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Polícia ouve vândalo

Um dos homens que comandaram o quebra-quebra no Palácio Itamaraty é detido e presta depoimento na 5ª DP. Ele já tem quatro passagens e cumpre prisão domiciliar

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postado em 24/06/2013 08:00 / atualizado em 23/06/2013 17:00

Kelly Almeida , Saulo Araújo

Breno Fortes
O responsável por atirar um coquetel molotov contra o Palácio Itamaraty, na noite da última quinta-feira, foi detido pela Polícia Civil do Distrito Federal. Cláudio Roberto Borges de Souza, 32 anos, estava em casa, em Taguatinga, quando agentes da corporação o reconheceram, na noite de sexta-feira. A identificação do vândalo foi possível depois que a polícia analisou imagens do momento do confronto. O fogo destruiu parte da entrada do prédio e só não se alastrou porque alguns PMs chegaram a tempo de controlar as chamas com extintores de incêndio.

Na residência do suspeito, a polícia encontrou as roupas que ele usava no dia do protesto: uma camiseta laranja e uma bermuda estampada. Como não houve flagrante do ato, Cláudio Roberto foi intimado a comparecer na 5ª Delegacia de Polícia (Setor Central) e acabou liberado. Responderá ao processo em liberdade. Em depoimento, o homem garantiu estar arrependido e diz ter agido sozinho.De acordo com os investigadores,  essa pode ser uma estratégia para se livrar da acusação de formação de quadrilha.

Como o ato de vandalismo praticado por Cláudio Ribeiro se deu contra o Itamaraty, o inquérito será encaminhado à Polícia Federal. O diretor-geral da Polícia Civil, Jorge Xavier, revelou que o suspeito está em prisão domiciliar. Ele tem passagens por furto, lesão corporal, injúria, ameaça e invasão de domicílio. “Na multidão, eles são leões, mas, quando chegam aqui, mostram-se arrependidos”, analisa Xavier.

Outros seis homens suspeitos de depredarem vários prédios públicos da Esplanada dos Ministérios já foram identificados e também devem ser chamados a prestar esclarecimentos nos próximos dias. Eles responderão pelo crime de dano ao patrimônio. Se ficar comprovado que se reuniram para promover a desordem, podem ser indiciados ainda por formação de quadrilha. A pena chega a três anos de cadeia. Jorge Xavier enfatiza ser fundamental a participação da sociedade para identificar e chegar aos nomes de outros arruaceiros.

Fogo
A marcha Acorda, Brasília! começou às 15h30, em frente ao Museu da República na última quinta-feira. Cerca de 35 mil pessoas participaram do ato. O protesto seguiu pacífico até as 20h30, quando um grupo de mascarados começou a atirar rojões na direção de militares que protegiam o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto. A tropa reagiu com spray de pimenta e bombas de gás lacrimogênio.

Cientes das dificuldades de romper a barreira policial, os baderneiros seguiram para o Palácio Itamaraty, que estava com segurança fragilizada. Apenas um soldado da Marinha vigiava o edifício. Cerca de 200 jovens forçaram a invasão e quebraram 60 vidraças. O prejuízo é estimado em, pelo menos, R$ 112 mil.

A Polícia Civil investiga se membros de uma torcida organizada do Brasiliense têm relação com o vandalismo. Ao menos 30 jovens trajando emblemas do time  foram vistos infiltrados entre os manifestantes. Agentes analisam as imagens para saber se eles, de fato, participaram do ato.

"Na multidão, eles são leões, mas, quando chegam aqui, mostram-se arrependidos"
Jorge Xavier, diretor-geral da Polícia Civil do Distrito Federal


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Quem tiver qualquer informação sobre vândalos que participaram do quebra-quebra na Esplanada na última quinta-feira pode comunicar a polícia pelo telefone 197 ou encaminhar fotos e vídeos ao e-mail denuncia197@pcdf.df.gov.br.
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