse de cada grupo é tarefa árdua. Configurações de privacidade, então, desista... O Face rastreia até suas curtidas fora do site. Esses são só alguns dos motivos que têm feito os usuários saírem da rede.


"(A rede social) Estava consumindo muito o meu tempo e eu deixava de viver em família"
Marcelo Alexsandro Silva


"Cheguei a ir para uma aula que havia sido cancelada, porque os professores avisaram só no grupo do site"
Heloísa Cunha


"Nós interpretávamos os comentários e postagens feitos na página de um e de outro de maneira distorcida"
Marcelo Alexsandro Silva


Mais um incômodo
Para este ano, os usuários da rede social de Mark Zuckerberg devem ganhar mais um incômodo na linha do tempo. A empresa planeja incluir anúncios em vídeo de até 15 segundos, segundo o site especializado Ad Age. O pior é que essas propagandas vão rodar automaticamente — função conhecida como autoplay — e ainda está em discussão se terá a opção de desligar o áudio das peças publicitárias. Por enquanto, segundo o Ad Age, a novidade deve ficar restrita ao acesso por meio de desktops.
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