Críticas ao alojamento

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 27/08/2013 16:00 / atualizado em 27/08/2013 12:06

Os 682 profissionais com formados no exterior começaram ontem o módulo de avaliação e treinamento do Programa Mais Médicos — 400 cubanos e 282 profissionais formados em outros países, como Espanha, Argentina e Portugal, que tiveram maior número de selecionados para esta etapa. De acordo com o Exército, até ontem, havia 202 estrangeiros alojados em instalações do Ministério da Defesa. Entre os participantes, que iniciaram o curso ministrado pela Universidade de Brasília (UnB), a expectativa de participar do programa é alta, embora alguns vejam desafios, como o aprendizado da língua portuguesa.

Houve ainda críticas aos alojamentos e à lotação. Divididos em instalações do Batalhão de Guarda Presidencial e do Regimento da Cavalaria de Guardas (dos Dragões da Independência), os estrangeiros ocupam quartos separados para homens e mulheres e dormem em beliches. Ontem, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, garantiu que providenciará mudanças na estrutura de hospedagem.

As médicas cubanas Ibian Montero, de 40 anos, e Janeres Pupo, 34, já participaram de missões em outros países e se mostraram bastante empolgadas com o trabalho no Brasil. “Estamos muito felizes, viemos para melhorar a saúde e a vida do povo brasileiro”, declarou Montero. Para elas, a língua portuguesa pode ser um empecilho, mas que estão dispostas a superá-lo com as aulas e com a atuação. Também de Cuba, os médicos Alexander Del Toro, 39 anos, Mariela Maria Valdiz, 40, e Ariane Domingues, 43, compartilham da expectativa dos colegas. “Vamos trabalhar em lugares distantes e vamos ter resultados lá”, assegurou Del Toro.

Já o médico espanhol Diego Sanchez teme que o português seja uma barreira. “Vim pelo interesse de trabalhar com o povo brasileiro e para ajudar a transformar a mentalidade ‘hospitalocêntrica’ para a medicina comunitária”, disse. “Se não der certo, volto a Espanha.” Ele chegou com quatro filhos e estranhou a reação dos médicos brasileiros. Sobre a hospedagem, Sanchez minimiza o desconforto e reconhece que se trata de um alojamento militar, com várias pessoas dividindo beliches. Outros profissionais, porém, reclamaram de superlotação. A brasileira formada na Espanha Michele Melo, por sua vez, ao perceber que o alojamento seria em instalações militares, resolveu ir para um hotel. (JC)
Tags: