SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

Restauração para preservar as peças

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 20/02/2013 08:00 / atualizado em 19/02/2013 11:23


Alceu Massini mostra o aparelho de televisão restaurado: tarefa difícil (Arquivo Pessoal) 
Alceu Massini mostra o aparelho de televisão restaurado: tarefa difícil

A TV Johnson de 1966, restaurada por Alceu Massini, até brilha. Parece que acabou de sair da caixa. Restaurar é uma arte e uma tarefa que se revela tanto mais difícil quanto maior a falta de cuidado ao guardar o objeto. Grande parte deles é deixada em galpões, porões e outros locais infestados por insetos e roedores. “Essas pragas costumam impregnar suas marcas com danos irreparáveis à integridade dos aparelhos. Ataque de cupins, por exemplo, deteriora partes da madeira, provocando grandes prejuízos históricos e financeiros. Também os efeitos da urina de ratos e ovos de baratas exigem muito trabalho do eletrônico restaurador”, revela Marcos Antônio Romualdo, diretor da Eletrônica Romualdo, empresa paulista especializada na recuperação de equipamentos antigos.

O resultado de uma restauração eletrônica, segundo ele, é bastante pessoal e depende do tempo dedicado a cada peça ou ao equipamento. “São necessárias certas habilidades no manuseio de ferramentas e produtos químicos, como solventes, tintas e lacas, produtos fundamentais nesse tipo de atividade”, diz. Ao avaliar as condições de restauração de um modelo, o que ele primeiro observa é o estado do circuito. “Eletrônicos que passaram por técnicos com pouca capacitação, normalmente, estão com ligações e modificações grotescas nessa área. Nesses casos, é muito importante a utilização do esquema original do equipamento para restaurá-lo e recuperá-lo”, afirma.

O técnico aconselha a quem se interessar por um eletrônico a procurar, num primeiro momento, identificar possíveis defeitos que possam ser reparados, sem ligar o aparelho à rede elétrica. “Verificar as condições de segurança do cabo de tensão, testar as válvulas, verificar o estado dos capacitores eletrolíticos, a continuidade dos transformadores de força e de saída, do alto-falante, entre outros procedimentos, tudo isso é também importante.”

Apesar de todo esse cuidado com a parte eletrônica do equipamento, de acordo com Marcos Romualdo, o problema maior numa restauração está na carcaça. “O interior é mais fácil trabalhar, pois, é possível encontrar, com certa facilidade, peças e componentes utilizados nesses aparelhos. Mas quando se trata dos estragos ocorridos, por exemplo, na madeira, deixar tudo como era na forma original é bem complicado e mais caro. “Por isso, aconselho sempre a um comprador que observe primeiro a parte estética do eletrônico, pois o resto a gente resolve sem dificuldades”, afirma.
Tags:

publicidade

publicidade