Papai e mamãe com açúcar

Na próxima sexta-feira é comemorado o Dia dos avós, escolhido por ser o dia de Santa Ana e de São Joaquim, os avós de Jesus Cristo. Para homenageá-los, o Super! traz cinco belas histórias de vovôs e vovós que ensinam muito os netos

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postado em 25/07/2013 11:07

Minha avó é escritora…

 (Viola Junior/CB/D.A Press) 

Quarto, sala, corredor... A casa da escritora Margarida Patriota, 65 anos, é repleta de livros. Nessas férias de julho, o ambiente também está cheio de crianças! Os irmãos Lucas, 14 anos, e Daniel, 6 , e as irmãs Fernanda, 13, e Nicole, 2, estão aproveitando a folga para visitar a vovó. Os meninos moram em Florianópolis, e as meninas, na cidade canadense de Belleville.

Inspirada nas mudanças em sua rotina causadas pela chegada dos netinhos mais velhos Lucas e Fernanda, a vó Margarida escreveu o livro Tudo muda com o Duda (Quinteto Editorial, 2003). A história acompanha as várias confusões que o menino apronta quando vai passar o dia com a avó. O neto parece um furacãozinho... Atrapalha toda a programação da vovó! Ela não lê o jornal, não arruma a casa e nem escreve poema. Mas, no fim, o dia é muito mais interessante com a presença do pequeno. Segundo vó Margarida, escrever o livro foi instintivo, bastou ver a criançada crescer.

Além de escritora, ela é professora de literatura. Trabalhou no Departamento de Línguas da Universidade de Brasília durante 28 anos! Margarida esti-mula a leitura desde cedo. Daniel e a pequena Nicole, por exemplo, estão na fase da contação de histórias antes de dormir. Os maiores adoram livros! Lucas  gosta  de reservar um tempo para a leitura. A prima Fernanda também gosta de ler por prazer.

— Leio antes de dormir e durante as aulas. Não porque sou obrigada, mas por livre espontânea vontade. A vovó sempre nos incentivou, conta.

Enquanto aurora, momentos de uma infância brasileira é outro livro da vovó Margarida que aborda o universo infantil. Aliás, a obra, que é inspirada na sua própria infância, contou com a revisão do neto mais velho. As sugestões e observações do menino, no entanto, foram resultado de um acordo financeiro: a vovó pagou a Lucas pelo trabalho. Mais um jeito que a vó achou para estimular o amor pela literatura. Margarida também leva os meninos para passear em bienais e feiras de livro e vive presenteando os netinhos com literatura.

— Nunca nego um livro. Sempre que me pedem eu compro, diz a vovó.

Meu avô é aventureiro...

 (Gustavo Moreno/CB/D.A Press) 

O vovô Paulo Roberto Marques, 62 anos, sempre foi um grande aventureiro e tenta passar para os dois netos as possibilidade que eles têm a explorar. Os irmãos João Campos, 6 anos, e Paulo Neto, 9, adoram as aventuras sugeridas pelo avô, que anda de moto, voa de asa delta e frequenta academia. Paulo Marques disse que também adora cozinhar para os netos:

— Às vezes, eles me ligam pedindo para eu fazer cachorro-quente. Quando os dois viajam, me ligam para dizer que estão comendo um cachorro-quente ruim e que preferem o meu. Eles voltam e lá vou eu cozinhar para eles.

A aprovação na cozinha foi confirmada pelo neto João:
— O cachorro-quente do vovô é o melhor de todos.

A relação do avô Paulo com os netos é muito próxima e sempre que pode ele visita os meninos, dá um passeio de moto na rua e brinca bastante. As voltas na moto fizeram com que o neto mais velho, Paulo, se apaixonasse pelo veículo.

— Eu gosto muito de andar, quando eu crescer vou ter uma só para mim.

O vovô também é quem leva o refrigerante, proibido pelos pais dos garotos durante a semana.
— De vez em quando, o Paulo e o João querem Coca-Cola e ligam pra mim.

Paulo conta que o próximo plano é ensinar os netos a velejar. A ideia é que no início de 2014 eles consigam fazer os primeiros testes:
— Vou preparar muito bem os meninos, dar umas aulas de como funciona a navegação. Vamos começar encarando o Lago Paranoá.

Minha avó é moderna…

 (Carlos Vieira/CB/D.A Press) 

Mara Régia di Perna é uma vovó moderna e muito carinhosa. Ela aproveita bastante a companhia dos dois netos, Tarsila Mariah Nunes, 8 anos, e Enrico, 5 meses, especialmente agora que moram com ela.

— O meu netinho é muito pequeno. Fico apenas observando e fazendo gracinha. Com a Tarsila, eu crio bijus, pego colares antigos e invento coisas novas. Ela está em uma fase em que me ensina tudo!, diz Mara.

A avó ainda trabalha e é radialista. Tem uma vida atribulada, porém, sempre carrega lembranças de Tarsila para todo lugar, e quando pode, leva a neta para o trabalho:
— Ela adora o que eu faço e participa com frequência. Já cantou no estúdio, participou de entrevistas.

