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Cada vez maiores

As principais linhas de smartphones têm aumentado, em média, 50% em tamanho nos últimos quatro anos. Para executivos , isso é reflexo da vontade do consumidor e do avanço da tecnologia, além da enxurrada de informações diárias que aparecem nas telas

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postado em 02/07/2013 18:00 / atualizado em 02/07/2013 12:26


Vinícius Veloso escolheu um Galaxy Note, que tem 5,29 polegadas: melhor resolução (Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press - 31/5/13 ) 
Vinícius Veloso escolheu um Galaxy Note, que tem 5,29 polegadas: melhor resolução

    
O primeiro Galaxy, da Samsung, lançado em 2010, tinha tela de 3.2 polegadas. A propaganda, na época, era de que cabia em qualquer bolso. Três anos depois, o dispositivo mais recente da linha cresceu bastante. O Galaxy S4 tem display de 5 polegadas — um aumento de 56,25%. O que ocorre com a empresa coreana é tendência no mercado: entre as principais fabricantes de smartphones, o crescimento dos visores têm ultrapassado, em média, os 50% nos últimos quatro anos.

A porcentagem vale também para os aparelhos Xperia, da Sony. Já a LG apresentou o maior crescimento: nos últimos quatro anos, as telas aumentaram 83,3% (veja quadro). Esse fenômeno tem duas explicações. A primeira está relacionada com a mudança de comportamento do consumidor. “Com a popularização do acesso móvel à internet, o uso de aplicativos e as outras atividades relacionadas à navegação móvel, as pessoas têm sentido a necessidade de ter displays maiores para acompanhar esse movimento. Antes, o que determinava o conforto e a usabilidade era o tamanho do dispositivo. Agora, é o da tela”, explica Bárbara Toscano, gerente-geral de marketing de celulares da LG.

Outra explicação se dá na própria evolução da tecnologia dos smartphones, que têm processadores velozes e sistemas funcionais. “Cada vez mais informações estão disponíveis para o usuário e, com isso, faz-se necessária uma área de visualização melhor. Nem sempre é possível colocar tantos dados em um display de tamanho reduzido”, aponta Amauri Sousa, gerente de produto da Motorola Mobility.

Sousa também indica que os celulares não cresceram apenas em tela mas também em toda a evolução das tecnologias envolvidas na construção. “Elas estão cada vez mais nítidas, com brilho menor, e precisam consumir menos energia — não adianta ter um display grande e uma bateria pequena. A resolução também é importante na hora de escolher o aparelho.”

O tamanho de tela ideal, como sempre, fica a cargo de quem vai comprar. “Os displays devem atender as necessidades dos consumidores que, no mercado brasileiro, ainda buscam por diferentes tipos de aparelhos. Há quem prefira celulares monoboloco. Outros optam por ter um teclado qwerty. Também há aqueles que preferem aparelhos com tela sensível ao toque, que apresentam maior evolução na tela”, diz Vinícius Costa, gerente sênior de produtos da Nokia.

Uso
No ano passado, o funcionário público Vinícius Veloso, 28 anos, trocou um celular com tela de 2.8 polegadas por um Galaxy Note (de 5,29 polegadas) e, hoje, não se imagina com dispositivo com uma display menor do que esse. “No dia a dia, só tenho elogios. Antigamente não gostava, até brincava que esses aparelhos pareciam um tablet, mas meu pai comprou um celular desses e, no primeiro dia, testei e me apaixonei”, confessa.

Para ele, o display ideal está em torno de 5 polegadas. Além do Note, ele também utiliza um feature phone (como são chamados os celulares que não são smartphones atualmente). Apesar de gostar mais de aparelhos com telas grandes e nem ter problema em carregá-lo no bolso, ele não o leva em alguns tipos de eventos. “Fui ao jogo Santos x Flamengo aqui em Brasília (no fim de maio) e preferi não levá-lo. Usei meu outro celular.”

Uma das empresas que ajudou a firmar essa tendência no mercado, a Samsung, trouxe os foblets (intermediário entre smartphone e tablets), como o Galaxy Note. O Informática procurou a companhia sul-coreana para ouvir o motivo do aumento das telas, mas não obteve resposta até o fechamento da edição.

A Apple, por sua vez, aderiu de forma discreta a essa tendência. Até mesmo Steve Wozniak, que cofundou a empresa com Steve Jobs (mas está há décadas longe dela), acredita que o iPhone se beneficiaria com algumas polegadas a mais. “Uma mudança que gostaria de fazer na empresa é produzir telefones com telas maiores. Não gosto de ver uma vitrine com vários dispositivos com displays grandes, e o menor é o da Apple”, contou Woz ao Correio quando esteve em Brasília, em maio.
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