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PMs isolam a Esplanada

Secretaria de Segurança Pública destacou 4 mil homens para a área central de Brasília. Cerca de mil acompanharam os manifestantes, que não se aproximaram do desfile. Depois da parada, 300 pessoas tentaram invadir o Congresso

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postado em 09/09/2013 10:00 / atualizado em 08/09/2013 17:12

Manifestantes ocuparam, por uma hora, o gramado em frente à casa legislativa: tropa de choque da Polícia Militar fez cordão para evitar a passagem das pessoas (Bruno Peres/CB/D.A Press) 
Manifestantes ocuparam, por uma hora, o gramado em frente à casa legislativa: tropa de choque da Polícia Militar fez cordão para evitar a passagem das pessoas

Marcado pela tradicional festa popular, o Dia da Independência deu lugar, este ano, ao clima de tensão e ao confronto entre manifestantes e policiais militares. A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) destacou 4 mil homens para atuar no centro da capital federal ao longo de todo o dia, número correspondente ao dobro do empregado no ano passado. Durante o desfile cívico-militar, 1,3 mil atuaram na segurança do evento, enquanto cerca de mil acompanhavam os manifestantes. O mesmo aconteceu à tarde, nas proximidades do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Depois da parada, houve tentativa de invasão ao Congresso Nacional, que acabou impedida por policiais militares. Até as 18h30, pelo menos 39 pessoas, entre elas, 12 adolescentes, haviam sido encaminhadas para delegacias por motivos diversos, como tentativa de lesão corporal, desacato, desobediência e dano ao patrimônio.

O público do desfile passou por duas revistas, a primeira a cerca de 500 metros da Rodoviária do Plano Piloto, formada por um cordão da Polícia Militar (PMDF). Os agentes abordavam pessoas com sacolas, bolsas e mochilas à procura de objetos que pudessem servir de arma, no caso de confrontos. Essa barreira de militares começava na via N1, na altura do viaduto da L2 Norte, passando pelo gramado central, e terminava na S1, próximo à Biblioteca Nacional. A segunda etapa de verificação ocorreu no acesso à área do desfile, na qual os militares do Exército utilizavam detector de metais manual para revista individual.

Grupo segue em direção ao Congresso, com faixas, após o desfile (Breno Fortes/CB/D.A Press) 
Grupo segue em direção ao Congresso, com faixas, após o desfile

Na manhã de ontem, no início das manifestações pacíficas, o serviço de inteligência da SSP-DF encontrou três contêineres com pedras e pedaços de pau nas proximidades dos ministérios da Saúde e da Integração Nacional. A suspeita é de que o material seria utilizado durante os protestos. O trabalho de busca também foi feito nas rodovias que dão acesso ao DF. Quinze ônibus passaram por revista da PMDF e da Polícia Rodoviária Federal, mas não houve registro de apreensões.

Confrontos
Os manifestantes que se reuniram no Museu Nacional da República tiveram que se identificar e foram proibidos de entrar para assistir ao desfile portando bandeiras com mastro. Muitos ficaram indignados com o aparato de segurança. “Acho um absurdo montarem um esquema como esse e impedir que os militantes usem bandeiras. Estou aqui para lutar por um país menos corrupto”, disse o aposentado Paulo Alves da Silva, 80 anos, que retirou o mastro do cartaz.

Fantasiado de ET, manifestante faz protesto pacífico no gramado (Sheila Oliveira/Divulgação) 
Fantasiado de ET, manifestante faz protesto pacífico no gramado

Cerca de 300 pessoas seguiram em direção ao Congresso Nacional e tentaram invadir o espaço, mas foram contidas por uma barreira de PMs, que usaram spray de pimenta. De lá, os manifestantes foram para a Rodoviária, onde mais pessoas se somaram ao grupo, num total de cerca de 1 mil manifestantes. O confronto se deu no início da W3 Norte, quando eles tentaram invadir o Edifício Rádio Center. A tropa de choque jogou bomba de efeito moral e gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Algumas concessionárias da região foram depredadas.


"Acho um absurdo montarem um esquema como esse e impedir que os militantes usem bandeiras. Estou aqui para lutar por um país menos corrupto”
Paulo Alves da Silva, 80 anos, aposentado


Participaram da cobertura: Ana Pompeu, Arthur Paganini, Clara Campoli, Deco Bancillon, Diego Abreu, Diego Ponce de Leon, Étore Medeiros, Isabela Oliveira, Kelly Almeida, Luiz Calcagno, Maryna Lacerda, Sheila Oliveira e Thaís Paranhos


PMs lançam spray de pimenta para conter tentativa de invasão à Câmara  (Bruno Peres/CB/D.A Press) 
PMs lançam spray de pimenta para conter tentativa de invasão à Câmara


Mascarado, o militante Sérgio Alexandre foi barrado por PM próximo à Biblioteca Nacional (Breno Fortes/CB/D.A Press) 
Mascarado, o militante Sérgio Alexandre foi barrado por PM próximo à Biblioteca Nacional


Homem é preso durante o protesto: houve conflito com os militares (Janine Moraes/CB/D.A Press) 
Homem é preso durante o protesto: houve conflito com os militares
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