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Informática

A ordem é baratear

Principal evento da indústria de celulares e tablets, o Mobile World Congress mostrou a intenção das fabricantes em colocar smartphones com preços acessíveis no mercado. Mais aparelhos com tecnologia 4G devem chegar ao Brasil em breve

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postado em 05/03/2013 18:00 / atualizado em 05/03/2013 12:30

Barcelona — No que depender das fabricantes de celulares, o smartphone vai ficar cada vez mais popular. No Mobile World Congress 2013 (MWC), que ocorre anualmente na Espanha, os aparelhos de baixo custo ganharam bastante espaço e foram estrelas de alguns estandes. Essa e outras tendências marcaram o principal evento da indústria dos dispositivos móveis, que terminou na semana passada.

Além dos celulares mais baratos, nos gigantescos pavilhões do centro de exposições Fira Gran Via, que reuniu cerca de 70 mil pessoas, os estandes mostravam outra vocação dos aparelhos: as grandes telas. Os foblets (smartphones + tablets) dominaram o topo de linha, com displays que chegam a gigantescas 7 polegadas — imagine-se fazendo uma chamada telefônica com um tablet no ouvido. No segmento, processadores de quatro núcleos e câmeras de 13 megapixels também se tornaram configurações padrão.

Mas por trás dos holofotes, o MWC foi um evento que pensou muito nos segmentos médios e até mesmo populares. Basta ter como exemplo o featurephone (o termo usado hoje para celulares sem acesso à internet) Nokia 105, com preço sugerido de apenas 15 euros (cerca de R$ 38). Na categoria dos smartphones, a faixa dos US$ 100 também era uma realidade, principalmente por conta do Firefox OS, desenvolvido pela Mozilla, para tornar esse tipo de dispositivo mais acessível a quem não tem condições de gastar muito dinheiro em um celular de ponta.

Alta velocidade
Uma questão recorrente em relação às tecnologias em alta é saber se as funcionalidades serão compatíveis com a rede de telefonia brasileira ou terão alguma utilidade. É o caso do 4G, que se encontra em fase de testes — mas já começou a ser disponibilizado em cidades como Recife — e que deve chegar a todas as sedes da Copa das Confederações em junho. A preocupação é se os aparelhos seguirão o caminho do iPhone 5, que não suporta a frequência de 2,5GHz, reservada para o 4G nacional.

Entretanto, a maioria dos aparelhos 4G anunciados suportam esse espectro, principalmente em faixas intermediárias e com caraterísticas que estão no gosto do brasileiro, como a função dois chips. Além disso, a feira também contou com lançamentos voltados para o mercado brasileiro, caso do Samsung Galaxy Express, que deve ser posicionado como telefone habilitado ao 4G, com um preço de R$ 1,5 mil, mais barato do que os integrantes do segmento, todos na faixa dos R$ 2 mil.

Os aparelhos que não têm suporte a 2,5GHz também têm chance de funcionar no Brasil, contanto que seja resolvido um impasse na telecomunicação nacional: a liberação da frequência de 700MHz. A faixa, atualmente, é ocupada pela televisão analógica. A demora para liberá-la no país leva o governo a considerar subsídios à conversão total ao sinal digital.

“Se eu quiser acelerar a digitalização, não posso falar para as pessoas que elas não podem mais ter TV analógica. É preciso haver medidas para que o consumidor compre. Ou damos o receptor ou o conversor, ou em alguns casos, até mesmo o aparelho. O governo vai ter que resolver, pois queremos usar a frequência da tevê hoje na banda larga”, afirmou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, em coletiva no MWC.

Outra funcionalidade que começa a pintar em smartphones de ponta no país é o Near Field Communication (NFC, ou comunicação de campo próximo, em tradução livre). A tecnologia pode ser utilizada, por exemplo, para pagamentos, com o mesmo nível de segurança de um cartão de crédito. “Acredito que de 12 a 18 meses essa função estará disponível”, estima Rodrigo Meirelles, chefe de mobile para a América Latina da Visa.

Recentemente, a companhia anunciou um acordo com a Samsung para a inclusão de aplicativos de pagamento integrados com NFC direto do celular. Segundo Meirelles, isso deve agilizar a implantação da tecnologia. “Antes, as transações eram baseadas no cartão SIM e também envolviam as operadoras de telefone na discussão. Com o NFC, cortamos um intermediário.”
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