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Cubanos chegam a Brasília

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postado em 26/08/2013 08:00 / atualizado em 25/08/2013 14:20

Brasília e Recife — A última leva dos estrangeiros que virão trabalhar no Brasil, selecionados na primeira etapa do Programa Mais Médicos, chegará hoje ao país. Ontem, um grupo de 206 médicos cubanos — contratados por meio de um acordo entre o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) — desembarcou no Recife. Trinta deles permaneceram na capital pernambucana e o restante chegou ao DF por volta das 19h, mas só saíram no saguão às 20h25. No aeroporto, cerca de 30 manifestantes, com bandeiras do PT e da União Nacional dos Estudantes (UNE), aguardavam os estrangeiros. Todos atuarão nos municípios brasileiros sob regras diferenciadas dos demais profissionais que integram o programa: o salário de R$ 10 mil será repassado para o governo cubano, que depois encaminhará parte do dinheiro.

O grupo que chegou usava jalecos brancos e portava bandeiras do Brasil e de Cuba. Muito animados, falaram das expectativas e desconsideraram qualquer tipo de crítica emitida pelos colegas brasileiros, como a polêmica em torno dos salários. “Nós chegamos hoje (ontem) para trabalhar por solicitação da Opas e pelo desejo de ajudar, de colaborar com os médicos brasileiros. Nossa atenção é para a saúde básica, como já fizemos em outros países do mundo, como Haiti, Venezuela e Paquistão e Honduras”, comentou a médica Milagres Cardenas. “Nós somos médicos por vocação, não nos interessamos por salários. Fazemos nosso trabalho por amor. Nós estamos felizes em colaborar com a saúde brasileira. A medicina cubana é feita na base da solidariedade”, completou Nelson Gonçalves.

Os termos do contrato têm sido alvo de ações judiciais por parte das classes médicas brasileiras e de questionamentos do Ministério Público. Além do salário reduzido dos cubanos, as críticas se referem ao fato de os profissionais de outras nacionalidades não precisarem fazer a revalidação do diploma obtido no exterior, como é regra para qualquer médico estrangeiro que queira atuar no Brasil.

Ao todo, segundo o Ministério da Saúde, 1.740 profissionais devem começar a trabalhar já no próximo mês. Serão 1.096 brasileiros, 244 estrangeiros e 400 cubanos. Está prevista a chegada de mais 3,6 mil profissionais de Cuba até o fim do ano.  (RM e Tércio Amaral)
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