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Correio Braziliense

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Você é o que compartilha

Gafes virtuais podem prejudicar a vida pessoal. Antropóloga e autora de livro sobre etiqueta aponta comportamentos inadequados e dá dicas para não ser inconveniente no uso, principalmente, das redes sociais

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postado em 09/01/2013 08:00 / atualizado em 08/01/2013 12:21

Shirley Pacelli /

Nem só de erros gramaticais e da busca insana por amigos são feitas as gafes virtuais. Algumas envolvem punição mais séria por postagens impulsivas, que vão do envolvimento do nome da empresa em um perfil pessoal até a publicação de fotos de outros sem permissão. Quem atesta é Ligia Marques, antropóloga e consultora em etiqueta, marketing pessoal e mídias sociais.

No fim do ano passado, Ligia lançou, com Hegel Aguiar, o livro Etiqueta 3.0 — você "on-line" & "off-line", que reúne dicas para usar as mídias sociais de forma consciente. Ligia entende que gafes virtuais são caracterizadas por situações em que a imagem de quem posta fica seriamente prejudicada. A obra trata das bases da construção de um perfil em uma rede social. A autora procurou estabelecer um paralelo entre a etiqueta no mundo real e virtual.

Para Ligia, o perfil não é brincadeira, mas sim uma ferramenta que pode colaborar positivamente — ou negativamente — para a vida das pessoas na realidade. “Mostramos desde a importância de definir o objetivo central ao decidir participar dessa ou daquela rede social, como fazer a construção de uma página e perfil que consigam criar um engajamento fiel e crescente das outras pessoas”, descreve.

A autora explica que não há uma receita para evitar erros na rede, mas algumas dicas são úteis para que você não se precipite e poste algo inadequado que possa prejudicar alguém. “Nosso lema é: ‘Você é aquilo que compartilha’. Que imagem você está passando ao mundo por meio do que posta? É isso mesmo que gostaria?”, ressalta.

Exageros
Sobre a exposição da vida pessoal na rede, a consultora explica que não há uma regra definida. Vale o bom-senso para avaliar se não está sendo inconveniente. “Conteúdos do tipo ‘Adoro esmalte escuro’ (um dos exemplos verdadeiros do livro) mostram que a pessoa não tem nada melhor a dizer e deveria, portanto, evitar de postar naquele momento até ter algo relevante.”

E ser ativista de sofá, pode? “Ficar só na rede social e não fazer nada no mundo real pela causa é, no mínimo, estranho. Mas não vejo motivo para serem crucificados. Quem não estiver interessado no que é defendido deve apenas parar de segui-los ou tirá-los do círculo de amigos”, afirma.

Ser amigo do chefe na rede também é um grande dilema. A pessoa deve escolher suas amizades de acordo com o seu interesse e até mesmo conveniência momentânea. “Se o chefe pedir para ser adicionado não deveria haver motivos para recusar essa amizade, se o funcionário souber se portar na rede social. De qualquer forma, há como limitar um pouco o acesso às postagens por meio das configurações de privacidade”, esclarece.

Para a escritora, infelizmente, a maioria dos perfis em redes sociais representam só o que o indivíduo gostaria de ser e não o que é . “Pregamos a transparência nas redes sociais, mesmo porque as mentiras logo serão descobertas. Mas esse ainda é um longo caminho a ser trilhado”, afirma.


Etiqueta 3.0 — Você " on-line" & "off-line"
Reúne dicas para usar as mídias sociais de forma consciente. É composto por colagens de posts de várias redes sociais como forma de exemplificar os fatos comentados. Isso faz a leitura bastante leve e indicada para um público de todas as idades, inclusive adolescentes.
Editora Evora
184 páginas
Preço: R$ 32,90


Atenção

ANTES DE PUBLICAR, PENSE:

» O que estou postando pode prejudicar alguém?

» Gostaria que postassem isso a meu respeito?

» Qualquer pessoa poderia entrar na minha página agora sem que isso me causasse algum problema?

» Estou nervoso, irritado na hora de postar?

Fonte: Ligia Marques
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