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Cada vez mais inteligentes

De opções de baixo custo a smartphones tão potentes quanto computadores, a principal feira do mundo móvel esteve repleta de novidades. Saiba o que esperar dos lançamentos das empresas de tecnologia

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postado em 05/03/2013 12:27

Barcelona — Nos lotados corredores do Mobile World Congress, o tamanho dos aparelhos impressionou: uma miríade de telefones de cinco, seis e até sete polegadas, com processadores de quatro núcleos e câmeras de até 13 megapixels representaram o que havia de mais avançado na feira. O Informática testou os principais dispositivos dos gigantescos estandes de Fira Gran Via. Veja as impressões do que deve chegar às lojas este ano.

 (Samsung Electronics/AFP) 

Samsung
Com o Galaxy S IV reservado para um lançamento separado, em Nova York, no próximo dia 14, a Samsung guardou para Barcelona uma série de celulares e tablets de diferentes tamanhos e preços, mas com um elemento em comum: todos se inspiram na bem-sucedida combinação de hardware e de software do Galaxy S III. Isso fica claro no Galaxy Note 8.0, principal lançamento da companhia no MWC. O nome já entrega a tela de 8 polegadas (com resolução de 1.280 x 800), tamanho próximo de um iPad Mini e característico de um tablet. Entretanto, serve como telefone: ele se parece com um Galaxy Note II.

Além das curvas e das bordas arredondadas, o híbrido de tablet e smartphone pega emprestado do S III algumas funções, como a interface TouchWiz do Android 4.1 e a opção de mostrar dois aplicativos divididos na mesma tela. O aparelho tem processador quad-core 1.6GHz, 2GB de memória RAM e duas configurações de memória interna: 16GB e 32GB. O Galaxy Note 8.0 chega ao Brasil em abril, ainda sem preço definido, mas, de acordo com executivos da empresa, ele deve ficar na faixa de R$ 1,5 mil com 3G. Há ainda uma versão mais barata, mas sem valor divulgado, apenas com wi-fi.

Para o primeiro semestre, a Samsung também vai lançar um segundo aparelho com suporte ao 4G. Batizado de Galaxy Xpress, ele chega ao país no próximo mês, por R$ 1.599, e é alardeado como um dispositivo mais acessível entre o seleto grupo capaz de acessar a nova rede — Motorola Razr HD, Nokia Lumia 920 e Samsung Galaxy S III LTE, todos na faixa dos R$ 2 mil. Seguindo uma linha de design parecida com os outros modelos, ele tem tela Amoled 4,5 polegadas, câmera traseira de 5 megapixels e frontal de 1.3 megapixels, processador dual-core 1.2GHz e 8GB de memória interna, expansível com cartão Micro SD.

 (Samsung/Divulgação) 
Intermediários
Em segmentos intermediários, a fabricante anunciou, também para abril, o lançamento nacional do Galaxy Fame. Com as cores e  as curvas inspiradas no S III, o aparelho tem tela 3,5 polegadas HVGA, processador de 1GHz, 4GB de memória interna e duas câmeras (traseira, de 3.5 megapixels, e frontal, VGA). Além dele, deve chegar ao Brasil o Galaxy Young, um smartphone de baixo custo com processador de 1GHz, 768MB de memória RAM, tela de 3.27 polegadas, câmera de 3 megapixels e 4GB de armazenamento.

Com uma gama enorme de dispositivos móveis no mercado brasileiro, a fabricante coreana acredita que os novos aparelhos vão se diferenciar dos que são vendidos no Brasil e, assim, não canibalizam outros produtos. “O novo tablet vende essa aposta de que consumidores querem um aparelho grande, com uma experiência maior na tela”, explica o diretor de Produtos de Telecomunicações da Samsung Brasil, Roberto Soboll. Um raciocínio similar também separa o Galaxy Young do popular Galaxy Y. “O Y continua sendo o smartphone de entrada e o Young vem em um segundo nível, com câmera um pouco melhor e um pouco mais de processamento.”

Outro dispositivo que os coreanos devem levar ao Brasil, ainda sem data definida, é a central de mídia Homesync, que faz becape de conteúdo de celulares e de tablets ao mesmo tempo em que eles são salvos na nuvem. A ideia é ter uma cópia de segurança, caso o HD virtual sofra algum tipo de perda de dados por conta de ataques ou códigos maliciosos. O aparelho roda Android , tem 1TB de armazenamento e conexões USB 3.0, HDMI e NFC. Ele permite a sincronização de até oito usuários, cada um com seis dispositivos diferentes. Quem conectar o Homesync à televisão e tiver um celular ou tablet Galaxy poderá utilizá-los como controles remotos.

