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Correio Braziliense

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À mesa com o papa

Brasiliense é um dos 12 jovens de todo o mundo a participar de um almoço com o pontífice no Rio de Janeiro. Analista de sistemas, ele gostaria de pedir orientação sobre a melhor forma de interagir nas redes sociais

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postado em 17/07/2013 18:00 / atualizado em 17/07/2013 12:06

Luiz Calcagno

Gustavo Moreno
A conversão ao catolicismo, em 2008, colocou o analista de sistemas Vinícius Andrade, de 27 anos, em uma rota de encontro com o sumo pontífice da Igreja Católica. O trabalho e a dedicação dele à instituição religiosa serviram para, em 26 de julho, reuni-lo com o papa Francisco, ao lado de outros 11 jovens de várias partes do mundo.

Sem vaidade, ele acredita que a rotina na Igreja e os trabalhos voluntários são tão importantes quanto o almoço. “Minha graça maior é ser católico, participar desse movimento e entregar minha vida a Deus. Isso é o mais importante. Sem isso, não existiria esse encontro. Quero ouvir o que o papa tem a dizer. E, se puder perguntar algo, gostaria de saber mais sobre como os jovens devem se portar nas redes sociais. É uma ferramenta nova e ainda temos o que aprender”, antecipou.

O almoço no Palácio São Joaquim fará parte da programação da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), de 23 a 28 de julho, no Rio de Janeiro. Para o evento, ele levará homenagens e cartas de amigos em uma caixa de presente, perguntas e muita vontade de ouvir a palavra do santo padre. Ontem, na Catedral Metropolitana de Brasília, Vinícius recordou os cinco anos desde que ele entrou para a Igreja e reconhece a importância do convite. Ele se lembra de ter recebido a ligação de um dos coordenadores da Jornada Mundial, enquanto estava no trabalho, avisando que ele fora um dos escolhidos para almoçar com o papa.

A caminhada individual no catolicismo começou na Semana Santa de 2008. Ele conta que acreditava em Deus, mas não tinha religião. Convidado por um amigo para um trabalho missionário, emocionou-se com a fé de outros participantes. “Coincidentemente, visitamos famílias que tinham muita fé no cristianismo, e isso me comoveu”, explica. “Eu era batizado, mas não frequentava. Em maio, me uni ao movimento jovem da Igreja Nossa Senhora de Guadalupe, na 312 Sul, e comecei a me voluntariar para trabalhos de evangelização”, alegra-se.

Por conta da integração com o movimento jovem, em 2010, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) o convidou para trabalhar como voluntário no site da Comissão para a Juventude da CNBB, o www.jovensconetados.org.br. O portal serve para unir, virtualmente, movimentos jovens de paróquias de todo o Brasil. “Nesse ponto, me envolvi com os trabalhos da juventude nacionalmente”, acrescenta. A trajetória dele começava a rumar para o encontro com o papa.

Pelo menos até o dia 26, quando se encontrará com o pontífice, Vinícius leva, como um dos momentos mais emocionantes de sua vida católica, uma pensamento que teve durante o encontro mundial em 2011, em Madri, com a presença de Bento XVI. No evento, o brasiliense ficou a alguns metros de distância da autoridade religiosa e ouviu quando o papa anunciou que a próxima jornada seria no Brasil. “Naquela viagem, tive a certeza do que eu estava fazendo. Passei a ver o papa muito mais pelo que ele representa e senti que estava no lugar certo. Pude ver a Igreja como um todo”, recorda.

O coordenador do setor de Juventude da Arquidiocese de Brasília, padre João Firmino Galvão Neto, acrescenta que a JMJ é uma oportunidade de reunir a juventude de todo o mundo em um único local e “fazer crescer neles o espírito da vivência do evangelho”. Para ele, o mais importante vem depois, quando os que estiveram presente passam para os amigos em suas paróquias o que viveram e aprenderam. O mesmo vale para o almoço especial. “O encontro com o papa permite que eles (os convidados) transmitam, depois, a outros jovens, uma experiência de vivência e de fé. O santo padre se interessa pelo que os jovens têm a dizer”, afirma.

A expectativa é de que cerca de 7 mil pessoas do Distrito Federal passem pela Jornada Mundial no Rio de Janeiro entre 23 e 28 de julho. Pelo menos 600 jovens trabalharão como voluntários. “Após a jornada, faremos um trabalho em todo o Brasil para levar as experiências colhidas na JMJ. Os ensinamentos, as experiências serão multiplicados. O primeiro ganho é a nossa experiência de fé junto a outros povos. Isso fará com que a juventude se torne mais animada a vivenciar a própria fé, com exemplo de outros” conclui o padre.

Inscrições
Os interessados em participar da Jornada Mundial da Juventude 2013, no Rio de Janeiro, de 23 a 28 de julho, ainda podem se inscrever. São sete modalidades de cadastro, com preços que variam de R$ 106 a R$ 608. Mais informações na página oficial do evento, o site www.rio2013.com.
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