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Pacote médico esbarra na falta de dinheiro e estrutura

Especialistas ouvidos pelo Correio criticam a falta de diálogo com as entidades de classe

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postado em 15/07/2013 11:40 / atualizado em 15/07/2013 11:41

Julia Chaib , Étore Medeiros

As medidas do Programa Mais Médicos, anunciadas pela presidente Dilma Rousseff no início da semana passada, demonstram a preocupação do governo em dar respostas às manifestações populares que cobraram, entre outras reivindicações, a melhoria da saúde pública. A proposta, no entanto, deixou mais interrogações do que respostas em, pelo menos, dois aspectos fundamentais do sistema: infraestrutura e financiamento.

Professores, estudantes e especialistas ouvidos pelo Correio divergem, principalmente, sobre a viabilidade do segundo ciclo na formação dos médicos e a proposta de “importar” estrangeiros. Porém, são unânimes ao afirmar que, sem remédios, instalações e equipamentos básicos o atendimento será sempre precário.

Atualmente, a saúde recebe cerca de 6% do Orçamento da União, de acordo com o diretor do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEB), José Noronha. Em países como a Inglaterra, cujo modelo serviu de base para algumas das medidas do programa, essa taxa é superior a 8%, segundo o cientista. Lá, os médicos, quando se formam, prestam serviços para o sistema público de saúde.
 

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