No segmento corporativo, os coreanos apresentaram o Knox, uma solução que divide perfis profissionais e pessoais no mesmo aparelho, assim como o Blackberry Z10, apresentado no Brasil no fim de fevereiro. Tal qual o aparelho da fabricante canadense, o serviço da Samsung, as aplicações e os dados corporativos ficam em um espaço protegido por encriptação.

 (HTC/Divulgação) 

HTC
A estrela dos taiwaneses no MWC foi o HTC One, possivelmente, o melhor smartphone da feira que não chegará às lojas brasileiras, já que a companhia encerrou suas atividades por aqui no ano passado. É uma pena, pois o celular é um dos melhores a usar o Android — seguindo, claro, a fama da fabricante de entregar aparelhos de ponta com boas modificações do sistema operacional móvel do Google.

Os taiwaneses também fugiram do padrão de áreas de trabalho do Android. Quem aparece para o usuário após o desbloqueio do aparelho é o BlinkFeed, que une feeds de notícia e atualizações de aplicativos em um esquema de ladrilhos similar ao do Windows Phone. Entretanto, essa área é móvel. Você pode decidir o que aparecerá na tela, mas as janelas sempre se atualizam com o aplicativo que tem informações mais recentes — se um amigo lhe marcar no Facebook, a janela do aplicativo imediatamente vai para o topo.

O One conta com display 4.7 polegadas IPS Full HD, com densidade de 468 pixels por polegada. Por dentro, processador Snapdragon 600 quad-core 1.7GHz, 2GB de memória RAM e duas opções de armazenamento: 32GB e 64GB (ambas com 25GB grátis no Dropbox). Há suporte a 3G e a 4G, além de NFC. Também chama a atenção a qualidade de som, com dois alto-falantes horizontais dispostos nas extremidades da face frontal do aparelho.

 (Huawei/Divulgação) 

Huawei
No estande gigante dos chineses, o que chamou a atenção foi o aparelho topo de linha Ascend P2, o principal produto da fabricante. Ele foi apresentado um dia antes do início da feira como o smartphone 4G mais rápido do mundo, cujo chip LTE permite taxas de velocidade de download de até 150Mbps — atualmente, os pacotes de banda larga mais vendidos têm 10Mbps. A princípio, o celular será lançado na Europa, com preço sugerido de 399 euros (R$ 1.035), e não há previsão de quando chegará ao Brasil. Apesar do tamanho, o dispositivo impressiona pela leveza e, auxiliado pelos potentes fones de ouvido das baias de exibição, pela qualidade do áudio.

Apesar do design sóbrio, a tela de 4.7 polegadas Full HD chama a atenção com cores vivas e boa nitidez. Caso o celular venha ao Brasil, o que deve causar um pouco de estranhamento ao consumidor é a interface Emotion UI, uma modificação do Android 4.1, que une a área de trabalho e o menu de aplicativos em uma tela só, além de permitir, de forma simples, mudanças mais profundas no plano de fundo e na aparência de janelas e ícones de aplicativos. Por dentro, o celular é movido por um poderoso processador quad-core de 1.5GHz, 1GB de memória RAM e 16GB de armazenamento interno. A câmera tem 13 megapixels, adequando-se ao padrão das lentes de aparelhos topo de linha mostrados na feira.

 (ZTE/Divulgação) 

ZTE
O estande da fabricante chinesa representou um dos casos mais curiosos do MWC. Entre enormes telas e displays com vários foblets potentes à mostra, quem chamou mais a atenção estava em uma bancada tímida, mas muito frequentada: o Open, o aparelhinho que roda Firefox OS e foi uma das grandes sensações da feira. O dispositivo é um dos primeiros a rodar o sistema aberto criado pela Mozilla e será vendido a US$ 100. A ideia é ser acessível, e, portanto, não tem especificações muito impressionantes: tela 3.5 polegadas HVGA TFT, 256MB de memória RAM, 512MB de armazenamento e câmera de 3.2 megapixels.

O que os chineses pretendiam ter como grande lançamento na feira, no entanto, é o foblet Grand Memo, anunciado poucos dias antes da abertura dos portões de Fira Gran Via. O aparelho tem tela HD TFT de 5.7 polegadas, processador Snapdragon 800 (o mais potente entre os chips lançados pela Qualcomm este ano), 1GB de memória RAM, 16GB de armazenamento, câmera de 13 megapixels e roda Android 4.1.

