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Curso de especialização ajuda educador a vencer dificuldades

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postado em 16/05/2013 15:46 / atualizado em 16/05/2013 15:54

A poucos meses de concluir o curso de especialização em coordenação pedagógica, oferecido pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), a professora Nayra Gomes Santos, de 29 anos, diz que o curso foi essencial para a sua formação. Pedagoga formada há oito anos, ela integra uma equipe de 550 educadores baianos, de 104 municípios, que iniciaram a especialização em agosto de 2012 e a concluem em outubro deste ano.

Dos 12 temas que constituem o curso, Nayra se identificou muito com o eixo realidade escolar e trabalho pedagógico, que abordou de forma direta as dificuldades que ela enfrenta na sua atividade de coordenação. Concursada pela prefeitura de Itambé, cidade que fica a 566 quilômetros de Salvador, Nayra supervisiona a coordenação pedagógica de 16 escolas municipais do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. A rede do município tem ainda 22 unidades rurais e três distritais.

Para o projeto de conclusão do curso, a professora vai escolher a linha que diz respeito às carências das escolas que supervisiona. “O curso atende plenamente as necessidades do profissional que se dedica à coordenação pedagógica”, avalia Nayra.

O professor Gilvan dos Reis Quadros, que também faz a especialização na UFBA, destaca quatro dos 12 eixos do curso com repercussão imediata na sua prática: avaliação escolar, projeto político-pedagógico, políticas educacionais e análise do currículo da escola – distorção idade-série.

Formado em pedagogia, Gilvan é coordenador pedagógico de 550 estudantes das séries finais do ensino fundamental, na Escola Municipal Professora Dinorá Lemos da Silva, em Amargosa, cidade com 33,9 mil habitantes, no centro-sul baiano. Aos 38 anos, o professor ainda não escolheu o tema do projeto do final do curso, mas sua intenção é trabalhar uma área que resulte em algo concreto para ser executado na escola onde faz a coordenação.

Procura
De acordo com a coordenadora do curso de especialização em coordenação pedagógica da UFBA, Iracy Alves, a procura pelo curso é muito grande nas redes municipais. Em 2012, quando abriram as inscrições para a segunda edição, 270 cidades do estado pediram a formação, mas a instituição não podia atender a todos. O critério foi selecionar as redes com menores índices de desenvolvimento da educação básica (Ideb) e municípios não contemplados no curso de 2011.

Especialização a distância, o segundo curso, tem oito polos presenciais que abrangem, em média, 15 cidades vizinhas. Atuam nos polos, 24 tutores indicados pelas secretarias municipais e estadual de educação da Bahia, sob a coordenação de educadores e pesquisadores da universidade. Além de estudar os 12 eixos e participar de encontros presenciais, os cursistas precisam fazer um trabalho final e apresentá-lo a uma banca constituída pelo orientador do projeto, um representante da secretaria de educação do município onde o aluno atua e o tutor. Os concluintes recebem certificado de especialista em coordenação pedagógica, que é uma pós-graduação latu senso.

Rede
A Universidade Federal da Bahia é uma das 33 instituições federais de ensino superior que desenvolvem o programa Escola de Gestores do Ministério da Educação. O Escola de Gestores, programa de educação a distância, oferece dois cursos: especialização em gestão escolar, para diretores e vices, com 400 horas de duração; e especialização em coordenação pedagógica, com 405 horas, para coordenadores.

Dados da Coordenação de Gestão Escolar da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC mostram que o programa Escola de Gestores certificou, de 2007 a 2012, 10.272 diretores de escolas e vices; e de 2010 a 2012, 1.489 coordenadores pedagógicos. (Ionice Lorenzoni)
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