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Ministro fala em seminário de avaliação de bolsistas no CNPq

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postado em 02/04/2013 13:23

Durante a abertura do Seminário de Avaliação dos Bolsistas de Produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antonio Raupp, destacou que a iniciativa deve colaborar com a disseminação da ciência no Brasil. O evento reúne, até a próxima sexta-feira (5), os pesquisadores responsáveis por avaliar a concessão da bolsa de Produtividade em Pesquisa (PQ), destinada aos pesquisadores que se destaquem entre seus pares na ciência brasileira.

“Nós queremos incrementar a qualidade da ciência brasileira. Nossa preocupação é com a demanda e modernização da sociedade”, ressaltou Raupp. “Temos áreas que obtiveram grandes avanços nos últimos anos, como agronegócios, petróleo e gás, aeronáutica, cosméticos, automação bancária. Precisamos disseminar esse desenvolvimento para outras áreas e este seminário pode contribuir para isso”, disse.

Na opinião do ministro é necessário conciliar a produção científica com os principais desafios brasileiros e estabelecer critérios que representem os parâmetros que mais interessam para a sociedade de forma responsável. “Para isso temos desafios, entre eles a sustentação econômica, ambiental e a inclusão social”, afirmou.

Raupp lembrou que já fez parte do comitê assessor do CNPq na área de matemática, nos anos 70, e apoia as mudanças recentemente implementadas pelo CNPq para a avaliação do mérito científico dos pesquisadores na concessão das bolsas. “O MCTI está olhando de perto essas mudanças, que apoiamos em prol do qualitativo”, disse. “Queremos que a ciência oriente o crescimento econômico e o desenvolvimento do país”, concluiu.

Mudanças - Entre as alterações mais relevantes proporcionadas pelo CNPq para a avaliação do benefício, está à exigência de maior qualificação do registro do pesquisador na Plataforma Lattes, que abriga informações sobre cerca de 2,8 milhões de pesquisadores brasileiros. O comitê julgador condiciona a aprovação dos projetos ao conteúdo da proposta enviada e ao currículo da produção científica anterior do candidato, disponibilizado na plataforma.

O presidente do CNPq, Glaucius Oliva, disse que as mudanças ocorreram com a finalidade de se criar instrumentos de avaliação que induzam chegar a uma ciência qualitativa mais profunda e impactante. “Hoje, existe um aprofundamento da dependência tecnológica para o crescimento. Este seminário foi organizado para proporcionar uma progressão de nível nas bolsas e ajudar a pensar sobre os desafios na empreitada nacional de ciência, tecnologia e inovação”, definiu.

Dentro das principais alterações do Curriculum Lattes elencadas pelo presidente, nas fases pré e pós concessão dos benefícios, estão a relevância dos projetos e das publicações correlacionadas ao tema sugerido, as patentes e registros já criados anteriormente pelo pesquisador, o nível de inovação das propostas e o detalhamento das etapas cumpridas. “Estamos em busca de contribuir de forma qualificada na empreitada nacional de ciência, tecnologia e inovação”, disse Glaucius.

Sobre a relação do aumento da produção científica ocorrida nos últimos anos que alocaram o Brasil na 13° posição com sua situação econômica onde é a sexta potência mundial, o presidente disse que há a necessidade de equivalência nos dois rankings. “Não produzir nada ou pouco é sempre ruim e publicar muito também não é necessariamente bom. Temos que encontrar um equilíbrio”.

Entre os gargalos citados pelo presidente para o avanço da ciência brasileira, estão: a qualificação, relevância e impacto dos projetos; a ampliação do nível de inovação e das patentes registradas; a atração de talentos para contribuir principalmente na qualificação da mão de obra nacional; a multidisciplinaridade das propostas apresentadas e a sustentabilidade agregada às iniciativas.

Também compuseram a mesa na abertura do seminário, o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC, Jorge Guimarães, e o presidente do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (CONFAP), Sérgio Gargioni.

 

Coordenação de Comunicação Social Fotos: Marcelo Gondim e Claudia Marins 

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