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Modelo de escola alemã é discutido na UnB

Profissionais da Alemanha estiveram na UnB para apresentar o modelo da escola Jenaplan

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postado em 17/06/2013 17:16 / atualizado em 17/06/2013 17:23

Agência UnB

Lidar com a heterogeneidade diante da desigualdade social é um desafio para a maioria das escolas públicas do mundo. Na Alemanha, a escola de Jenaplan tem um modelo que está dando certo. Com um total de 450 estudantes de três a 19 anos, a instituição de ensino de período integral também atende crianças com deficiência e segue a proposta pedagógica do professor e filósofo Peter Petersen. A iniciativa foi apresentada durante palestra nesta sexta-feira, (14), no Auditório Azul do Instituto de Química (IQ/UnB). O evento foi promovido pelo Núcleo de Estudos e Acompanhamento das Licenciaturas (NEAL/CEAM), com o apoio do Decanato de Ensino e Graduação (DEG).
Emília Silberstein/UnB Agência


Em Jenaplan, os estudantes são divididos em sete ciclos de aprendizagem. O jardim de infância atende crianças de três a seis anos. Depois desse período, os alunos vão para outra turma, onde ficam por três anos. “No início, você é a pessoa que aprende e no final, você é a mais velha e aprende a lidar com outras questões”, explicou Benjamin Bunk, professor assistente da Cátedra de Pedagogia Histórica e Pesquisa em Educação do Instituto de Educação e Cultura da Universidade de Jena.

O ciclo de três anos segue até o ensino médio profissionalizante, quando o aluno estaria com 16 anos de idade. No entanto, os ciclos seguem o ritmo do estudante: podem ser mais lentos, quando ele apresenta dificuldade de aprendizagem, ou mais rápidos. Ao final dos ciclos, os jovens prestarão o Abitur, um exame para entrarem na universidade. Se seguir normalmente os processos, ao prestar o exame, o jovem estará com 19 anos de idade. "Em geral, você tem mais pessoas nessa escola que fazem o Abitur do que na escola normal. Eles são ótimos”, revelou Benjamin, sobre a qualidade do modelo de Jenaplan.

Outra característica pedagógica marcante da escola é a implementação de projetos de aprendizagem. Os alunos se dividem para a construção de trabalhos que serão apresentados a um público. A iniciativa tem quatro fases: introdução, trabalho, apresentação e avaliação. É comum que esses projetos envolvam mais de um ciclo de aprendizagem.“O professor é um moderador que acompanha os processos de aprendizagem, não o dono da verdade”, relatou Benjamim.

A formadora de professores da Escola de Aperfeiçoamento de Profissionais de Educação (Eape/GDF), Deire Lucia de Oliveira, esteve na palestra e se encantou com o modelo da escola alemã. "A instituição recebe crianças de periferias sociais, de exclusões. E elas passam pelo exame e saem com a aprovação para a universidade”, falou. Deire também se entusiasmou com o modelo de roda de conversa que acontece às segundas-feiras em Jenaplan. "Os alunos conduzem discussões sobre temas sociais. Assim, eles se tornam observadores críticos”, disse a formadora. Deire pediu ao palestrante dados da apresentação para levar para discussão na Eape.
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