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Em convergência com os games

O seriado Defiance, exibido em canal pago, estabelece uma interação com os jogos numa trama de ficção científica

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postado em 17/06/2013 18:00 / atualizado em 17/06/2013 11:57


O elenco do seriado Defiance, que estreou em abril: a proposta é que personagens transitem entre a televisão e o mundo do videogame (SyFy/Divulgação) 
O elenco do seriado Defiance, que estreou em abril: a proposta é que personagens transitem entre a televisão e o mundo do videogame

Tela do jogo Defiance: produtores querem colocar nomes de jogadores de destaque na televisão (Trion Worlds/Divulgação) 
Tela do jogo Defiance: produtores querem colocar nomes de jogadores de destaque na televisão


À primeira vista, o seriado Defiance, que estreou em abril nos Estados Unidos e no Brasil pelo canal pago SyFy, parece mais um programa buscando um lugar ao sol na concorrida grade da televisão norte-americana. A série é uma ficção científica que mostra o mundo após uma invasão extraterrestre, em que humanos e alienígenas tentam conviver pacificamente. Por trás da trama, no entanto, a série investe pesado na convergência com outro meio popular nos EUA e no mundo: o dos videogames.

O programa, criado por Rockne S. O’Bannon (Farscape e Cult), foi lançado em conjunto com um MMO, produzido pela Trion Worlds. A história é narrada de forma integrada: o que acontece na televisão tem consequências no videogame e vice-versa, com personagens saltando de uma mídia para a outra e várias referências do jogo citadas pelos personagens durante cada um dos oito episódios exibidos este ano pelo SyFy.

Da telinha para o mundo virtual, a transição tem sido feita de forma simples. Por exemplo, os protagonistas, Jeb Nolan (Grant Bowler), e Irisa (Stephanie Leonidas) são vistos no início da série chegando a St. Louis — agora, chamada de Defiance —, cidade em que aliens e humanos convivem e onde se passa a trama do programa. Ambos vêm de São Francisco — o cenário do game —, após roubarem um mineral precioso em uma missão em que foram auxiliados pelos jogadores. Os roteiristas também trilharam o caminho inverso: a alienígena Rynn (Romy Weltman) foge do local do seriado e acaba indo parar no jogo.

Desafio
Entretanto, o principal desafio proposto pelo seriado-game está em trazer os personagens criados pelo computador para a televisão. Os responsáveis pela empreitada se dizem capazes de realizar a tarefa: em entrevista ao site norte-americano Kotaku, o designer do game, Nick Beliaeff, disse que os personagens da televisão falarão sobre os jogadores nos episódios. “Estamos com o projeto há quatro anos, e o nível de coordenação que temos é incrível. Está tudo planejado tão bem que conseguiremos tomar conta dessas contigências e executá-las em alto nível”, comenta.

Embora o roteiro do seriado tenha não tenha chamado a atenção da crítica norte-americana, a iniciativa tem tido certo sucesso em ambas as frentes. O seriado foi renovado para uma segunda temporada, que vai ao ar em 2014. Já o game, disponível para Xbox 360, PlayStation 3 e PC, teve 1 milhão de assinantes apenas no primeiro mês de funcionamento.

A interação entre televisão e games é uma das boas novidades do fenômeno das séries na cultura pop norte-americana, principalmente quando comparadas ao cinema. Enquanto Hollywood se limita a apreciar os jogos como um produto atrelado ao lançamento de um filme — e que, na maioria das vezes, é visto como um produto sem qualidade pelos fãs do entretenimento eletrônico —, a tevê têm tratado essa mídia com mais carinho. O maior exemplo é o jogo de Walking dead, produzido pela Telltale Games, que foi aclamado pela crítica e venceu em 2012 o Spike VGA Awards, uma das mais famosas premiações do meio.

Spielberg
A convergência entre as duas mídias também tem interessado os produtores de games. O expoente é a fabricante de consoles Microsoft. Uma das novidades apresentadas no anúncio de seu novo aparelho, o Xbox One, foi a criação de um seriado baseado em sua franquia mais famosa, o jogo de tiro Halo. A série será exibida pelo próprio console e conta com um nome de peso do showbiz norte-americano na produção: o diretor Steven Spielberg.

Para a empresa fundada por Bill Gates, o interesse passa também pela estratégia de negócio. O console quer ser a central de entretenimento da casa, unindo games, televisão a cabo e serviços on-line, como o Netflix. Outro projeto produzido pela companhia com um pé na televisão é o jogo Quantum break, previsto também para o lançamento do aparelho. Desenvolvido pelo estúdio finlandês Remedy, o game utilizará elementos de séries de televisão.

Rede de jogadores
MMO é a sigla para jogo on-line em massa para múltiplos jogadores, em tradução livre. Na prática, são games jogados por muitas pessoas ao mesmo tempo, em um mundo virtual compartilhado. Títulos como World of warcraft e Ragnarok estão entre alguns dos nomes mais conhecidos do gênero.

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Veja trailer do seriado e do jogo Defiance.
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