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Reconhecimento a uma jovem repórter

A premiação da CNI destacou reportagem do Correio sobre falta de mão de obra qualificada no mercado de trabalho

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postado em 01/08/2013 11:14 / atualizado em 01/08/2013 11:20

Gustavo Aguiar

Carlos Vieira
Ineditismo, relevância, abrangência, correção, isenção e aprofundamento da notícia. Os requisitos garantiram ao Correio Braziliense o reconhecimento no 2º Prêmio CNI de Jornalismo 2013 na categoria Especial de Educação. A série de reportagens “Apagão de mão de obra qualificada”, publicada entre junho e agosto do ano passado, é assinada pela repórter Mariana Niederauer, de 23 anos. O concurso destacou os 13 melhores trabalhos da imprensa nacional divulgados em 2012 e que abordavam as principais barreiras para o desenvolvimento do Brasil. A cerimônia de premiação ocorreu na terça-feira, em Brasília.

Pelo trabalho, Mariana ganhou um troféu e R$ 30 mil. Ao longo de 11 matérias, ela abordou as dificuldades que a indústria brasileira enfrenta em encontrar profissionais capacitados para exercerem funções estratégicas ao crescimento do país. “De um lado, há a reclamação dos empresários de que é muito caro qualificar funcionários.  Do outro lado, há deficiência na oferta de vagas para funções de que o setor necessita”, explica a jornalista.
As matérias foram escritas para o caderno Trabalho & Formação Profissional, veiculado aos domingos, sob a coordenação da editora Ana Sá. A série teve como concorrentes duas reportagens da revista Nova Escola, da Editora Abril.

No Correio, Mariana escreveu sobre a deficiência nas formações de técnico, o reduzido número de mestres e doutores e a distância desses profissionais do setor privado no país. O material pesquisado abordou o deficit de mão de obra para o exercício de funções como a de costureiro e sobre como as deficiências na educação básica refletem na baixa qualificação profissional.
Para Mariana, o desafio foi reunir estatísticas e informações para conseguir revelar ao leitor a gravidade do problema. Segundo ela,  destacar a importância de melhorar a formação no Brasil e despertar o interesse dos profissionais em se qualificar são os objetivos principais das reportagens. “As matérias mostram que há oportunidades para quem se prepara. O assunto continua atual e ainda rende pautas boas”, concluiu.
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