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R$ 75 bilhões com educação

Famílias que têm filhos em idade escolar deverão desembolsar 5,6% a mais neste ano com matrículas, mensalidades e material escolar

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postado em 30/01/2013 08:00 / atualizado em 29/01/2013 12:47

Vera Batista

Quem tem filhos na escola deve preparar o bolso. Os gastos com educação tiveram alta de 5,6%, em relação ao ano passado. Pesquisa do Instituto Data Popular aponta que os brasileiros vão gastar R$ 75 bilhões com ensino em 2013. Dessas despesas, 81% (R$ 60,5 bilhões) serão destinadas a matrículas e mensalidades. As 19% restantes (R$ 14,5 bilhões) vão para material didático.

“A percepção de que o ensino público vem piorando, somada à priorização da educação, leva os pais a investirem o quanto podem na educação dos filhos”, explica Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular. A classe alta será responsável por 65% dos desembolsos com matrículas e mensalidades, seguida pela classe média (32%) e baixa (3%). Quanto aos materiais, a classe alta representa 49%, a média, 40%, e a baixa, 11%.

A programadora de sistema Fábia Eugênia Ferreira, 43 anos, levou um susto ao notar que a mensalidade do colégio do filho, Caio, 15, subiu 40%. O custo passou de R$ 560 para R$ 790. “Apertou bastante o orçamento, mas não tem jeito”, disse.

Chamou a atenção do analista de licitação Maurício Evangelista, 45, o valor do material escolar. “No ano passado gastei R$ 600 com a lista, agora foram quase R$ 1 mil. Ele é pai de Júlia, 7, aluna do primeiro ano do Ensino Fundamental. A mensalidade também aumentou de R$ 980 para R$ 1.180. “Pesa no orçamento, mas é inevitável”, disse.

Existem, entretanto, meios de economizar na aquisição de material. Dori Boucault, especialista em direito do consumidor, ensina que a escola não pode impor marca ou local onde se compra. “Isso ofende o princípio da liberdade de escolha”, explica. Se isso acontecer, a saída é procurar os órgãos de defesa do consumidor.

Boucault diz que é melhor pagar à vista ou em prestações. “Nunca use a parcela mínima do cartão de crédito. É suicídio financeiro”, enfatiza. Ele ensina: não compre todo o material no início do ano, quando o orçamento está comprometido com taxas e impostos, pesquise preço e não leve a criança junto. Prefira o comércio regular – evite os importados ou os de procedência duvidosa. E sempre peça a nota fiscal.
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