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Pernambucana de 27 anos é a nova presidente da UNE

Aluna de letras na USP e natural de Garanhuns (PE) é a 5ª mulher a presidir uma das mais antigas organizações estudantis do Brasil

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postado em 03/06/2013 10:49 / atualizado em 03/06/2013 13:54

Gustavo Aguiar

Fábio Bardella / Divulgação
A pernambucana Virgínia Barros, 27 anos, foi eleita a mais nova presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) pela chapa "Bloco da unidade para o Brasil avançar", com 69% dos votos válidos contabilizados durante o 53º Congresso da UNE, no domingo, em Goiânia.

Formada em direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ela atualmente é aluna do curso de letras na Universidade de São Paulo (USP), cidade onde hoje mora.

Ela é a quinta mulher a assumir o posto, em 75 anos de existência da instituição. Segundo a organização, o processo teve participação recorde, com representantes de 98% das instituições de ensino superior do país.

O Congresso da UNE que escolheu a nova diretoria da organização também definiu os rumos e posicionamentos da entidade para os próximos dois anos, no que diz respeito à conjuntura nacional, educação e organização do movimento estudantil. Foi convocada, na plenária final, uma Jornada de Lutas para os meses de junho, julho e agosto, com a pauta central da Educação brasileira.

Do tamanho do Brasil
Virgínia, ou Vic, como prefere ser chamada, representa sete milhões de estudantes universitários do Brasil, e assume o cargo que já foi ocupado por pessoas como Aldo Rebelo, atual ministro do esporte, José Serra, ex-governador de São Paulo, o senador Lindbergh Farias e o ex-ministro Orlando Silva.

Reivindicar. O significado dessa palavra Vic aprendeu quando estava no colégio primário em Garanhuns, no agreste pernambucano, onde uma professora resolveu explicar o que o novo vocábulo significava. O assunto inspirou a jovem aluna a escrever uma redação entitulada "Meu país Brasil", que acabou sendo incluída em uma publicação que reunia textos dos alunos da escola.

Vic deixou Garanhuns para conhecer a cidade grande aos 13 anos, passando a adolescência na capital pernambucana. Não participou do grêmio do colégio nem do movimento secundarista. A menina, que aprendeu desde cedo o sentido de reclamar pelos próprios direitos e assumir a responsabilidade por eles, cresceu e chegou ao posto de uma das maiores lideranças do movimento estudantil brasileiro.

Insatisfeita com a ideia de encerrar sua vida acadêmica e admtindo ter procurado o curso de direito para satisfazer as expectativas dos pais, a jovem mudou-se para São Paulo para explorar na graduação em letras a paixão pela literatura. Blogueira, sempre atenta à internet e às redes sociais, virou diretora de Comunicação da UNE e, no ano de 2012, se tornou um nome forte no movimento estudantil ao coordenar a Caravana UNE+10, iniciativa que percorreu universidades de todo o país para colher as propostas da juventude em relação ao futuro do Brasil.

Posicionamento político
Assumidadamente feminista e contrária ao conservadorismo na sociedade e na universidade, Vic espera ampliar na UNE os encontros de estudantes negros, de mulheres e que promovam a diversidade sexual. Filiada ao Partido Comunista do Brasil (PcdoB) e militante da União da Juventude Socialista (UJS), ela espera poder contribuir no avanço do debate sobre o uso de drogas no Brasil, e lutar contra o extermínio dos jovens negros e pobres, assim como pela democratização dos meios de comunicação do país.

No que diz respeito à relação com o governo federal, Vic promete mais pressão em favor dos assuntos ligados à categoria, destacando a reivindicação imediata de R$ 2,5 bilhões destinados ao Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) e cobrando do ministro da Educação Aloízio Mercadante medidas para solucionar os problemas causados pela expansão das universidades federais brasileiras.

Com informações da Assessoria de comunicação da UNE.

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