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postado em 26/02/2013 13:26 / atualizado em 26/02/2013 14:01

Já pensou morar em casas inteligentes que detectam a queda de idosos? E consultar-se gratuitamente com médicos especialistas sem sair de casa? Ou tomar remédios que avisam aos parentes próximos quando foram tomados? Graças às inovações tecnológicas na área da saúde, tudo isso já é realidade. As conexões 3G, o uso da internet e os sensores que captam informações do corpo humano criaram possibilidades nunca antes imaginadas. O resultado é a aproximação e a troca de ideias entre médicos ao redor do mundo, acesso a informações de qualidade e redução de custo e tempo, sobretudo para pacientes.

Um estudo divulgado pela empresa Qualcomm, especializada em tecnologias móveis, mostra que o monitoramento a distância da saúde de pacientes com doenças crônicas pode representar uma economia de U$ 200 bilhões na Índia, na Rússia, na China e no Brasil, na área da saúde.

Um exemplo disso é o projeto desenvolvido na China pela empresa. O objetivo é que, em áreas remotas do país, pacientes com problemas no coração enviem dados, façam testes de eletrocardiograma e consultas sem sair de casa. As informações são colhidas por um sistema, que envia os dados, por meio da conexão 3G, a um centro de atendimento 24h, cujos especialistas fornecem uma resposta em tempo real.

No Brasil, além do projeto Telessaúde Brasil Redes, o ministro da Saúde Alexandre Padilha anunciou, no começo do mês, o investimento de R$ 20 milhões na implantação de um rede informatizada em ambientes de emergência e tratamento intensivo. A ideia é que trabalhadores de prontos-socorros, UTIs e Unidades de Pronto Atendimento 24h (UPA) conversem e tenham orientações de especialistas, a distância e em tempo real. Sucesso A aproximação entre os que sabem e os que precisam de ajuda também está presente em sites conceituados na internet. Fundado em 2005, o portal TeachAids, por exemplo, acumula prêmios e ajuda pessoas nas mais remotas regiões do mundo. O objetivo é fornecer educação de saúde baseada em pesquisas, em materiais didáticos apropriados e com excelência para quem mais precisa. A iniciativa está presente em mais de 70 países e conta com cerca de 250 parceiros de distribuição.

A fundadora, Piya Socar, PhD em ciência e tecnologia pela Universidade de Stanford, conta que a ideia do site veio quando ainda era estudante e percebeu que na Índia, uma zona de alta incidência da doença, a educação básica sobre o tema era ineficiente. “Em muitos casos os educadores, embora fossem experts em ensinar ciências e inglês, tinham vergonha de abordar o tema da Aids. Outros sentiam que não sabiam o suficiente. Ao juntar um time interdisciplinar, conseguimos reinventar a educação do HIV”, conta.

Só na Índia, foram distribuídos 25 mil cópias de material didático do site para escolas e ONGs. Em Botsuana, na África, o portal é tão popular que o dia 15 de junho tornou-se o “Dia do Teach Aids”. “Quando criamos o conteúdo, sabíamos que enfrentávamos um problema mundial, mas não antecipávamos tamanha resposta do mundo ”, afirma. “Acredito que um dos maiores desafios na saúde, hoje, é prover educação eficiente”, completa a Socar, cujo nome consta entre as 35 mulheres inovadoras abaixo de 35 anos na lista da MIT Technology Review. Cuidados Embora haja muitas informações valiosas na internet, algumas precisam ser vistas com precaução e, assim, evitar a automedicação e os diagnósticos equivocados. De acordo com uma pesquisa publicada pelo Instituto Ipsos MORI, 86% dos brasileiros com acesso à internet buscam orientações de remédios, condições médicas e de saúde na rede. O Brasil ficou apenas atrás da Rússia (96%), China (92%), Índia (90%) e México (89%).

“As pessoas que não são da área de saúde não entendem os termos técnicos e isso causa pânico desnecessário, só o médico pode dizer o grau de gravidade. Muitas também se automedicam com remédios que não estão registrados, compram pela internet e podem desenvolver problemas de saúde por causa disso”, alerta a pesquisadora do programa de pós-graduação em ciências tecnologia e saúde da Universidade de Brasília (UnB), Margô Gomes. A saúde na rede Nos Estados Unidos... 72% dos americanos que usam a internet disseram ter buscado informações sobre saúde na rede no ano passado. 77% deles afirmaram que a busca teve início em sites de procura, como Google, Yahoo e Bing. 60% dos americanos adultos disseram que rastreiam seu peso, dieta ou rotina de exercícios 33% dos americanos adultos rastreiam indicadores de saúde, como pressão, nível de aúcar no sangue e padrões de sono. 21% deles usam algum tipo de tecnologia para manter essas informações de saúde. ... e no Brasil 86% dos brasileiros com acesso à internet utilizam a rede para buscar orientações sobre saúde 68% que buscam on-line informações sobre medicamentos 45% procuram se informar sobre hospitais 41% querem conhecer na internet experiências de outros pacientes com o mesmo problema de saúde

Fontes: Pew Research Center e Ipsos MORI

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