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Mudança no Santo Antônio

Parceria firmada com rede de Curitiba leva a alterações no ensino de uma das mais antigas escolas de Brasília. A instituição garante que não foi vendida, mas vai adotar nova linha pedagógica a partir de 2014

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postado em 04/07/2013 12:00 / atualizado em 04/07/2013 12:27

Manoela Alcântara

Ronaldo de Oliveira
Um convênio estabelecido com o Grupo Bom Jesus, de Curitiba, vai trazer novos rumos para uma das mais antigas escolas de Brasília, em atividade há 52 anos e que formou a primeira geração de candangos. A partir do ano que vem, a Escola Paroquial Santo Antônio, localizada na 911 Sul, com atuação na educação infantil e no ensino fundamental, vai expandir o alcance para o ensino médio. Entre as medidas adotadas com a parceria pedagógica, estão a mudança do material didático, o aperfeiçoamento no estudo de línguas e o nome do local. A partir de 2014, a instituição passará a se chamar Colégio Santo Antônio.

As construções para ampliar a unidade e receber os novos alunos, que se somarão aos 2 mil existentes, estão a todo vapor. No começo, será oferecido o 1º ano do ensino médio e, até 2016, o ensino básico completo. Toda a assessoria pedagógica será realizada pela empresa paranaense.

Apesar da mudança, o colégio brasiliense continua a pertencer à Rede Educacional Franciscana (REF), com sede em Anápolis (GO). “O patrimônio e a contratação de pessoal são feitos pela nossa rede. A escola não foi vendida. Nós agregamos valores, nos unindo com as escolas católicas para fortalecer a qualidade do ensino”, explicou o coordenador da REF, Frei Flávio Noleto.

Para ele, a parceria impede que o Santo Antônio trace um destino indesejado, como ocorre com outras escolas católicas. “Cerca de 4% delas fecham a cada ano. Hoje, tudo funciona em um sistema de redes e é isso que estamos fazendo”, destacou Noleto. Segundo ele, os pais dos alunos aprovam as mudanças. “Fizemos uma reunião, e eles disseram que se sentem atendidos e satisfeitos”, garante.

Arquivo Pessoal
É o caso da pedagoga Fernanda Simões, de 39 anos. A filha Luma, de 7, está no 2º ano do ensino fundamental, e a mudança significa a possibilidade de a menina continuar na instituição. “Muitas pessoas tiravam os filhos no 5 º ano para matriculá-los em uma escola que tivesse continuidade, com bons resultados no Enem e no PAS. Agora, o Santo Antônio terá isso”, afirma.

Após participar de uma reunião na semana passada, Juliana Prevelato, de 42 anos, mãe de um aluno do 5º ano, também ficou satisfeita com a proposta. “As aulas de inglês e de espanhol serão preparatórias para os testes da University of Cambridge e do Instituto Cervantes. Achei muito interessante, porque o Santo Antônio estava muito tradicional”, destacou Juliana.

O estudante de economia da Universidade de Brasília (UnB) Pedro Rocha, de 23 anos, gostou de ver a escola na qual concluiu o ensino fundamental crescer. “Foi muito bom estudar lá. Hoje, percebo o quanto eles se pautaram com a formação da pessoa e do caráter”, lembrou. (Colaborou Camila Costa)

Autorização

A instituição enviou um requerimento à Secretaria de Educação do DF para a solicitação da mudança de nome. O documento solicita ainda a autorização para a oferta de ensino médio. O Santo Antônio pertence à Rede Educacional Franciscana, hoje com seis escolas na Região Centro-Oeste. O Grupo Bom Jesus, novo conveniado, tem 117 anos de existência como escola e 10 como rede. São 30 unidades espalhadas por todo o país, com 30 mil alunos diretos e indiretos.

Escola para ciganos

Até o fim de outubro, 40 moradores do acampamento cigano do Núcleo Rural Córrego do Arrozal devem estar alfabetizados. Ontem, durante a inauguração da Tenda Escola, representantes da comunidade apresentaram músicas e danças típicas. “Vai ser muito bom para a nossa gente. Estudei em outro colégio, era difícil ir para a escola e ficar na sala com crianças de 6 e 7 anos. Sofri preconceito por causa do dente de ouro e das roupas, acho que agora vai ser melhor”, comemorou Elivelton Alves, de 15 anos. Para a professora Cléia Vieira, de 39 anos, a experiência é bem positiva. “É uma troca de cultura. Vale a pena por isso, para ver essa leitura de mundo tão diferente da minha”, descreveu. O projeto, liderado pelas secretarias de Promoção da Igualdade Racial e da Educação, está dentro da meta de ensinar, no DF, 10 mil adultos e adolescentes a ler e escrever em 2014. (Clara Campoli)
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