Com o tablet em mãos, Mara tenta agradar Enrico com músicas da Galinha Pintadinha. Apesar de sonolento, ele até fica animado com o som. No aparelho, ela também visualiza uma carta amorosa que a neta preparou, e a exibe como papel de parede.

A avó Mara é uma inspiração para Tarsila. A menina veste as roupas dela, usa os sapatos e não economiza elogios:
— Minha avó é legal e engraçada! Só que uma vez ela foi fantasiada de vovozinha para a escola em que eu estudava, e fiquei com muita vergonha…

Por mais que o trabalho ocupe o dia a dia de Mara Régia, os netinhos têm um lugar especial na agenda dela:
— Sou convidada a sentar no chão com eles e a brincar. É ótimo reviver esse universo de divertimento. É como passar novamente pela própria história!

Meu avô é torcedor do Inter…

 (Camila Brunca/Esp. CB/D.A Press) 

A paixão pelo futebol e, principalmente, pelo Sport Club Internacional é compartilhada por toda família Schwerz. Os netos Bruno Henrique, 12 anos, e Alberto, 6, não fogem à regra: torcem para o Internacional desde criancinha. O caçula, nascido em Azogues, no Equador, até chegou a torcer para a LDU, o mais famoso clube equatoriano. Mas não teve jeito... O sangue é colorado!

Fanático por futebol e sócio torcedor do Inter, o avô Pedro, 55 anos, foi quem mais incentivou a escolha da garotada. Ele brinca e diz que treinou os meninos desde o início para serem colorados.

Aliás, o amor pelo time aproxima. Conversar sobre futebol ajudava a encurtar a distância durante os anos em que os netos moraram no Equador. Com a mudança para Brasília, há dois anos, a presença do vovô na vida dos meninos aumentou ainda mais. Pedro, que é militar da reserva do Exército, está sempre disposto a fazer algo com os netos. Leva para o clube, sai para pescar, vai ao parque de diversões e, é claro, bate uma bola com os garotos.
— Quanto mais cedo você virar avô, melhor. É importante ter saúde para aproveitar melhor o tempo com a criançada, afirma o vô.

Ele costuma jogar futebol nos fins de semana para manter o pique. Gosta tanto do esporte que fundou, em 1997, o Santa Cruz Futebol Clube. A equipe, que leva o nome de sua cidade natal, disputa todas as quatro modalidades do campeonato de futebol society do Clube do Rocha. São mais de 70 jogadores!

A habilidade com a bola nos pés pode até ser debatida, mas o avô Pedro é unanimidade. Os meninos adoram a companhia dele.
— Acho o vovô uma pessoa bem esperta. Sabe bastante coisa, sabe aproveitar a vida, conta Bruno.

Já a explicação do pequeno Alberto é mais simples:
— Gosto de passar tempo com o vovô porque ele é do Inter!

Minha avó é natureba...

 (Gustavo Moreno/CB/D.A Press) 

Além de afeto, os netos de Maria da Glória Olivieri, 63 anos, recebem ensinamentos especiais. Apesar de bem pequenos, alguns deles já sabem bordar, preparar biscoitos e até cuidar de uma horta! Glória é psicóloga e acredita que todas essas atividades contribuem para a formação das crianças.

— O trabalho manual educa e acalma meus netos. Dá orgulho de ver! Melhor do que ir ao shopping e comprar presentes por lá, admite a vovó.

Entre as atividades favoritas de Beatriz Olivieri, Elis Rodrigues, Ana Borges e Lúcia Araújo — as netas de Glória — bordar é a que exige mais atenção e cuidado. Pacientemente, ela orienta ponto a ponto o trajeto da linha no tecido.

— A avó agora vai te ensinar a fazer um pássaro com um biquinho, promete Glória à neta Ana. Com a prática, as meninas já fizeram uma série de costuras legais, e são especialistas em tapeçaria e capas para celular. Quando tudo fica pronto, elas presenteiam amigos e familiares.

Enquanto isso, no jardim da casa, a criançada corre entre as pequenas plantações de cenoura, tomate, alface, ervas para chá, feijão, flores e cebolinha. Vovó Glória orienta a colheita, explica para que serve cada alimento e pergunta aos pequenos do que uma planta precisa para crescer com saúde.

As crianças mais novas, como Lúcia Borges e Miguel Olivieri, ambos de 3 anos, ainda não levam muito jeito com a manutenção da horta, mas já aproveitam bastante os alimentos que brotam dela. A vovozinha sabe o quanto frutas e legumes são ótimos para a saúde.

Até as receitas passadas à nova geração da família são preparadas com cuidado. Beatriz conta que Glória prepara comidinhas muito gostosas, ainda que, às vezes, ela deixe de lado alguns ingredientes que a garotada adora.

— O doce de ovos da vovó é uma delícia! E eu também adoro os biscoitos que ela nos ensinou a fazer. Só não acho gostoso quando ela deixa de usar glúten, adverte a menina.

 Glória sorri satisfeita e, apesar das pequenas reclamações, de algo ela tem certeza: a família reunida faz tudo ficar delicioso!

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