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DIREITO DO CONSUMIDOR »

Cuidado com as colônias de férias

Durante o recesso escolar, encontrar espaços de diversão para os filhos exige atenção redobrada dos país, a fim de evitar dores de cabeça. Antes de qualquer decisão, pesquisar e consultar amigos são boas providências

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postado em 15/07/2013 18:00 / atualizado em 15/07/2013 11:10

Larissa Garcia

Gustavo Moreno
Neste mês, as crianças tiram folga do colégio e muitos pais optam por deixar seus filhos em colônias de férias. Para evitar que a diversão vire pesadelo, entretanto, o responsável deve tomar uma série de cuidados antes de escolher a instituição. É necessário checar das instalações às condições de pagamento antes de fechar negócio. Além disso, firmar acordo verbal não é uma boa ideia. O consumidor deve exigir um contrato por escrito.

“A gente sempre orienta o interessado a fazer uma pesquisa de preços e de atividades oferecidas, para não sair em desvantagem. É importante verificar se as oficinas oferecidas são adequadas para a idade da criança e também se encaixam no perfil do pequeno”, aconselha Fátima Lemos, assessora técnica da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo (Procon-SP). Para ela, a melhor maneira de escolher bem uma colônia de férias é por indicação. “Perguntar a amigos e mães de colegas da escola é uma forma de saber mais sobre o lugar. Além disso, a internet é uma boa ferramenta para pesquisar se muitas pessoas já reclamaram do estabelecimento”, completa.

Fátima ressalta também que, antes de deixar o filho, os pais devem checar pessoalmente o local. “Não custa nada tirar um dia para analisar se tudo está de acordo com o esperado: o cardápio, as atividades e as instalações, além do número de monitores e se eles são especializados.” No fim do serviço, a especialista ressalta a importância de observar se as cláusulas contratuais foram cumpridas. “O ideal é observar a data de entrada e saída e o prazo do pacote para evitar cobranças indevidas.

Caso se sinta lesado, o consumidor deve procurar órgãos de defesa do consumidor com todas as provas possíveis para comprovar o dano. “Em situações mais graves, é possível até recorrer à Justiça para reivindicar danos morais — situações em que ocorrem maus tratos ou descumprimento de acordo — ou materiais — quando o consumidor é lesado financeiramente devido à cobrança de alguma taxa abusiva. Quanto mais testemunhas e provas, como fotos e contrato, maior chance de a reclamação ser fundamentada”, esclarece o advogado especialista em direito do consumidor e fornecedor Dori Boucault.

Prevenção
Para o especialista, entretanto, prevenir é a melhor opção. “Precaver-se nunca é demais, principalmente quando se tratam de crianças. É essencial também conversar com os filhos, eles são as melhores pessoas para contar realmente o que ocorre enquanto os pais não estão por perto. Na hora de assinar o contrato também é preciso ter atenção. Não é porque está descrito em um papel que é certo, existem muitas cláusulas abusivas”, salienta Boucault.

Os filhos da servidora pública Mônica Nunes, 40 anos, moradora do Sudoeste, não abrem mão da colônia de férias no meio do ano. “Esse já é o terceiro ano que deixo André, 7 anos, e Tiago, 4, em atividades no recesso. Eles adoram. Quando tiram folga do colégio já perguntam que dia começa”, lembra. Antes de escolher o local, ela analisa recomendações de amigas. “Já deixei em vários e nunca tive problemas, mas conheço muitas que já tiveram, principalmente em relação à alimentação e à programação”, afirma.

Para verificar se tudo vai bem, ela conversa com os pequenos. “Sempre procuro saber o que eles fizeram no dia, fico preocupada. Ainda assim, acho muito importante esse momento, porque nunca consigo tirar férias com eles e também ajuda na socialização com outras crianças. Os dois ficam muito felizes e é isso que importa”, revela.

O analista de sistemas Mousar Amaral, 51 anos, morador do Grande Colorado, deixa a filha, Maria Eduarda, 4, pela primeira vez em colônia de férias, mas já aprova. “Antes de trazer eu visitei as instalações e verifiquei se atendiam as minhas exigências, principalmente em relação à segurança. Procurei saber também se o lanche é saudável e sobre a quantidade de monitores”, recorda. Ele, entretanto, não descarta a possibilidade de incidentes. “Somos cautelosos, mas crianças brincam, correm e às vezes se machucam, não tem jeito”, admite.

 

“Antes de trazer, eu visitei as instalações e verifiquei se atendiam as minhas exigências, principalmente em relação à segurança”

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