 (Nokia/Divulgação) 

Nokia
Uma semana depois de trazer ao Brasil os Lumias 620, 820 e 920 — os três primeiros smartphones da marca com Windows Phone 8 —, a fabricante completou o restante da família com mais dois aparelhos: o 720, que se situa em uma faixa intermediária, a ser lançado inicialmente na Ásia no primeiro semestre e, depois, levado para o restante do globo, com preço sugerido de 249 euros (cerca de R$ 645); e o 520, que funcionará como o aparelho de entrada da linha. Voltado para mercados emergentes, ele também chegará primeiro aos países asiáticos, com preço sugerido de 139 euros (R$ 360), e virá para a América Latina no segundo semestre.

Assim como seu irmão mais potente 920, o Lumia 720 aposta no potencial de fotografia. O aparelho tem câmera frontal de 1.3 megapixels e traseira de 6.7 megapixels com lente Carl Zeiss, que permite capturar imagens com boa qualidade mesmo em ambientes pouco iluminados. Seguindo o mesmo padrão colorido da linha — unificado para praticamente todos os celulares da empresa —, o 720 tem display WVGA LCD de 4.3 polegadas. Por dentro, as especificações incluem um processador Snapdragon dual-core tem 1GHz e memória RAM de 512MB, memória interna de 8GB (expansível até 64GB com cartão Micro SD) e suporte aos acessórios de carregamento wireless da bateria, outro chamariz da marca durante a feira.

O Lumia 520 é apresentado como o smartphone mais acessível da linha. A sensibilidade da tela é similar a dos aparelhos mais sofisticados, com display de 4 polegadas e resolução de 800 x 480 pixels, memória RAM de 512MB e interna de 8GB (também expansível até 64GB com cartão Micro SD). A câmera não é tão potente, com apenas 5 megapixels, mas o celular é equipado com os mesmos aplicativos de seus irmãos mais abonados, como o Cinemagraph (criação de pequenos vídeos), o Smart Shoot (corrige problemas em fotos de grupo, como os olhos fechados de alguém) e o Panorama (para fotos em ângulos maiores).

Se os Lumias eram apenas um indício de que a fabricante finlandesa busca oferecer aparelhos de baixo custo, a prova é o Nokia 105, um celular que chamou a atenção na feira pelo preço: míseros 15 euros (cerca de R$ 40). Pequeno, simples e colorido, ele apenas liga, envia mensagens de texto e tem rádio FM, sendo voltado inicialmente para mercados da África e da Ásia. Outra novidade da feira no segmento, o 301, segue a mesma filosofia com algumas melhorias, como conexão 3G, câmera de 3.2 megapixels, opção com suporte a dois cartões SIM, Facebook, Twitter e Whatsapp pré-instalados.

 (LG/Divulgação) 

LG
O principal aparelho no estande da fabricante foi o Optimus G Pro, apresentado ao mundo na semana anterior à feira. É o primeiro smartphone a vir equipado com o processador Snapdragon 600, que foi apresentado pela Qualcomm na Consumer Electronics Show (CES), principal feira de tecnologia do planeta, em janeiro. O chip tem quatro núcleos de 1.7GHz cada. Como o Optimus G original, o Pro também aproveita boa parte da herança deixada pelo Google, cuja parceria resultou no Nexus 4. As semelhanças se notam pelo acabamento do telefone, principalmente nos ladrilhos que adornam sua tampa de bateria.

As demais especificações mostram que ele segue as tendências de telas enormes do atual mercado de smartphones, assim como outras estrelas da feira: display IPS de 5.5 polegadas, 2GB de memória RAM e 32GB de memória interna (expansíveis por mais 32GB com cartão Micro SD) e sistema operacional Android 4.1. Há duas câmeras: frontal, de 2.1 megapixels; e traseira, de 13 megapixels com flash LED. Uma função nova do Optimus G permite que as duas sejam utilizadas ao mesmo tempo, com gravação de tela sobre tela.

A marca também trouxe sua linha atualizada de smartphones intermediários, batizada de L II. Os mais avançado é o L7 II, com processador Qualcomm 1GHz dual-core, 768MB de memória RAM, 4GB de memoria interna, câmera traseira de 8 megapixels e frontal VGA, tela IPS de 4.3 polegadas. Além desse, há o L5 II (4 polegadas, processador 1GHz de núcleo único, câmera de 5 megapixels) e o pequeno aparelho de baixo custo L3 II (3.2 polegadas, processador de 800MHz, câmera de 3.15 megapixels). Todos os três usam Android 4.1 e terão modelos com suporte a dois cartões SIM, funcionalidade bastante popular no Brasil.

No estande, também chamou a atenção uma tecnologia de transmissão de imagens wireless em ultra-alta definição (ou 4K), direto do celular. A demonstração rodava um mapa tridimensional, com gráficos similares ao do jogo Inifnity blade. A ação ocorria no telefone e era exibida simultaneamente na tela de uma TV.

