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postado em 20/08/2013 18:00 / atualizado em 20/08/2013 10:42

Nove em cada 10 adolescentes nascidos após 1990 têm um celular: 83% enviam mensagens todos os dias (Nicolas Asfouri/AFP - 21/3/13 ) 
Nove em cada 10 adolescentes nascidos após 1990 têm um celular: 83% enviam mensagens todos os dias

As novidades tecnológicas são atrativas especialmente aos jovens, que já nascem cercados de novos aparelhos. O resultado é a maior facilidade em manusear e até mesmo a necessidade de estar em contato com diversos dispositivos. Basta circular na hora de almoço por um shopping para notar adolescentes reunidos, cada um com um aparelho, compartilhando fotos ou comentando nas redes sociais.

“Os jovens têm o contato com a tecnologia muito cedo e se familiarizam muito rapidamente com o uso, surpreendendo os familiares, que, extasiados com a facilidade, fornecem a eles mais opções e não estabelecem os limites de uso. Com isso, a tecnologia passa a ser algo que cresce com eles, adquirindo ao longo do tempo um valor inestimável em detrimento das experiências reais”, alerta a psicóloga Sylvia van Enck.

A popularização tecnológica entre os jovens pode ser verificada em um levantamento da ConsumerLab, instituto de pesquisa da empresa Ericsson. O estudo mostra que entre as crianças e os adolescentes nascidos após 1990, 90% têm celular. A mesma pesquisa aponta ainda que cerca de metade dos jovens entrevistados passa mais de três horas conectados, e 83% deles enviam mensagem pelo celular todos os dias.

Por não terem o poder de discernimento de um adulto, cabe aos pais ficarem atentos para que o uso não seja excessivo e traga prejuízos às crianças. O psiquiatra Raphael Boechat indica que quando celulares, tablets e notebooks começam a interferir negativamente nas interações sociais, é momento de impor alguns limites. “Ao observar que a criança deixa de executar tarefas habituais, os pais devem entrar em ação. O ideal é estabelecer um horário e até mesmo proibir o uso de alguns aparelhos em determinados momentos.”

Vale lembrar que não se deve excluir as novidades e os aparelhos da vida do jovem, uma vez que o conhecimento de algumas ferramentas auxilia na formação acadêmica e profissional. As próprias redes sociais também podem ser benéficas, se usadas de forma adequada. Uma dica dada pela psicóloga Sylvia é manter um computador em uma área comum, na sala, por exemplo. Assim, fica mais fácil de os pais controlarem os conteúdos acessados pelos filhos e fiscalizarem o tempo de uso da máquina.
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