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Protestos tomam conta do País; estudantes invadem cúpulas do Congresso

Quatro marchas diferentes se reuniram na Esplanada dos Ministérios, todas convocadas por redes sociais.

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postado em 18/06/2013 10:11 / atualizado em 18/06/2013 10:16

Agência Câmara

Cerca de 5 mil manifestantes, a maioria formada de estudantes, tomaram nesta segunda-feira (17) o gramado e as cúpulas do Congresso Nacional. O protesto reuniu diversas manifestações convocadas pelas redes sociais com pautas diferentes.

A “marcha do vinagre”, por exemplo, criticou a violência policial. Já a marcha “Copa para quem” entoava palavras de ordem dizendo “Copa do Mundo, eu abro mão; quero dinheiro para saúde e educação". Havia ainda protestos contra a PEC 37, que limita o poder de investigação do Ministério Público.

A manifestação de Brasília fez parte de uma onda de protestos que invadiu as ruas do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Belo Horizonte, de Maceió, de Curitiba, de Fortaleza, de Belém, de Salvador, de Porto Alegre e de Vitória.

Reivindicações
Um dos organizadores da manifestação, o estudante da Universidade de Brasília (UnB) Franklin Rabelo de Melo explicou que a multidão de estudantes quis mostrar que está indignada com os rumos do País. “Isso aqui é uma confluência de várias indignações. A gente está aqui para demonstrar que a juventude brasileira não se calou”, disse.

De acordo com Wellington Fontenelle, organizador da marcha do vinagre, os estudantes querem mais segurança, educação e saúde para os brasileiros. “O povo brasileiro tem que deixar de ser inerte diante dos abusos do Estado”, disse.

Os manifestantes chegaram ao gramado do Congresso Nacional no início da tarde. Por volta de 18h30, houve um início de tumulto quando os estudantes invadiram o espelho d’água do Congresso e começaram a jogar água nos policiais, que revidaram com spray de pimenta. A invasão das cúpulas do Congresso ocorreu por volta de 19h30. Lá em cima, os manifestantes cantaram o Hino Nacional e penduraram bandeiras.
Houve palavras de ordem contra a Rede Globo, contra o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), contra o ex-presidente do Senado José Sarney e alguns cartazes diziam “ou para a roubalheira ou paramos o Brasil”.

Tensão

O clima voltou a ficar tenso a partir das 21 horas, quando os manifestantes quiseram invadir o prédio do Congresso por meio da chapelaria. Um martelo chegou a ser lançado contra um dos vidros do Senado. E, novamente, a polícia recorreu a spray de pimenta para levar os manifestantes a recuar de volta para o gramado. O protesto só se dispersou por volta de 23h30.

O presidente em exercício da Câmara, deputado Andre Vargas (PT-PR), elogiou a atuação da polícia durante o protesto. “Essas novas organizações por redes sociais são, por si só, espontâneas, anárquicas. Por isso, não seria possível a polícia dimensionar o tamanho do protesto”, disse.

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