 (Sony/Divulgação) 

Sony
Depois de ter apresentado vários smartphones na Consumer Electronics Show (CES), em janeiro, a tradicional fabricante de eletrônicos elegeu um tablet como grande destaque de seu estande: o Xperia Z. Com tela de 10.1 polegadas, 6,9mm de espessura, menos de 500 gramas, design chamativo e acabamento impecável, a prancheta da Sony pode, pela primeira vez, representar uma ameaça séria dos japoneses aos produtos dominantes da categoria, como o iPad 4ª geração da Apple e o Nexus 10, feito pela Samsung em parceria com o Google.

E a ideia da Sony foi justamente se diferenciar ao máximo da filosofia de design promovida por esses dois concorrentes. O Xperia Z tem faces chapadas e cantos retos, ao contrário das bordas arredondadas, que se tornaram praticamente um padrão da indústria nos últimos anos. As especificações são potentes: câmera traseira de 8.1 megapixels com HDR e frontal de 2 megapixels, processador Snapdragon S4 quad-core de 1.5GHz, 2GB de memória RAM e armazenamento de 16GB ou 32GB, expansível com Micro SD. O tablet também utiliza tecnologia Near Field Communication (NFC).

A fabricante modificou de forma significativa a interface do Android 4.1 instalado no aparelho. Mas as mudanças foram positivas: os aplicativos de exibição de imagens e vídeos, dispostos em um menu com ótima resolução, diferenciam bem a prancheta dos concorrentes. Assim como os smartphones apresentados pelos japoneses na CES, o Xperia Tablet Z é a prova d’água. Ele tem suporte às redes 3G e 4G — incluindo a faixa de frequência utilizada em território nacional. Segundo a empresa, o aparelho estará disponível globalmente no segundo trimestre.

 (Asus/Divulgação) 

Asus
As estrelas da fabricante taiwanesa no MWC 2013 foram dois aparelhos na fronteira entre o celular e o tablet. O primeiro, PadFone Infinity, é um telefone com tela de 5 polegadas que se conecta a uma carcaça de tablet, com display de 10.1 polegadas. Já o segundo, denominado FonePad, é um foblet (celular + tablet) cujo visor de 7 polegadas rivaliza em tamanho com a categoria de tablets pequenos, capitaneada pelo Nexus 7, do Google (mas fabricado pela própria Asus), e Kindle Fire, da Amazon.

Não é apenas no tamanho que o FonePad se assemelha ao aparelho do Google. A Asus parece ter utilizado todas as lições aprendidas com a gigante das buscas para criar esse foblet. O resultado é praticamente uma versão do Nexus 7, mas com a capacidade de fazer ligações telefônicas. A resolução é a mesma, com tela IPS de 1.280 x 800 pixels e duas câmeras: a traseira, de 3 megapixels, e a dianteira, de 1.2 megapixels. O que move o aparelho é o chip Atom Z2420 da Intel, que, segundo a Asus, promete baixo consumo de energia: quase 10h de duração em uso comum, 31 horas de ligações e 9,8 horas de vídeo em alta definição. Ele será lançado ainda este mês e será comercializado por US$ 249. Há previsão de chegada ao Brasil, mas ainda sem data definida.

Já o PadFone Infinity tem corpo de alumínio, com acabamento escovado, que suporta uma tela Full HD com resolução 1.920 x 1.080pixels, com 441 pixels por polegadas, uma densidade que, segundo a Asus, é melhor que o Retina Display, da Apple. Já a carcaça do tablet tem tela de 10.1 polegadas Full HD, com resolução de 1.920 x 1.200 pixels. O smartphone tem duas câmeras: traseira, de 13MP, e frontal, de 2MP, capazes de gravar em alta definição com 30 quadros por segundo. Todo o conjunto é movido pelo telefone, com processador Snapdragon 600 quad-core de 1.7GHz, 2GB de memória RAM e 64GB de memória flash e 50GB de memória no serviço de nuvem da empresa, o Asus Web Storage.

De acordo com a fabricante, a bateria do celular dura 19 horas em troca de mensagens via 3G, 6,5 horas de navegação, 9 horas de vídeo e 410 horas em stand by, com 3G ligado. A carcaça também tem bateria própria, que carrega o celular quando os dois estão conectados. Segundo a Asus, o tablet aumenta em até três horas a vida da bateria do celular. Entretanto, o conjunto, que será lançado mundialmente em abril, vem a um preço salgado: 999 euros (cerca de R$ 2.585). Não há previsão de chegada do aparelho ao Brasil.
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